Êta, banho-maria!
Para os não-introduzidos ao universo da culinária, banho-maria é quando você coloca o alimento em uma panela, e esta vai dentro de outra com água sobre o fogo. Como a comida não tem contato direto com a fonte de calor, o cozimento é mais lento. Esse método é bastante usado para derreter chocolate.
Já sabe em quem você vai votar para presidente em 2010? Os partidos ainda não oficializaram seus pré-candidatos, mas as especulações já correm soltas. Saiu nesta semana um estudo sobre intenção de votos realizado pela Pesquisa CNT Sensus. No primeiro post deste blog, eu perguntava se o Mercadante teria chances, lembram? Naquela época, final de 2007, nem se ouvia falar de Dilma. Agora vamos ver como a pupila de Lula (recém-convertida para o PT) está se saindo.
Considerando que os candidatos fossem Serra, Dilma, Ciro e Marina, este seria ranking:
José Serra: 31,8%;
Dilma Rousseff: 21,7%;
Ciro Gomes: 17,5%;
Marina Silva 5,9% dos votos;
Não decidiram: 23,2%.
Agora, olhem que engraçado. Quando os entrevistados puderam escolher espontaneamente seus candidatos, ficou assim:
Lula: 18,1%;
Serra: 8,7%;
Dilma: 5,8%;
Aécio Neves: 4,2%;
Ciro Gomes: 2,6%;
Heloísa Helena: 1,4%;
Marina Silva: 0,7%;
Geraldo Alckmin: 0,5%; (bem-feito, Opus Dei, tá na lanterna!)
Não decidiram: 56,9%.
Até o Lula, que já teve seus 7 anos de mandato, está mais em alta do que o resto da galera. Vai ficar todo mundo de recuperação, hein?
Entre os quatro primeiros possíveis candidatos (desses só o Ciro ainda é uma incógnita sobre lançar ou não candidatura – vamos fazer um bolão?), nenhum tem preferência da maioria absoluta. Isso pode indicar duas coisas totalmente diversas: equilíbrio de poder entre os candidatos ou disputa morna. Estou tentada a concluir que é a segunda opção. O povo não sabe em quem votar, porque não simpatiza com nenhum dos candidatos.
Já abro o jogo de que eu sou fã da Marina Silva e, se ela não escorregar até outubro de 2010, é nela que votarei. É uma mulher forte e íntegra. Só receio que essa força não seja suficiente para que ela transforme suas ideias sensatas em ação, afinal, quem pode contra Sarney, Collor e cia? Se no Ministério do Meio Ambiente, a pressão já foi demais, imagine na presidência. Mesmo assim, não desistirei antes de lhe dar esse voto de confiança.
Sabe que sinto saudades das eleições de 1998? Havia dois candidatos fortíssimos – Lula e FHC – em um cenário de crise da classe média. Isso daria um bom argumento para um ópera italiana! O candidato do PT ainda tinha aquela barbona preta e usava o discurso “abaixo a privatização!”. Era muito tenso. Eu morria de medo de o Brasil virar socialista. Embora não conhecesse essa palavra, entendia que poderia deixar de ganhar presente no Natal, e isso era o pior dos pesadelos.
Hoje acho o Lula até charmoso – um charme chulo, claro. Como disse uma amiga há vários meses, a umidificaçãozinha dessas eleições poderia, no máximo, ser o Aécio Neves. Mas sei lá, tenho medo de candidatos com boa aparência. Lembram-me o Collor, cujo carisma não trouxe qualquer benefício, muito pelo contrário.
Ah, mas falando no neto de Tancredo, sabia que foi ele que criou as polêmicas verbas indenizatórias? Na verdade, não acho a ideia em si ruim, mas como se coloca assim o queijo sobre o chão sem vigiar o rato? É irresponsável não tornar transparente a prestação de contas dos excelentíssimos deputados (veja a resposta do bofe). Por isso, apoio a luta da Folha de S. Paulo pela divulgação desses dados. Depois ainda dizem que os jornais não têm mais razão de existir. Conto com eles não só para fiscalizar, mas também para que as próximas eleições esquentem, porque, se depender dos candidatos, o almoço será servido frio.
--
Vai cair na boca do povo: na Síria, eles usam o termo “vitamina uau” como sinônimo para dinheiro (aprendi na National Geographic). Como diz Simão, mais direto impossível!
