Ganhar ou perder tempo?
Tenho pensado muito sobre o que escrever aqui, e nada de bom me vem. Então resolvi fazer algo mais light. Não só em conteúdo, mas também caloricamente falando (quando chegar ao final do post, vocês vão entender).
Resolvi abordar algo que todo mundo aqui conhece – generalizo por motivos óbvios –: a Internet. Esse meio surgiu magicamente na vida daqueles que hoje têm mais de 20 anos e, ao mesmo tempo, é totalmente corriqueiro para os mais jovens. (Nota: falo dentro do universo das pessoas que têm acesso a ele; não vejo lógica escrever um texto voltado a quem não tem condições de lê-lo). A título de ilustração, lembro que o primeiro computador da minha família chegou em casa quando eu tinha dez anos. Eu não podia manuseá-lo, porque era caro e complexo demais para uma criança. Já meus primos de 8 anos não têm noção de que houve uma época em que não existia a web. Eles foram alfabetizados digitalmente antes mesmo de aprender a escrever.
Onde quero chegar com tudo isso? Ainda não sei, mas prometo que não vou liberar minha revolta através do discurso pronto e irrefletido “As-crianças-hoje-em-dia-não-sabem-mais-o-que-é-brincar-de-verdade”. Afinal, não foi a Internet que destruiu a infância das novas gerações. Ou vocês se esqueceram de que há TV no Brasil desde 1950? É sim. Eu mesma reconheço que gastei tempo demais da minha infância em frente a uma televisão. As crianças da atualidade, ao menos, estão mais ativas no seu vício. Porque a Internet, ao contrário da TV, depende do usuário para montar o roteiro a ser seguido. Além de tudo, vivendo numa cidade grande, que criança pode brincar livremente na rua atualmente?
Mas não é nas crianças que quero focar. São nos adultos. Quando percebo como nos tornamos escravos da web, me dá um desespero! Vocês não se sentem assim? Quando eu quis ter acesso a Internet, pensei que isso me pouparia tempo e eu poderia ter mais lazer. De fato a previsão aconteceu, mas olhe só o viés maquiavélico: eu gasto meu tempo livre no próprio meio! Sim, porque eu passo inúmeras horas semanais em messengers, fotologs, blogs, sites de entretenimento, vídeos... E, quando enfim desligo o computador, penso: “como me sinto entediada” ou “joguei mais um dia fora”. Nem passar o final de semana fazendo os serviços domésticos me aborrece tanto. Não sei se o problema é comigo, mas não consigo ter grandes idéias quando estou no Messenger ou com uma janela qualquer do Explorer aberta. Sem mentira. Cozinhar, lavar e passar, ao menos, me permitem umas horas de silêncio – que são muito bem-vindas quando se vive numa cidade tão turbulenta.
E a rotina de trabalho/estudo, então? Muita gente já percebeu (basta ler os trabalhos de Manuel Castells), e eu só reforço: ganhamos a mesma remuneração que antes, só que trabalhamos/estudamos muito mais. Antes o trabalho/estudo se restringia ao horário de expediente/aula. Quando o trabalhador/estudante voltasse para casa, estaria totalmente livre para fazer o que quisesse. Agora não! Temos que estar sempre ligados, acompanhando o movimento da caixa de e-mail e de sites “que nos acrescentam algo”. Ficar “por fora da coisa” é um pecado e pode até causar um desastre profissional – por exemplo, no caso de um jornalista não ver que recebeu uma pauta a ser cumprida no mesmo dia.
Puxa, eu prometi que seria um post light, né? Pois é... Tive que faltar com a palavra desta vez. Porém, é por uma boa causa. Gostaria de sugerir a todos que aderissem à seguinte campanha:
Troque uma hora de vida virtual
por uma hora de vida real!
