<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720</id><updated>2012-02-17T04:46:00.824+01:00</updated><category term='faxina'/><category term='Albert Camus'/><category term='boxe'/><category term='Johnny Depp'/><category term='Natalie Portman'/><category term='religião'/><category term='férias'/><category term='Marina Silva'/><category term='jornalismo'/><category term='Gilberto Gil'/><category term='RPG'/><category term='João Gilberto'/><category term='reciclagem'/><category term='nerd'/><category term='Paulo César Pinheiro'/><category term='Margarida'/><category term='Lula'/><category term='revista piauí'/><category term='academia'/><category term='ficção'/><category term='regime'/><category term='ecologia'/><category term='cultura'/><category term='Um lugar qualquer'/><category term='Paulo Henriques Britto'/><category term='As viagens de Gulliver'/><category term='Buñuel'/><category term='insônia'/><category term='humor'/><category term='memória'/><category term='drama'/><category term='poesia'/><category term='TV'/><category term='O senhor dos anéis'/><category term='escola'/><category term='modernidade'/><category term='Superman'/><category term='Mahler'/><category term='Folha de S. Paulo'/><category term='PUTZ'/><category term='publicidade'/><category term='A grande família'/><category term='Madonna'/><category term='Bossa Nova'/><category term='encosto'/><category term='universidade'/><category term='receita'/><category term='Alemanha'/><category term='Natal'/><category term='animal'/><category term='White Stripes'/><category term='Liv'/><category term='Oscar'/><category term='matisse'/><category term='The Office'/><category term='ciência'/><category term='UFPR'/><category term='Sérgio Bianchi'/><category term='Maria Callas'/><category term='Mulher Maravilha'/><category term='biblioteca'/><category term='Gary Gygax'/><category term='morte'/><category term='Dalton Trevisan'/><category term='Os inquilinos'/><category term='Brasileirão'/><category term='Barbie'/><category term='artes'/><category term='Kivviradas do destino'/><category term='tecnologia'/><category term='domingo'/><category term='John Cheever'/><category term='quadrinhos'/><category term='música'/><category term='Hilda Hilst'/><category term='Sofia Coppola'/><category term='Vinícius de Moraes'/><category term='Tristam Shandy'/><category term='28 contos de John Cheever'/><category term='mulher'/><category term='ópera'/><category term='e o vento levou'/><category term='Palmeiras'/><category term='fotografia'/><category term='política'/><category term='yoga'/><category term='literatura'/><category term='Viggo Mortensen'/><category term='Julia Roberts'/><category term='layout'/><category term='consumismo'/><category term='Elle Fanning'/><category term='Proust'/><category term='Maria Moura'/><category term='Allan Sieber'/><category term='Carmen'/><category term='Bizet'/><category term='Laika'/><category term='teoria'/><category term='Arnaldo Branco'/><category term='scarlett o&apos;hara'/><category term='Internet'/><category term='olimpíadas'/><category term='De Sica'/><category term='computador'/><category term='Beyla'/><category term='cidade'/><category term='piração'/><category term='Miss Marple'/><category term='Rainn Wilson'/><category term='amor'/><category term='eleição'/><category term='Laurence Sterne'/><category term='Cisne negro'/><category term='propaganda'/><category term='Libertadores'/><category term='violência'/><category term='infância'/><category term='culpa'/><category term='sonho'/><category term='Carlos Drummond'/><category term='espiritualidade'/><category term='Billie Holiday'/><category term='Jonathan Swift'/><category term='cinema'/><category term='Somewhere'/><category term='Marc Giget'/><category term='Michael Jackson'/><category term='série'/><category term='redação'/><category term='Gazeta do Povo'/><category term='Jorge Amado'/><category term='futuro'/><title type='text'>dov'è il latte?</title><subtitle type='html'>testi volgari</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>145</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-489240096975173037</id><published>2012-01-18T02:09:00.000+01:00</published><updated>2012-01-18T02:09:04.495+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teoria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><title type='text'>Bem-aventurança já disponível na biblioteca mais próxima!