Já sabe em quem você vai votar para presidente em 2010? Os partidos ainda não oficializaram seus pré-candidatos, mas as especulações já correm soltas. Saiu nesta semana um estudo sobre intenção de votos realizado pela Pesquisa CNT Sensus. No primeiro post deste blog, eu perguntava se o Mercadante teria chances, lembram? Naquela época, final de 2007, nem se ouvia falar de Dilma. Agora vamos ver como a pupila de Lula (recém-convertida para o PT) está se saindo.
Considerando que os candidatos fossem Serra, Dilma, Ciro e Marina, este seria ranking:
José Serra: 31,8%;
Dilma Rousseff: 21,7%;
Ciro Gomes: 17,5%;
Marina Silva 5,9% dos votos;
Não decidiram: 23,2%.
Agora, olhem que engraçado. Quando os entrevistados puderam escolher espontaneamente seus candidatos, ficou assim:
Lula: 18,1%;
Serra: 8,7%;
Dilma: 5,8%;
Aécio Neves: 4,2%;
Ciro Gomes: 2,6%;
Heloísa Helena: 1,4%;
Marina Silva: 0,7%;
Geraldo Alckmin: 0,5%; (bem-feito, Opus Dei, tá na lanterna!)
Não decidiram: 56,9%.
Até o Lula, que já teve seus 7 anos de mandato, está mais em alta do que o resto da galera. Vai ficar todo mundo de recuperação, hein?
Entre os quatro primeiros possíveis candidatos (desses só o Ciro ainda é uma incógnita sobre lançar ou não candidatura – vamos fazer um bolão?), nenhum tem preferência da maioria absoluta. Isso pode indicar duas coisas totalmente diversas: equilíbrio de poder entre os candidatos ou disputa morna. Estou tentada a concluir que é a segunda opção. O povo não sabe em quem votar, porque não simpatiza com nenhum dos candidatos.
Já abro o jogo de que eu sou fã da Marina Silva e, se ela não escorregar até outubro de 2010, é nela que votarei. É uma mulher forte e íntegra. Só receio que essa força não seja suficiente para que ela transforme suas ideias sensatas em ação, afinal, quem pode contra Sarney, Collor e cia? Se no Ministério do Meio Ambiente, a pressão já foi demais, imagine na presidência. Mesmo assim, não desistirei antes de lhe dar esse voto de confiança.
Sabe que sinto saudades das eleições de 1998? Havia dois candidatos fortíssimos – Lula e FHC – em um cenário de crise da classe média. Isso daria um bom argumento para um ópera italiana! O candidato do PT ainda tinha aquela barbona preta e usava o discurso “abaixo a privatização!”. Era muito tenso. Eu morria de medo de o Brasil virar socialista. Embora não conhecesse essa palavra, entendia que poderia deixar de ganhar presente no Natal, e isso era o pior dos pesadelos.
Hoje acho o Lula até charmoso – um charme chulo, claro. Como disse uma amiga há vários meses, a umidificaçãozinha dessas eleições poderia, no máximo, ser o Aécio Neves. Mas sei lá, tenho medo de candidatos com boa aparência. Lembram-me o Collor, cujo carisma não trouxe qualquer benefício, muito pelo contrário.
Ah, mas falando no neto de Tancredo, sabia que foi ele que criou as polêmicas verbas indenizatórias? Na verdade, não acho a ideia em si ruim, mas como se coloca assim o queijo sobre o chão sem vigiar o rato? É irresponsável não tornar transparente a prestação de contas dos excelentíssimos deputados (veja a resposta do bofe). Por isso, apoio a luta da Folha de S. Paulo pela divulgação desses dados. Depois ainda dizem que os jornais não têm mais razão de existir. Conto com eles não só para fiscalizar, mas também para que as próximas eleições esquentem, porque, se depender dos candidatos, o almoço será servido frio.
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Vai cair na boca do povo: na Síria, eles usam o termo “vitamina uau” como sinônimo para dinheiro (aprendi na National Geographic). Como diz Simão, mais direto impossível!
Não sei em quem eu vou votar, mas eu sei em quem eu não vou votar: na Dilma.
ResponderExcluirQualquer um menos essa Dilma
ResponderExcluirAté agora, estou convencida a votar na Marina tb, já que Cristovam Buarque não vai ser candidato e o partido gay dele vai apoiar a Dilma :(
ResponderExcluire acho que já está mais do que na hora de começar a correria em volta dessas eleições, pra deixar o povo todo mais esperto. odeio essa calmaria...
Eu também preferia o Cristóvam Buarque. Tá com todo jeito que vou acabar anulando meu voto.
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