Querida professora, minhas férias foram ótimas, obrigada por perguntar
Março já segue avançado e só agora faço o primeiro post do ano. Espero que entendam essa longa ausência, uma vez que a frequência (agora sem trema, pois adotamos desde janeiro passado as novas regras ortográficas – isso se o Word não nos boicotar, né) deste blog está vinculada ao calendário da UF**.
Foram três longos meses de férias. Não os aproveitei tanto em prol do intelecto como gostaria, mas tive experiências bem interessantes. Nada de fatos extraordinários, apenas recortes de uma vida à toa no interior. Separei a seguir algumas para compartilhar.
Mito de Sísifo
Sísifo, segundo a mitologia grega, foi castigado pelos deuses a rolar uma grande pedra até o topo de uma montanha. Quando a rocha lá ficasse, ele estaria libertado de sua tarefa. O problema era que, sempre que ele atingia o ponto mais alto, a pedra rolava montanha abaixo e ele tinha que recomeçar todo o árduo trabalho. Dessa forma, a pena de Sísifo se estenderia irremediavelmente pela eternidade.
Daniel sugeriu essa história como metáfora para o programa de condicionamento físico a que eu me submeti durante as férias. Achei que ela se encaixava como uma luva, por isso a estou usando agora.
Perder alguns quilos e manter o peso é uma missão árdua – pelo menos para quem leva uma vidinha pacata, não dispõe de personal trainer e nem recebe recompensas financeiras pela boa forma (como aqueles cuja profissão é “famoso”). Toda manhã, sem exceção para sábado ou domingo, lá estava eu às 8h correndo no parque, depois fazendo uma série de exercícios localizados. E sequer tinha o consolo da dose diária de açúcar refinado e gordura a que havia me acostumado – de preferência juntos em uma bela barra de chocolate meio-amargo.
As primeiras três semanas transcorreram bem, as roupas começaram a folgar e achei que meu suplício se aproximava do fim. Eu ansiava pelo dia quando poderia voltar a comer pastel, pizza, pamonha, sorvete, bolo e tudo o que me desse na telha, sem culpa. Mas daí chegaram aquelas festas prolongadíssimas (Natal-Ano Novo-meu aniversário). Comi tanto, mas tanto, que nem me surpreendi ao ver minha pedrinha rolando ladeira abaixo.
E por semanas a fio fui rolando a pedra acima e a vendo cair. Inúmeras vezes. No fim das férias, já estava desencanada de voltar ao meu manequim P e só esperava manter uma boa saúde. Assim, conformada com a impossibilidade de chegar ao fim da missão que assumi no início de dezembro, sabe que até acabei emagrecendo? E o fato mais surpreendente disso tudo: em uma semana nesta cidade reconhecidamente fria e nebulosa (literalmente), peguei mais bronzeado estilo caminhoneiro do que em três meses no interior sob o sol diário de 35 graus. Vai entender isso...
Pra você que tá aí de bobeira
Apesar de ficar três meses praticamente sem PC, tive oportunidade de ter contato com três achados virtuais.
1. Wagner e Beethoven: http://www.apostos.com/wagnerebeethoven/
2. Rafael Sica: http://rafaelsica.zip.net/
3. Um capeta em forma de guri:
Quanto a cinema, cheguei a assistir a algumas coisas, mas não muitas. Dos concorrentes ao Oscar, só vi um: O curioso Caso de Benjamin Button. É um bom filme, mas nada fora do esperado e, na verdade, bem fraco perto do conto em que se baseou. Se esse era o favorito da noite, até desanimei para ver os demais.
E admito sem vergonha que o filme de que mais gostei nessas férias foi Sim, Senhor, do Jim Carrey. Sem dúvida vai se juntar aos clássicos do ator, mais o menos no estilo de O Mentiroso. Ri pra valer – principalmente na cena do bar – e até saí com a impressão de que levei algo para a vida. Blockbusters também podem ter qualidade. Saí dessa vida de cult, de só seguir conselhos de críticos conceituados. Eu posso avaliar pela minha própria cabeça!
Pró memória
Há alguns dias, Obama disse: “Em 31 de agosto de 2010, nossa missão de combate no Iraque terminará”. Aguardemos para ver se esse tem palavra, porque Bush, quando invadiu o Iraque, disse que as tropas americanas ficariam só alguns dias – ele até deu o número exato na época, em pronunciamento oficial, mas agora não lembro, só sei que eram poucos. A ocupação perdura até hoje, seis anos depois – e isso nem de longe é pouco tempo.
E, para concluir, uma nova seção no blog.
A Fada do Siso
(Ajudando os desmiolados a tomar juízo.)
Conselho do dia: confira a lista de marcas (principalmente de cosméticos) que não testam seus produtos em animas.
(Fonte: Projeto Esperança Animal – PEA)
Foram três longos meses de férias. Não os aproveitei tanto em prol do intelecto como gostaria, mas tive experiências bem interessantes. Nada de fatos extraordinários, apenas recortes de uma vida à toa no interior. Separei a seguir algumas para compartilhar.