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Felizes aqueles que estão satisfeitos em simplesmente viver. Quando a gente acrescenta advérbios além do “simplesmente”, a felicidade corre perigo – se não de desaparecer ao menos de se relativizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia ruim: ninguém permanece neste estágio inicial, vazio. Tão logo quanto nascemos e jogamos o primeiro bocado de ar para o pulmão, vêm muitas coisas e estímulos e desejos e coisas e coisas. Tudo nos leva para longe de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a notícia boa: é possível encontrar caminhos (sim, no plural!) de volta. Inclusive, vou lhes acenar a seguir uma opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os muitos papéis que a arte exerce, interessa-nos sua função de recuperar o viver simplesmente, a felicidade absoluta ou a sublimação. Ao usar esses termos, afasto-me do uso recorrente na sociedade de massa, que associar lazer e arte, a qual se reduz a cultura. Não digo que arte deva ser tediosa, mas o seu efeito sobre nós também não é tão imediatamente prazeroso. O caminho da catarse é praticamente uma via crucis. E, na condição de cristã, eu não poderia ter encontrado expressão melhor, pois acredito piamente que o objetivo final da arte é semelhante ao da religião: uma espécie de ascensão processual ao divino, ao tudo e, por fim, ao nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O absoluto é um esvaziamento portanto. Os modernistas muito teorizaram sobre isso e chegaram à conclusão de que a arte deveria se despojar de conteúdo. Em outras palavras, propuseram um esvaziamento. Não caberia à arte representar coisas, mas simplesmente ser, existir como forma pura: efeito estético e não histórico. Para ilustrar de forma bem didática as implicações práticas disso, lembramos as pinturas abstratas e os poemas concretos – engraçada a oposição dos termos “abstrato” e “concreto” para fazer referência a obras regidas por ideais semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na literatura em prosa, porém, o desafio é maior. Afinal, como escrever um livro sobre nada? Apareceram romances fragmentários e menos voltados para o desenvolvimento do enredo. Alguns dos exemplos maiores são o Finnegans Wake, de James Joyce, e os nouveaux romans – cujos autores eu poderia até citar, mas, sendo honesta, não os li, estou só papagueando outrem. Só que, apesar das inovações propostas, o enredo está sempre lá, ainda que minimamente. Talvez um dia consigam realmente produzir um romance feito de frases esvaziadas de conteúdo, mas daí será preciso que também inventem um leitor preparado para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance, a meu ver, é o filho problemático da literatura. E adivinhem? Tinha que ser o caçula... Não é à toa que, na minha prova de mestrado, achei mais prático responder a questão sobre teatro. Se quero discorrer sobre Rumo ao farol, de Virginia Woolf, em até duas horas? Não, obrigada. Mas para não simplificar demais a discussão, também não vou entrar nas teorias da ficção neste post – e provavelmente em nenhum futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, basta saber que (ainda) não existe forma pura na prática do romance. Então como ele pode nos levar ao tal esvaziamento prometido pela arte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse esvaziamento se dá por outras vias. Não sou muito familiarizada com as teorias da leitura, por isso me corrijam se eu falar alguma bobagem. Na verdade, não me levem tão a sério, é mais um palpite não-científico. Acredito que, para sermos atingidos (interpretem esse particípio verbal como preferirem, mas uma luz: me refiro ao processo de sublimação) por um romance, devemos ignorar nossa individualidade e nossa moral. Você pode se identificar com os personagens, e isso será ótimo para manter vivo o interesse em obras de fôlego, contudo isso não é essencial – assim como coletes são legais (há controvérsias, principalmente pós-Fiuk) e até têm alguma função, mas não esquentam o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madame Bovary é especialmente difícil de analisar, porque nos tenta a discutir coisas como “Ema tinha razão?”, “Era mesmo necessário puni-la?”. Gente, isso é papo de boteco, e não análise literária. Agora, espertinha, quais são as questões pertinentes? Sei lá eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se lê sobre adultério por gostar do assunto – talvez seja o caso para alguns, mas não é a motivação em geral. Por algum estranho processo intelectual ou emocional, a gente se envolve em histórias sobre acertos e cagadas de pessoas que nem existem, e isso nos liberta de nós mesmos. Só assim, quietinhos, com o nariz enfiado num bom livro, a gente vive simplesmente. E será uma vida feliz e completa, isso eu garanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia as pessoas ainda vão pagar para ler as bobagens que vocês leem aqui for free.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta artista, Fernanda Brenner, tem ótimas ilustrações sobre o universo hipster. E o mais legal é o tom crítico (eu juro que vi certo sarcasmo!). Segue abaixo uma ilustração dela e &lt;a href="http://www.coroflot.com/fernandabrenner" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; o site com o portfolio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cdn.vogue.globo.com/wp-content/uploads/2010/11/hipster2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://cdn.vogue.globo.com/wp-content/uploads/2010/11/hipster2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-489240096975173037?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/489240096975173037/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2012/01/bem-aventuranca-ja-disponivel-na.html#comment-form' title='11 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/489240096975173037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/489240096975173037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2012/01/bem-aventuranca-ja-disponivel-na.html' title='Bem-aventurança já disponível na biblioteca mais próxima!