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Up up up among the stars

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Foto feita por uma repórter da minha editoria, Thaís Schneider. A perspectiva, que distorceu a lineariadade das estantes, e a profundidade de campo são geniais! Aproveito para divulgar a matéria que ela escreveu e para a qual captou essa imagem: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/4175 Leiam, é linda! E se não se comoverem com a boa qualidade do texto, então acho que definitivamente estou ficando emotiva demais. Ah, o que que tem? O que é belo é para nos abalar mesmo, para nos destruir, para nos envolver. De férias das aulas, mas não do jorlab. Mas quem disse que eu quero me afastar? Só saio daqui arrastada.

Overdoses

Momentos de minha vidinha idiota e cheia de excessos. ** Foram dezenas e dezenas de páginas de textos teóricos sobre TV em uma única semana. E pior que ainda não acabou, falta o texto-mor (com 152 páginas) e redigir o trabalho em si. Não, acabo de pensar em algo ainda mais sacrificante do que isso tudo: agüentar o Bourdieu dizendo que os jornalistas não costumam ser pessoas cultas e nem capazes de elaborar discursos reflexivos. Taisez-vous, méchant! *rola no chão na porrada com o cadáver do velhinho* Era despeito de intelectual, entendo. É difícil levar uma vida só estudando, sem produzir nada concreto, daí, chega no fim da existência que merda deve ser aquele lapso de consciência: “Putz, não fiz nada, só pensei e meti o bedelho no trabalho dos outros... Para alguém reconhecer a minha dedicação, essa pessoa vai ter que ser igualmente frustrada. Dá para ter 20 anos de novo?”. Gosto de literatura, filosofia e outras áreas de conhecimento, mas estou numa fase de ódio exacerbado por ge...

Intraduzível

Développement Ma bouche ne partage plus de pomme ni de lys ni de basilic parce que mon coeur est une terre infertile. Et ma tête pense à l'agriculture comme un moyen rétrograde. ** É hora de os intelectualóides comentarem qualquer coisa só para mostrarem que conhecem francês. ** Postei só por postar. Leiam o texto anterior, que também é de hoje e é bem mais interessante.

Capitães de areia

Nessa semana fiz uma descoberta. Percebi que há um bando de garotos (de rua? Não posso afirmar, não sei se têm casa para onde voltar no fim do dia) no meu bairro. Justamente o meu bairro, que eu julgava um reduto de segurança e moralidade na grande Curitiba. Explico o ‘moralidade’: os habitantes daqui em sua maioria são velhos cujo ápice da existência é a missa de domingo. A maior parte de classe média ou alta, portanto, totalmente alérgica à miséria e a outras realidades duras. Critico, mas talvez eu já tenha adquirido essa mentalidade que atribuo à terceira idade local... Bem, voltando ao assunto. O fato é que todo dia tenho visto em bando esses garotos. O veterano do grupo não deve ter mais do que doze anos. São entre 5 e 10 moleques, andam por aí sujinhos, maltrapilhos, mas às vezes de bicicletas – prefiro não pensar como as conseguiram. Por onde passam fazem um barulho danado e vão pedindo esmolas aos transeuntes. Da primeira vez que os vi, fiquei preocupada. Pensei que me acu...

Final feliz?

Pesquisas com células-tronco embrionárias são liberadas Depois de três anos de debates, estudos podem voltar a ser desenvolvidos sem restrições Está oficialmente decidido: as células-tronco embrionárias podem ser utilizadas em pesquisas – desde que estejam congeladas há mais de três anos e haja a autorização de seus genitores, como a Lei de Biossegurança especificava já em sua criação, em 2005. Na noite dessa quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anunciou o resultado da votação, que foi acirrado. Dos 11 ministro, seis foram contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade – processo movido pela Procuradoria-Geral da República para anular a validade a lei que ampara as pesquisas. No fim, prevaleceu o argumento levantado pelo ministro Carlos Ayres Britto: “Um embrião congelado, que jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana”.