Sugestões de como reduzir o tempo na Internet:
1. Veja seu e-mail sempre no mesmo horário e deixe as pessoas que lhe escrevem com freqüência sabendo disso (para quem confere a caixa de e-mail várias vezes por dia);
2. Não deixe o orkut e nem o Messenger abertos enquanto está fazendo um trabalho;
3. Quando quiser conversar com alguém, se possível, encontre a pessoa ao vivo em vez de pelo Messenger;
4. Antes de ligar o computador, faça uma lista das atividades que você tem que realizar (para não acessar mais sites do que o necessário);
5. Encare a Internet restritamente como meio de comunicação e trabalho.
Sugestões de como utilizar o tempo que você não vai mais perder na Internet:
Eu não gostaria de ser tão metódica, mas só para seduzir você a adotar a campanha...
Pense naquele livro que você quer ler há meses só que nunca sobra tempo... E cozinhar, você não sabe? É muito relaxante, por que não arrisca algo na cozinha? Ouvir um cd inteiro sem fazer qualquer outra atividade ao mesmo tempo... Cantar junto... Ir à casa de um amigo de surpresa só para conversar... Andar e conhecer lugares novos na sua própria cidade... Passear com o cachorro sem pressa... Essas coisas, sabe? Na minha opinião, isso sim é qualidade de vida.
Oh, para contribuir com essa campanha, vou fazer a minha parte. Se vocês gostam de ler este blog, acesse-o apenas uma vez a cada quinze ou vinte dias. Pode ser que você encontre uns três textos novos, contudo, não há pressa para lê-los e nem obrigação em o fazer. Eu ficaria muito mais satisfeita se soubesse que vocês tiveram um ótimo dia real do que ver que vocês continuam escravos da Internet.
**
Agora, conforme o prometido, aí vai a parte leve (mas nem tanto...) do dia.
RABANADA LIGHT (fim de ano já com gostinho de natal...)

Ingredientes
6 pães franceses amanhecidos (300 g)
1 lata de leite condensado desnatado
1 xícara de leite desnatado
2 ovos
Açúcar (ou adoçante culinário) e canela para polvilhar
Modo de fazer
Corte os pães em fatias de aproximadamente dois centímetros, desprezando os bicos.
Misture o leite condensado desnatado e o leite desnatado.
Bata os ovos.
Molhe bem cada fatia de pão na mistura de leite (afunde-a na tigela e retire imediatamente).
Depois, passe-a pelo ovo batido. Em seguida, frite em frigideira anti-aderente, tomando cuidado para não deixá-la quente demais a ponto de queimar o pão. Para fritar por igual, aperte a fatia com as costas da escumadeira, espere um pouquinho, vire-a fatia e repita o procedimento.
Polvilhe com uma mistura de açúcar e canela. Se usar adoçante culinário, cuidado para não exagerar e deixar a rabanada com aquele gosto amargo de adoçante.
Rendimento: 25-30 rabanadas.
Créditos: http://diadefolga.com/rabanada-light/
**
Tenham uma ótima vida!
Resolvi abordar algo que todo mundo aqui conhece – generalizo por motivos óbvios –: a Internet. Esse meio surgiu magicamente na vida daqueles que hoje têm mais de 20 anos e, ao mesmo tempo, é totalmente corriqueiro para os mais jovens. (Nota: falo dentro do universo das pessoas que têm acesso a ele; não vejo lógica escrever um texto voltado a quem não tem condições de lê-lo). A título de ilustração, lembro que o primeiro computador da minha família chegou em casa quando eu tinha dez anos. Eu não podia manuseá-lo, porque era caro e complexo demais para uma criança. Já meus primos de 8 anos não têm noção de que houve uma época em que não existia a web. Eles foram alfabetizados digitalmente antes mesmo de aprender a escrever.