Mito de Sísifo
Sísifo, segundo a mitologia grega, foi castigado pelos deuses a rolar uma grande pedra até o topo de uma montanha. Quando a rocha lá ficasse, ele estaria libertado de sua tarefa. O problema era que, sempre que ele atingia o ponto mais alto, a pedra rolava montanha abaixo e ele tinha que recomeçar todo o árduo trabalho. Dessa forma, a pena de Sísifo se estenderia irremediavelmente pela eternidade.
Daniel sugeriu essa história como metáfora para o programa de condicionamento físico a que eu me submeti durante as férias. Achei que ela se encaixava como uma luva, por isso a estou usando agora.
Perder alguns quilos e manter o peso é uma missão árdua – pelo menos para quem leva uma vidinha pacata, não dispõe de personal trainer e nem recebe recompensas financeiras pela boa forma (como aqueles cuja profissão é “famoso”). Toda manhã, sem exceção para sábado ou domingo, lá estava eu às 8h correndo no parque, depois fazendo uma série de exercícios localizados. E sequer tinha o consolo da dose diária de açúcar refinado e gordura a que havia me acostumado – de preferência juntos em uma bela barra de chocolate meio-amargo.
As primeiras três semanas transcorreram bem, as roupas começaram a folgar e achei que meu suplício se aproximava do fim. Eu ansiava pelo dia quando poderia voltar a comer pastel, pizza, pamonha, sorvete, bolo e tudo o que me desse na telha, sem culpa. Mas daí chegaram aquelas festas prolongadíssimas (Natal-Ano Novo-meu aniversário). Comi tanto, mas tanto, que nem me surpreendi ao ver minha pedrinha rolando ladeira abaixo.
E por semanas a fio fui rolando a pedra acima e a vendo cair. Inúmeras vezes. No fim das férias, já estava desencanada de voltar ao meu manequim P e só esperava manter uma boa saúde. Assim, conformada com a impossibilidade de chegar ao fim da missão que assumi no início de dezembro, sabe que até acabei emagrecendo? E o fato mais surpreendente disso tudo: em uma semana nesta cidade reconhecidamente fria e nebulosa (literalmente), peguei mais bronzeado estilo caminhoneiro do que em três meses no interior sob o sol diário de 35 graus. Vai entender isso...
Pra você que tá aí de bobeira
Apesar de ficar três meses praticamente sem PC, tive oportunidade de ter contato com três achados virtuais.
1. Wagner e Beethoven: http://www.apostos.com/wagnerebeethoven/
2. Rafael Sica: http://rafaelsica.zip.net/
3. Um capeta em forma de guri:
Quanto a cinema, cheguei a assistir a algumas coisas, mas não muitas. Dos concorrentes ao Oscar, só vi um: O curioso Caso de Benjamin Button. É um bom filme, mas nada fora do esperado e, na verdade, bem fraco perto do conto em que se baseou. Se esse era o favorito da noite, até desanimei para ver os demais.
E admito sem vergonha que o filme de que mais gostei nessas férias foi Sim, Senhor, do Jim Carrey. Sem dúvida vai se juntar aos clássicos do ator, mais o menos no estilo de O Mentiroso. Ri pra valer – principalmente na cena do bar – e até saí com a impressão de que levei algo para a vida. Blockbusters também podem ter qualidade. Saí dessa vida de cult, de só seguir conselhos de críticos conceituados. Eu posso avaliar pela minha própria cabeça!
Pró memória
Há alguns dias, Obama disse: “Em 31 de agosto de 2010, nossa missão de combate no Iraque terminará”. Aguardemos para ver se esse tem palavra, porque Bush, quando invadiu o Iraque, disse que as tropas americanas ficariam só alguns dias – ele até deu o número exato na época, em pronunciamento oficial, mas agora não lembro, só sei que eram poucos. A ocupação perdura até hoje, seis anos depois – e isso nem de longe é pouco tempo.
E, para concluir, uma nova seção no blog.
A Fada do Siso
(Ajudando os desmiolados a tomar juízo.)
Conselho do dia: confira a lista de marcas (principalmente de cosméticos) que não testam seus produtos em animas.
(Fonte: Projeto Esperança Animal – PEA)
Vai ganhar um 10 pela redação de férias.
ResponderExcluirTem tb a versão traduzida por fãs:
ResponderExcluirhttp://cyanidehappinesstraduzidos.blogspot.com/
Ê, Su...
ResponderExcluirNão adianta... Com comida de mãe, não dá para emagrecer. Dieta boa é RU!!!
eu ja cheguei num ponto que faço dieta e nem me peso mais pra nao desanimar
ResponderExcluirhuahuauhahuahua
engraçado ter um "andarilho" comentando e uma "wanderer" aqui também.
ResponderExcluircompartilho com a sua opinião de que o tal filme do brad pitt foi bom, mas nem tuuudo aquilo que falam dele. sim, foi muito bem produzido, muito bom mesmo do ponto de vista puramente cinematográfico, mas não faz todo o jus ao conto homônimo.
fico feliz por você voltar à ativa, escrevendo tão bem como só vc escreve e comentando filmes. faça mais isso, aposto que logo teremos uma comentarista de filmes profissional!
Besos