O lírio e a camélia

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Um olho no espelho vê o lírio. O outro, voltado para a sombra dançante na parede, vê a camélia. O lírio é rígido, correto, simples e sem excessos. Vive bem enraizado, próximo ao chão, cercado por seus iguais. Não tem pretensões. É constante, bondoso, eterno. Tem uma beleza tão crua, rústica, quase masculina. Virginal, nada esconde, nunca cede. Velado em sua santidade, morreria numa câmara nupcial. Foi feito para os santuários e as capelas, em honra a damas tão íntegras quanto ele. Fruto banal dos campos, há em sua seiva um misticismo que se perpetua intocado. A camélia já nasce nas alturas, aspirando ventos mais leves e velozes, pronta para saltar ao primeiro chamado. Poderiam olhar para ela e dizer "Que florzinha à toa, brota em qualquer canto, nada de especial tem!". Alguns até o fazem, mas basta deterem-se um segundo a observá-la que logo se rendem a seu balançar leviano. Camadas brancas em profusão, feito os saiotes da dançarina de cancan, que se oferece sem amor, só...

Foi mal

Preciso me retratar com a torcida do Palmeiras. Gente, desculpa por ter ido ao jogo e, com o meu pé-frio do c******, fazer o nosso time do coração perder. Admito que foi por egoísmo. Da outra vez até que não. Eu nunca havia visto o Palmeiras em campo ao vivo e tinha a curiosidade. Ok, perdoada. Mas hoje era desnecessário; eu já conhecia o ambiente, o clima e a "cara" do time. Insisti em ir só para estar um pouco mais perto dos meus ídolos - principalmente do Valdivia, que não estava no jogo contra o Atlético, do Gustavo, do Martínez (nunca vou esquecer aquele beijinho que ele me mandou...) e do Marcos. Mas decidi: futebol agora só pela TV, ok? Não quero pôr em risco a nossa taça do Brasileirão 2008.

Dor de jornalista

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A moléstia que ataca minha classe profissional não pode ser outra senão a no estômago. Sinal de estresse, má alimentação e ingestão de todo tipo de veneno – inclusive o exalado pelos semelhantes. Eu não pretendia (e não pretendo!) fazer este post como um desabafo pessoal. Mas só tive essa rápida recaída, por causa da última atualização desanimada da minha amada Regatinha. Fiquei desanimada também. Além de ter a mania de tomar para mim a dor dos outros – sim, sou hipocondríaca convencional e emocional –, sempre que leio o blog da minha amiga, ela deixa tantas críticas codificadas que morro de medo de me encaixar numa delas e ser tão tonta a ponto de nem perceber. Bem, mas o que eu tinha a dizer já está dito. Vamos à idéia original do post. ** Seguindo a moda por aí, estou revendo alguns dos meus conceitos. A primeira mudança, talvez a que mais diga sobre minha essência, descrevo agora. Scarlett O’Hara não é mais a minha musa inspiradora. Troquei-a por Maria Moura. Conhecem? P...

Thanks god and mammy!

Gostaria de agradecer a todos que acompanharam a série de reportagens idealizada e editada por mim. Quem não faz a menor idéia do que estou falando, basta entrar aqui - http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3326 -, que tem a introdução com os links para as quatro matérias. Sem querer parecer metida, mas com a bola cheia (sem dúvida!), cada elogio ao trabalho dos meus repórteres me fazia sentir como se fosse direcionado a mim mesma. É triste não ser a pessoa quem escreveu os textos, mas ter pensado em títulos (alguns me levaram muito tempo; há testemunhas), encontrado fotos (imagens boas com créditos são uma raridade no Google), checado dados e enchido de alterações vermelhas todos os parágrafos no Word me faz sentir um pouco mãe dessa produção. Como cereja no bolo dessa despedida, segue o comentário da nossa ombudsman: "Além disso, no on-line a editoria [de C&T] está atraente. A arte e a ciência sempre foram à frente de seu tempo a partir da criatividade e o especial...

Jabá

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Maravilhosa esta foto, não? Nem sei de onde é, peguei apressadamente no Google, mas, se fosse arriscar, eu diria que é de algum filme que conta uma das histórias de Arthur C. Clark ou de H. G. Wells. Ficaram com vontade de locar um filminho trash de ficção científica ou pegar um livro com uma história absurdamente inverossímil para ler? Pois aproveitem que hoje é Dia do Livro para acompanhar a série de reportagens sobre autores visionários e suas obras dentro desse gënero. A introdução já tá no site - www.jornalcomunicacao.ufpr.br - e, a partir desta noite até sábado, sairá uma matéria por dia. Tá bem legal, vejam lá! Eu não sei fazer propaganda, mas espero ter convencido alguém. Vamos lá dar uma força para os meus repórteres, que se esforçaram tanto para concretizar o meu plano maluco de fazer essa série.