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-756133909958042222</id><published>2012-01-12T03:01:00.000+01:00</published><updated>2012-01-12T03:34:16.429+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='yoga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Caminhão de mudança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.home-designing.com/wp-content/uploads/2011/03/pixar-up-movie-house.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.home-designing.com/wp-content/uploads/2011/03/pixar-up-movie-house.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos supor que você precise mudar hoje. De que tamanho seria sua mudança? Uma mochila? Algumas malas de rodinhas? Um caminhão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando defini, há dez minutos, que este post seria sobre mudança, pensei em mudança no sentido de “transformação, alteração de estado”, e não de “troca de residência” como sugere o parágrafo acima. Mas as duas coisas vieram juntas no meu raciocínio caótico. Mantive a bagunça: achei que vinha a calhar nesta ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto novamente, desta vez optando pelo outro sentido da palavra. Você já quis mudar radicalmente? Se sim, como resolveu isso? Foi ao shopping? A uma agência de turismo? Ao psiquiatra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível mudar sem carregar consigo uma pilha de tranqueiras? Afinal, dá para se livrar da vida velha e indesejável? Só para começar, pense na família – é um caminhão de mudança que vai te seguir para a vida toda. (E isso não é necessariamente ruim. As raízes nos prendem ao chão, com suas vantagens e desvantagens. Desvantagem: permanecer no mesmo lugar. Vantagem: não cair.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudar também pode ser sinônimo de retornar. Começar a achar que o luxo é uma bosta e ir morar num sítio, daqueles bem precários. Vender o carro e comprar uma bicicleta, ou andar de busão, cheirando cecê alheio. Ficar sábado à noite em casa, assistindo a filme velho na TV (sem glamour, estou falando de K9, Benji, American Pie outros do gênero).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o regresso não for algo opcional? Isso torna a questão um tanto assustadora. Há quem diga que vivemos o eterno retorno, isto é, gente tenta, tenta, tenta ir para um lugar novo, mas chega a uma situação bem familiar do tipo “ei, eu já vivi isso – e odiei!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aceitação dessa impotência ou pequenez diante do destino/mundo/curso da vida pode ser uma mudança maravilhosa, daquele tipo que nos alça à felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que a transformação mais profunda é aquela em que nada externo muda – você acorda no mesmo horário, vai para o mesmo trabalho, veste as mesmas roupas, encontra as mesmas pessoas – e, no entanto, tudo está diferente. Falo essas coisas sem intenção de pregar doutrinação do estilo Tim Maia (o que quase arruinou a música dele), mesmo porque não me sinto na condição de dar exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me ocorre que ter muita coisa para carregar na mala da mudança é o que nos impede de mudar. Daí parece que o certo a fazer é rasgar as vestes e viver entre os lírios do campo. Mas logo bate a dúvida: desfazer-se dos objetos supérfluos levará direto -vapt-vupt- à paz? Acho, e digo isto sem propriedade alguma, que o desapego que leva à real mudança não é apenas material. O buraco é mais embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ansiosos pela resposta desse enigma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu descobrir, conto para vocês. Mas acho que &lt;a href="http://www.yoga.pro.br/artigos/1063/3046/os-valores-do-yoga" target="_blank"&gt;este site&lt;/a&gt; dá boas pistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A foto do início é do filme Up, da Pixar. Choradeira total nos quinze primeiros minutos, lindo demais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-756133909958042222?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/756133909958042222/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2012/01/caminhao-de-mudanca.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/756133909958042222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/756133909958042222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2012/01/caminhao-de-mudanca.html' title='Caminhão de mudança'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7583990186289698513</id><published>2011-05-22T20:24:00.003+02:00</published><updated>2011-05-22T20:30:56.958+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><title type='text'>Saudades não sei de que</title><content type='html'>Às vezes, tenho saudades sem saber exatamente do quê. Fico em dúvida se é de algum desses domingos de sol em que nada especial aconteceu, mas que me fizeram sentir em paz. Ou de um passeio noturno com os pais para comprar o presente de Natal. Ou