Qualche piccolino pensiero

Parquinhos me apavoram, pois me lembram pedofilia e assassinatos macabros. Sempre que passo por um, fecho os olhos e deseja que não haja mais ninguém para me pegar no flagra – seja testemunhando minha fraqueza ou a transformando em realidade.

Hoje, quando eu cruzava aquele círculo de areia satânico, havia uma velha sentada na mureta. Trocamos olhares desconfiados por cinco segundos. Percebi que ela mexia bem devagar a mão em direção à sua bolsinha-de-velha. Mais do que veloz, atirei-me atrás de uma caçamba de lixo. Por um triz não viro mistura do RU.

Velhinhas com lencinho de seda e broche no pescoço estão na mesma categoria de parquinhos. Juntando os dois, só pode se esperar um resultado: merda.

**

Velhinhas japonesas, ao contrário, são sempre boas. Chapéu de pescador, calças curtas e sapatilhas. Sim, dulcíssimas. E há um quê a mais. Tenho certeza de que todas elas são capazes de ler a nossa alma.

Nesta tarde, ainda atarantada com o incidente no parquinho, uma dessas senhoras passou por mim. Em meio segundo, ela me examinou por inteiro. Em seguida, um franco sorriso de aprovação. Foi esta a mensagem que ela plantou na minha cabeça: “Vai passar, minha querida, afinal, você é uma boa garota”.

**

“Good girl”, repeti. Foi como Cap. Buttler chamou a prostituta Bella Watling. Não, não sou assim. Sou mimada como Scarlett. Sorte a minha que as garotas quase-más é que são desejadas pelos galãs que valem a pena. Azar o meu que essas mesmas garotas acabam sozinhas – talvez até em um parquinho, acompanhada por uma psicopata armada de um três-oitão.

**

Disse Balzac: “A imprensa está morta como será morto um povo: dando-lhe liberdade”.

**

Quando possuímos a liberdade em sua plenitude, tornamo-nos gordos e vadios. Descobri que já fomos, sim, totalmente livres. Lá por volta de um ano de idade. É quando já conseguimos andar, grunhir, alimentar-nos (mesmo que seja dos restos encontrados na vasilha do cachorro). E fazemos isso sem qualquer medo, sem seguir moral ou ideologia. Felizmente nos esquecemos dessa curta experiência de vida. Se fosse diferente, não suportaríamos as amarras que ostentamos hoje – criadas pelo instinto de autopreservação.

**

Mesmo com tão pouca liberdade que nos resta, há brechas para atentarmos contra nossa integridade. Como mulher livre, assisti a “Dragon Ball Evolution”. Que merda!

**

Ser Palmeirense é viver entre o paraíso e o enfarto. Nesta última semana:

PAL 2 X 1 SPO
PAL 1 X 2 SAN
PAL 1 X 1 SPO

**

Enquanto isso...



**

Que merda!

**

A Fada do Siso
(Pagando sua fiança antes que o velho descubra.)

Nunca comam frango no RU e nem pastel servido por garçons caolhos - a não ser que você seja um daqueles durões que fritam bacon sem camisa.

Comentários

  1. Pobrezinha, foi ver Dragonball. Pagou alguns pecados, huhuhu.

    Eu não tenho nada contra parquinhos. Só não gosto de balanços. Especialmente quando eles ficam se mexendo sem ninguém sentado...

    Acho que é trauma do Evangelion. (Se não sabe o que é, pergunta pro teu primo que ele deve saber, huauhauh.)

    ResponderExcluir
  2. Dragonball (tudo junto e com A aberto) é triste...

    O seu blog virou coluna?

    Faz tempo que a gente não se vê, heim?

    ResponderExcluir
  3. Vc esqueceu de colocar: Diego Souza 1x0 jogador babaca do Santos :p

    O que houve com seu pastel? eu sempre disse que a tia Massako não era algo muito bom! vcs que não me ouviam! humpf!

    ResponderExcluir
  4. Vanessa Prateano21/4/09 17:17

    Suelen, a coisa tá feia pra nós, mas vamos em frente, ainda tem Libertadores e Brasileirão...e, apesar de ir ao Palestra pra ver o meu time perder, tive o prazer de ver o Diegão fodendo o mundo, e possivelmente a carreira dele também!
    Gustavão rules everything.
    E pastel da tia Massako é mara, não fala mal! Já o frango...nojo.

    ResponderExcluir

Postar um comentário