Onde quero chegar com tudo isso? Ainda não sei, mas prometo que não vou liberar minha revolta através do discurso pronto e irrefletido “As-crianças-hoje-em-dia-não-sabem-mais-o-que-é-brincar-de-verdade”. Afinal, não foi a Internet que destruiu a infância das novas gerações. Ou vocês se esqueceram de que há TV no Brasil desde 1950? É sim. Eu mesma reconheço que gastei tempo demais da minha infância em frente a uma televisão. As crianças da atualidade, ao menos, estão mais ativas no seu vício. Porque a Internet, ao contrário da TV, depende do usuário para montar o roteiro a ser seguido. Além de tudo, vivendo numa cidade grande, que criança pode brincar livremente na rua atualmente?
Mas não é nas crianças que quero focar. São nos adultos. Quando percebo como nos tornamos escravos da web, me dá um desespero! Vocês não se sentem assim? Quando eu quis ter acesso a Internet, pensei que isso me pouparia tempo e eu poderia ter mais lazer. De fato a previsão aconteceu, mas olhe só o viés maquiavélico: eu gasto meu tempo livre no próprio meio! Sim, porque eu passo inúmeras horas semanais em messengers, fotologs, blogs, sites de entretenimento, vídeos... E, quando enfim desligo o computador, penso: “como me sinto entediada” ou “joguei mais um dia fora”. Nem passar o final de semana fazendo os serviços domésticos me aborrece tanto. Não sei se o problema é comigo, mas não consigo ter grandes idéias quando estou no Messenger ou com uma janela qualquer do Explorer aberta. Sem mentira. Cozinhar, lavar e passar, ao menos, me permitem umas horas de silêncio – que são muito bem-vindas quando se vive numa cidade tão turbulenta.
E a rotina de trabalho/estudo, então? Muita gente já percebeu (basta ler os trabalhos de Manuel Castells), e eu só reforço: ganhamos a mesma remuneração que antes, só que trabalhamos/estudamos muito mais. Antes o trabalho/estudo se restringia ao horário de expediente/aula. Quando o trabalhador/estudante voltasse para casa, estaria totalmente livre para fazer o que quisesse. Agora não! Temos que estar sempre ligados, acompanhando o movimento da caixa de e-mail e de sites “que nos acrescentam algo”. Ficar “por fora da coisa” é um pecado e pode até causar um desastre profissional – por exemplo, no caso de um jornalista não ver que recebeu uma pauta a ser cumprida no mesmo dia.
Puxa, eu prometi que seria um post light, né? Pois é... Tive que faltar com a palavra desta vez. Porém, é por uma boa causa. Gostaria de sugerir a todos que aderissem à seguinte campanha:
Troque uma hora de vida virtual
por uma hora de vida real!
Sugestões de como reduzir o tempo na Internet:
1. Veja seu e-mail sempre no mesmo horário e deixe as pessoas que lhe escrevem com freqüência sabendo disso (para quem confere a caixa de e-mail várias vezes por dia);
2. Não deixe o orkut e nem o Messenger abertos enquanto está fazendo um trabalho;
3. Quando quiser conversar com alguém, se possível, encontre a pessoa ao vivo em vez de pelo Messenger;
4. Antes de ligar o computador, faça uma lista das atividades que você tem que realizar (para não acessar mais sites do que o necessário);
5. Encare a Internet restritamente como meio de comunicação e trabalho.
Sugestões de como utilizar o tempo que você não vai mais perder na Internet:
Eu não gostaria de ser tão metódica, mas só para seduzir você a adotar a campanha...
Pense naquele livro que você quer ler há meses só que nunca sobra tempo... E cozinhar, você não sabe? É muito relaxante, por que não arrisca algo na cozinha? Ouvir um cd inteiro sem fazer qualquer outra atividade ao mesmo tempo... Cantar junto... Ir à casa de um amigo de surpresa só para conversar... Andar e conhecer lugares novos na sua própria cidade... Passear com o cachorro sem pressa... Essas coisas, sabe? Na minha opinião, isso sim é qualidade de vida.