de um primeiro dia de aula. Ou de um amor da quarta série. Ou de um livro cujo título foi esquecido. Ou da melhor amiga que não vejo há sete anos. Ou do franguinho frito na época em que não se falava em gordura trans ou IMC. Ou das férias na casa da avó que mora no sítio até hoje. Ou de me apaixonar por uma música na primeira escutada. Ou das manhãs de desenho animado e Choco Kripis. Ou das madrugadas (antigamente onze horas, meia noite era madrugada) assistindo ao Palmeiras na Libertadores, vibrando quietinha os gols para não acordar a família. Ou de uma loja de roupas descoladas que não existe mais. Ou das 14 horas de sábado na época na Internet discada. Ou de balançar na rede enquanto o pé toca no ladrilho gelado. Ou do cheiro de bolo no forno quando chegava da aula à tarde. Ou de assistir a Casos de Família com a minha mãe, e rir muito. Ou da semana que antecede as férias. Ou daquela camiseta do Piupiu que eu usei praticamente todos os 365 dias em que tive dez anos de idade e que minha mãe jogou fora. Ou dos Karas. Ou daquela professora boazinha. Ou das brigas que acabavam até o final do dia. Ou das joaninhas no verão. Ou das camélias no inverno. Ou da grama o ano inteiro. Ou de andar de bicicleta só por diversão. Ou de não saber que as coisas custam dinheiro. Ou do meu primeiro cachorro de estimação. Ou de passar horas desenhando. Ou de me sentir tão imperfeita, tão errada. Ou daqueles dias em que não precisava fazer nada e tampouco me sentia culpada pela improdutividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, acho que essas saudades indefinidas são de algo que não existiu. Dos sonhos e projetos antigos. De tudo aquilo que era potencialmente bom, mas que não chegou a se concretizar. Dá saudades de ser otimista, de deixar tudo na mão do futuro, sabendo que eventualmente o final feliz vai chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7583990186289698513?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7583990186289698513/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/05/saudades-nao-sei-de-que.html#comment-form' title='5 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7583990186289698513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7583990186289698513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/05/saudades-nao-sei-de-que.html' title='Saudades não sei de que'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-874230520724308318</id><published>2011-05-09T05:34:00.000+02:00</published><updated>2011-05-09T05:34:03.094+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Quando/como/por que dizer ‘eu te amo’</title><content type='html'>Duas observações preliminares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Este é mais um post sobre relacionamentos. Justifico, envergonhada, o porquê: estou estudando coisas tão pesadas e chatas no mestrado que tenho preferido dedicar meu tempo livre a amenidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O título faz uma proposta ambiciosa demais, provavelmente não conseguirei cumpri-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No episódio de &lt;i&gt;How I met your mother&lt;/i&gt; dessa semana, chamou-me a atenção um comentário do Ted (protagonista da série) assim: “Crianças, vocês nunca esquecerão a primeira vez ou o lugar em que vocês disserem a uma garota ‘eu te amo’”. Quem assiste a filmes e seriados americanos está familiarizado a esta visão de relacionamentos: ficar, namorar, amar – nesta ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que observei por aí, a gente aderiu em peso a esse modelo. Eis o modus operandi: conhece uma pessoa atraente, descobre que ela também é gente boa, resolve apostar num namoro. O passo seguinte natural nessa escala seria o amor, certo? Mas a coisa não é tão simples assim. Afinal, alguém tem um método objetivo de identificar quando o afeto comum se transforma em amor? Qual é a diferença entre gostar, amar e ter paixão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu particularmente acho tudo a mesma coisa. (E agora vêm as opiniões polêmicas. Por favor, sejam amenos nas críticas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que você aprecia alguém, inclui-o em sua vida, dedica-lhe pensamentos, sente-se ligado a ele, isso é amor. Inclusive, não creio que haja diferença entre o amor e o contato físico (quando este é reciprocamente bom). Entregar-se a alguém, expondo todos seus defeitos e fraquezas, e ser bem acolhido, isso é a forma de amor mais primitiva, e, me arrisco a dizer, a mais genuína que conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não está em amar, mas em dizer que ama. A declaração soa forte demais. Lembremos da clássica lição d’&lt;i&gt;O pequeno príncipe&lt;/i&gt;: “tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”. Portanto, dizer que ama, nessa linha de pensamento, é transferir explicitamente ao outro a responsabilidade por nossa felicidade. Assustador, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo racional, tudo ficaria mais fácil se amássemos sem dizer. Nossas ações seriam autossuficientes, não haveria aquelas longas conversas sobre sentimentos e nem joguinhos de esconde-esconde. Ainda assim, por que as pessoas insistem em valorizar o “eu te amo”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insegurança pura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos podem discordar, como Ted o faria, alegando que, em certos momentos, você simplesmente se sente impelido a dizer o famigerado “eu te amo”. Sem objetivo algum. Só porque não consegue segurar mais as palavras. Balela! Proponho aqui que amemos mais e falemos menos. Não estou pregando a barbárie, e sim a sinceridade. O problema de transformar um fato em narrativa – isto é, transformar o ato de amar em um “eu te amo” – é que você cria um mundo paralelo à realidade, independente dela. A narrativa pode ter o seu correspondente na realidade, pode não ter e nem por isso é mentirosa. A ideia é tirar o amor das palavras, reduzi-lo a uma só esfera, a das ações. Parece tão mais simples e menos sofrido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém topa o desafio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-874230520724308318?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/874230520724308318/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/05/quandocomopor-que-dizer-eu-te-amo.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/874230520724308318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/874230520724308318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/05/quandocomopor-que-dizer-eu-te-amo.html' title='Quando/como/por que dizer ‘eu te amo’'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5419341124473420887</id><published>2011-04-29T01:11:00.000+02:00</published><updated>2011-04-29T01:11:35.728+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gazeta do Povo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folha de S. Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>O mundo paralelo dos cadernos de cultura</title><content type='html'>&amp;nbsp;A revolução digital ocorrida no último decênio, que popularizou o uso doméstico de computadores com acesso à internet, incrementou exponencialmente a produção e o consumo de informação. O efeito positivo disso é inegável: pessoas de todas as classes informam-se mais ativamente. Na medida em que os veículos tradicionais – rádio, televisão, jornal e revista – perdem o monopólio sobre a notícia, procuram adaptar-se à nova realidade. O caminho mais aconselhável à mídia impressa, segundo muitos especialistas, é desistir de competir com a rapidez da internet e se dedicar ao tratamento analítico dos fatos. Na prática, ao observar a evolução de um jornal como a Gazeta do Povo, deparamo-nos com a revalorização do furo e do trabalho de pesquisa. Não por acaso, em 2010, o diário paranaense ganhou um Prêmio Esso inédito pela série investigativa Diários Secretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, os cadernos de cultura – e aqui inclui-se o Caderno G, do referido jornal – permanecem alheios às mudanças, como aquelas lojas turcas em que se encontram uma ampla e incoerente variedade de produtos, os mesmos há anos, já empoeirados e expostos em desordem. Como resposta à alta no preço do papel e à crise generalizada, grandes jornais cortaram seus suplementos literários. Foi o caso do Washington Post, do Los Angeles Times e do Chicago Tribune. No Brasil, a Folha de S. Paulo extinguiu o caderno Mais!, compilado de artigos e resenhas de literatos e cientistas que circulava há quase vinte anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma contradição que devemos ressaltar aqui é que muitos veículos diários procuram economizar espaço, cortando cadernos, mas não têm a iniciativa de eliminar os conteúdos supérfluos da editoria de cultura – e não são poucos. Falar de livros, para esses editores, não é essencial, mas resumo de novela, horóscopo, fofocas de celebridades, fotografias da nova estrela da Playboy não podem faltar. A crítica que coloco aqui está claramente impregnada da noção de alta e baixa cultura. No entanto, ela é pertinente se considerarmos o perfil do público leitor dos jornais impressos. Na Folha de S. Paulo, maior jornal do Brasil, temos uma maioria da classe AB, com idade acima de 35 anos, que frequenta restaurantes, cinema e eventos culturais variados (dados da pesquisa Ibope realizada em 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, uma forte tendência nos grandes jornais impressos representa uma luz nesse cenário: os blogs de jornalistas especializados. A tecnologia não é nova, mas só agora parece ter se disseminado a sua aplicação nas redações. Enquanto o caro papel impresso é ocupado por banalidades, esses espaços virtuais altamente personalizados permitem ao colunista aprofundar-se nos temas que lhe interessam mais de perto. Sem pressão do número de caracteres e sendo menor a supervisão do editor, o resultado são textos mais criativos e prazerosos para aquele que escreve e para os que leem. Na Gazeta do Povo, por exemplo, de 26 blogs, dez tratam de assuntos culturais (gastronomia, cinema, livros etc.). Entre eles, o do jornalista Rogério Galindo aborda exclusivamente livros clássicos, conteúdo difícil de se encontrar numa versão impressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço das tecnologias levantou nos últimos anos a pergunta: qual será o futuro do jornalismo impresso? Essa resposta, aos poucos, vai sendo formulada. O jornalismo diário, praticado há cinco séculos, já passou por várias crises e, no entanto, continua atuante. A mutabilidade e a atualidade fazem parte de sua condição. Mais importante, a meu ver, é pensar como adequar os cadernos culturais às transformações emergentes. Enquanto ninguém fizer a pergunta, também não haverá respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Um palpite de alguém que sente bastante falta do caderno Mais!: os cadernos de cultura precisam assumir de vez uma posição formadora. As resenhas de produtos culturais são úteis, sim; eu mesma não vejo um filme ou compro um livro sem consultá-las. Mas, quando o jornal se restringe a elas, a gente fica com a sensação de vazio, fecha o jornal sem ter aprendido nada novo. Que tal se os jornalistas, principalmente os de cultura, assumirem a missão de educar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5419341124473420887?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5419341124473420887/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/o-mundo-paralelo-dos-cadernos-de.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5419341124473420887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5419341124473420887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/o-mundo-paralelo-dos-cadernos-de.html' title='O mundo paralelo dos cadernos de cultura'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-826322105340409686</id><published>2011-04-15T23:23:00.000+02:00</published><updated>2011-04-15T23:23:03.106+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Margarida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animal'/><title type='text'>Meu novo bichinho de estimação</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wSTczSRBMOo/Tai3AiWTkCI/AAAAAAAAAgw/tCV3d9sq98Q/s1600/DSC01225.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-wSTczSRBMOo/Tai3AiWTkCI/AAAAAAAAAgw/tCV3d9sq98Q/s400/DSC01225.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje ia começar a lavar o banheiro quando encontrei uma velha conhecida minha: uma lartixa-bebê. Ela vinha morando no meu quarto há alguns dias. Convivíamos perfeitamente, até ela inventar de se instalar no banheiro bem no dia em que eu tinha que jogar cloro no piso. O produto é fortíssimo até para nós, imagine para ela! Então fiquei num dilema: o que fazer com a bichinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pus num potinho, o da foto acima. Não dá para ver muito bem por causa da máquina, teria que ser uma grande angular. Margarida (o nome que pus nela) é bem pequena, mede cerca de dois centímetros, contando com o rabinho! Tem cor marrom, com machinhas cinzas. É a coisa mais linda que já vi! Particularmente não gosto muito das lagartixas albinas; essas pardas, por sua vez, lembram jacarés minúsculos, o que acho muito fofo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei no chão para ver melhor os detalhes dela, aí descobri a fatalidade do meu novo bichinho: ela tem duas patas decepadas! Tive vontade de chorar ao ver aquilo. Ela não sobreviveria no mundo selvagem... Ameacei jogá-la para fora, mas ela ficou tão ofegante que nào tive coragem. Ó, querida Margarida, o que será de você? Sugestões enquanto eu lavo o banheiro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-826322105340409686?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/826322105340409686/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/meu-novo-bichinho-de-estimacao.html#comment-form' title='8 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/826322105340409686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/826322105340409686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/meu-novo-bichinho-de-estimacao.html' title='Meu novo bichinho de estimação'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wSTczSRBMOo/Tai3AiWTkCI/AAAAAAAAAgw/tCV3d9sq98Q/s72-c/DSC01225.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2733696785285577262</id><published>2011-04-10T22:11:00.002+02:00</published><updated>2011-04-11T03:12:53.781+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='piração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>A primeira semana</title><content type='html'>(Outro post sobre relacionamentos – depois não digam que não avisei)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caos do universo, às vezes acontece de bilhões de fatores se combinarem aleatoriamente e resultarem em algo bom para você. Sim, para você, que só se fode para todo o sempre. Nessa hora você se joga, repete infinitamente como você é um puta sortudo, faz umas dancinhas toscas no meio da rua, pensa que não mudaria nada no presente. E você está certo em agir assim, afinal, é muito raro que tudo esteja perfeito na sua vida. Quando isso ocorre, tem que estar consciente mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos supor que, quando você se conforma em ser “só o amigo” e curtir uma balada despretensiosamente, conheça alguém, tudo muito casual. Todos sabemos que