Oh, para contribuir com essa campanha, vou fazer a minha parte. Se vocês gostam de ler este blog, acesse-o apenas uma vez a cada quinze ou vinte dias. Pode ser que você encontre uns três textos novos, contudo, não há pressa para lê-los e nem obrigação em o fazer. Eu ficaria muito mais satisfeita se soubesse que vocês tiveram um ótimo dia real do que ver que vocês continuam escravos da Internet.
**
Agora, conforme o prometido, aí vai a parte leve (mas nem tanto...) do dia.
RABANADA LIGHT (fim de ano já com gostinho de natal...)

Ingredientes
6 pães franceses amanhecidos (300 g)
1 lata de leite condensado desnatado
1 xícara de leite desnatado
2 ovos
Açúcar (ou adoçante culinário) e canela para polvilhar
Modo de fazer
Corte os pães em fatias de aproximadamente dois centímetros, desprezando os bicos.
Misture o leite condensado desnatado e o leite desnatado.
Bata os ovos.
Molhe bem cada fatia de pão na mistura de leite (afunde-a na tigela e retire imediatamente).
Depois, passe-a pelo ovo batido. Em seguida, frite em frigideira anti-aderente, tomando cuidado para não deixá-la quente demais a ponto de queimar o pão. Para fritar por igual, aperte a fatia com as costas da escumadeira, espere um pouquinho, vire-a fatia e repita o procedimento.
Polvilhe com uma mistura de açúcar e canela. Se usar adoçante culinário, cuidado para não exagerar e deixar a rabanada com aquele gosto amargo de adoçante.
Rendimento: 25-30 rabanadas.
Créditos: http://diadefolga.com/rabanada-light/
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Tenham uma ótima vida!
isso é banhado na gordura ._.
ResponderExcluirOMG!
ResponderExcluirAdorei seu blog =D
Heh, eu achava que era viciada em internet, com seus orkuts, msns e emails da vida, mas essas semanas sem internet em casa me fizeram perceber que nem sou viciada! Não sinto muita falta da bichinha e não fosse o jorlab e a faculdade, sentiria bem menos ^^
E eu decidi aprender a cozinhar \o/ hahuauha
Su, apareço de novo daqui uns 15 dias, beleza?
Beijo!
Su, o seu texto e otimo, mas eu sou viciada na internet hehehehehehehehhe.. so para voce ter uma ideia agora com a faculdade tudo esta interligado com a internet, ate a minha lista de material escolar, esta na net heheh, e a vida do mundo virtual , beijao
ResponderExcluirAi, Su... Porque esse final? Fiquei com fome agora.
ResponderExcluirSim, eu tenho a sensação de ter jogado um dia fora quando passo um tempão na internet.
E já tentei fazer listinhas, nãodeu certo (mas, ao menos, não esqueci no meio do caminho o que tinha para fazer).
Mas eu gosto da sua campanha.
(Simpatizar e aderir são duas coisas diferentes)
ai, meu, mas é tão difícil! peça uma coisa mais fácil! hahaha! :)
ResponderExcluirquero fazer essa rabanada! mas que de light não tem muita coisa, né não?
beijo!
Ok, eu só vou aparecer aqui a cada 15 dias, mas isso se você também só atualizar a cada 15 dias! Se atualizar em menos de 15 dias, não estará cumprindo a sua parte, hein!
ResponderExcluirNão gosto de rabanada, mas apreciarei seu esforço se colocar aqui outras receitas, como alguma que ensine a fazer barreado! Hehehe
Beijos!
Internet é meu maior vício... emails, blogs, feeds... quando eu vejo, já se foram horas.
ResponderExcluirValeu pelo link para a receita. :)
Sú!
ResponderExcluirQ texto bacana!
Super bem escrito,
lí inteirinho...
Ah, Pq sair da internet
se vamos direto pra televisão?
Ah, e gostei do joguinho no começo!
Bjos Su!
humm... não sou viciada =D
ResponderExcluirnão gasto mais do que 15 min por dia... ana não confere e-mail...
u.u nem recebe msgs no orkut... ;/
VIVA!
;*
saudadeeeeeeeeeeeeeee