você é burro, mal pago, mais feio do que bonito e que suas piadas não têm graça, mas essa pessoa gosta de você. Assim gratuitamente mesmo. E você gosta dela de volta. Os dois se gostam simetricamente, não há obstáculos para ficarem juntos, logo, é isso que eles fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dia tem alguns (muitos) probleminhas de comunicação. Você não sabe aonde por as mãos ou que cara fazer, ele tira sarro do seu time sem saber que você é torcedor fanático. Tudo bem, faz parte da graça desse estágio inicial. Estão os dois tateando no escuro: há todos os tropeços; em compensação, cada descoberta será deliciosa. É um ser completamente novo que se põe à sua disposição para se desvendado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo dia, você já se sente mais experiente. Pode trabalhar em cima de informações fornecidas na véspera. São praticamente velhos conhecidos, tratam-se como se soubessem tudo sobre o outro. É mais ou menos como jogar War depois que se observa uma ou outra estratégia: está mais apto do que o iniciante, mas ainda sente um friozinho na barriga, um medo de perder por falta de atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro dia é opcional. Se ele acontecer, basicamente será como o segundo. Ou, se o grau de entrosamento dos dois estiver bem avançado, pode conter longos silêncios de cumplicidade. Serão tranqüilizadores, desde que você esteja pronto para isso. Se a falta de conversa incomodar, reveja o primeiro dia. Estamos mesmo falando de uma pessoa que sente por você o mesmo que você sente por ela? Ou você está amando sozinho? Se é este o caso, você não é o meu leitor ideal. Estou falando de “amores” (por não achar uma palavra melhor entre “amizade” e “amor”) que surgem gratuitamente e, como veremos adiante, também morrem sem motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba o final de semana, você tem que fingir que é uma pessoa responsável, mesmo que passe segunda-terça-quarta com lata de brigadeiro na mão e ideia fixa na cabeça. Então você dá um tempo e uma distância bastante saudáveis. Para repor as energias, para deixar a nova pessoa cuidar da vida dela, para bater uma saudadezinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelo meio da semana, você acha uma brecha na agenda e marca um encontro à luz do dia. Esse é um grande teste: ainda há algo acontecendo ali? Às vezes, não há mesmo, sinto muito, amigo. Às vezes, há. Aí que os problemas começam. O estranho gentil passa a ser importante, você se permite cultivar sentimentos, preocupações, expectativas, tem medo de perdê-lo. E o coitado, na maioria dos casos, nem sabe nada disso. Ainda assim, as chances de o encontro diurno dar certo são altas. Outro dia memorável que você vai lamentar depois, quando estiver sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bom, tudo ótimo. Você está bem confortável com seu novo amigo, tudo indica que ele sente o mesmo. Pois não fique tão seguro. Assim que chegar a sexta-feira, o que seria o segundo final de semana de vocês juntos, alguém vai sofrer. Algum tipo de maldição assombra essas amizades repentinas, que nunca são só amizade, e lhes lega apenas uma semana de vida. Você a aproveitou bem? Pois se dê por satisfeito, não haverá a segunda. Não digo isso em cima de uma experiência pessoal, é o que acontece sempre, com qualquer um. A maldição é inquebrantável. O que começa perfeito vai perecer em uma semana, não mais do que isso. A ciência ainda não deu uma boa explicação. Talvez fim da magia, talvez pira, talvez realidade, talvez tédio. Vocês escolhem a desculpa que lhes aprouver mais. Ou simplesmente somem, o que dá na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se você quer cultivar um affair ou um namoro duradouro, sugiro que comece pelo conflito. Isso mesmo, xingue-a de gorda, cante o melhor amigo dele. Uma hora vocês estarão se amando loucamente e, em uma semana, a chama ainda estará acesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2733696785285577262?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2733696785285577262/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/primeira-semana.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2733696785285577262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2733696785285577262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/primeira-semana.html' title='A primeira semana'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8816039461560528531</id><published>2011-04-07T20:43:00.001+02:00</published><updated>2011-04-11T03:25:28.255+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='piração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nerd'/><title type='text'>Nerd on drugs having lunch at RU</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Rx_5_M4zi_4/TaJYewncz_I/AAAAAAAAAgs/pFzffrb3xYw/s1600/nerd+bandeja.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" src="http://4.bp.blogspot.com/-Rx_5_M4zi_4/TaJYewncz_I/AAAAAAAAAgs/pFzffrb3xYw/s400/nerd+bandeja.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Teoria da ficção. O nome da disciplina logo me saltou aos olhos, eu tinha que cursá-la – ai de quem se pusesse no meu caminho! Claro que, caloura de tudo, eu acreditava que ficção fosse sinônimo de narrativa ficcional. Quando comecei a ler o Luiz Costa Lima – que forma traumática de se começar a estudar algo completamente novo –, não entendi por que ele gastava tanto tempo distinguindo mímesis e ficção. E pior: as divergências por ele ressaltadas não eram apenas de significado, mas também de trajeto histórico. Para se ter uma noção, as obras de Homero, para seus contemporâneos, não eram consideradas ficção. Ao mesmo tempo, não se confundiam com os relatos históricos de um Heródoto. Claro que quatro séculos separam os dois, mas não saberia agora pensar em um historiador mais próximo do autor de Ilíada (universitários?). Eram uma terceira coisa, mas não vou entrar no mérito da questão aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o susto inicial, começo a me sentir um pouco mais à vontade para comentar questões teóricas. Quase tão familiarizada (pelo menos com os problemas de pesquisa, não necessariamente com as respostas) que hoje, almoçando no RU, comecei a pirar pensando nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observei que todas as pessoas que não estavam sozinhas conversavam entre si. Além disso, o teor das conversas (estou pensando em como dizer isso empregando os termos mais adequados) não focava tanto fatos concretos e sim coisas sem correspondência na realidade. Muitas das falas traziam hipóteses, impressões ou completas invenções. E tudo isso carregado de figuras de linguagem (metáforas, comparações, hipérboles). A gente faz poesia no RU e não percebe! Em vez de “hoje não chove”, “como você foi na prova?”, ou “olha aquele cara”, ouvi “você não sabia, mas eu sou um alien”, “se a berinjela tiver acabado, eu me mato”, “sou tão boa em questões discursivas que a professora nunca percebe que eu não sei nada” e “ovulei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se considerar o público, predominantemente jovem. O uso da ironia é bem mais frequente entre eles, que têm menos preocupação com a clareza e a eficácia da mensagem – para alguém que estivesse na posição de chefe, por exemplo, seria outra história. Por que será que não somos sempre explícitos e delicados? Dizer “a carne parece boa hoje” é pior do que “espero que a tia Naná não lambuze meu cabelo de molho, porque eu vou me servir de joelhos hoje”? Ou será que sou eu e uma meia dúzia de malucos que preferimos o discurso ao seu conteúdo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, fiquei observando aquelas dezenas de pessoas ao meu redor, conversando, imaginando, inventando, floreando. Pouco daquele conteúdo era de fato útil, dificilmente se reverteria em benefício de alguém. Por que gastar energias com futilidades? Não sei. A gente simplesmente não consegue ficar sem ficcionalizar, deve ser algo natural a nós, humanos. E esse produto tão fútil que surge nas conversas, ao mesmo tempo, é essencial para a nossa manutenção, pelo menos da sanidade mental. É algo que eu não entendo, mas admiro. Não é lindo fazer parte disso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8816039461560528531?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8816039461560528531/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/nerd-on-drugs-having-lunch-at-ru.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8816039461560528531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8816039461560528531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/04/nerd-on-drugs-having-lunch-at-ru.html' title='Nerd on drugs having lunch at RU'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Rx_5_M4zi_4/TaJYewncz_I/AAAAAAAAAgs/pFzffrb3xYw/s72-c/nerd+bandeja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3111399199619515271</id><published>2011-03-19T19:35:00.003+01:00</published><updated>2011-05-18T02:48:02.216+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Uma nota sobre relacionamentos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9MlVcKMRFTw/SLNyKNA5XFI/AAAAAAAAApU/795bNF3hkjg/s400/Harry-Met-Sally-01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="http://3.bp.blogspot.com/_9MlVcKMRFTw/SLNyKNA5XFI/AAAAAAAAApU/795bNF3hkjg/s400/Harry-Met-Sally-01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Desculpo-me desde já com os leitores se os últimos posts estão parecendo a coluna da Danuza Leão. Se for para criticar, que me chamem de Carrie Bradshaw, que tem muito mais estilo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamento é uma palavra pesada. Talvez porque traga implícito o plural, já que você se relaciona com o(s) outro(s). Talvez porque remeta a ideias como compromisso, responsabilidade, sacrifício. Enfim, só coisa bacana. Relacionar-se é como estar num elevador subindo com dez obesos a bordo, chega a dar calafrios diante da iminente catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, ninguém quer ficar sozinho – pelo menos, não o tempo inteiro. Mesmo o cara egocêntrico (e sei do que estou falando) precisa do outro para se afirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da vida construímos laços diversos: familiares, profissionais, de amizade (qual é o adjetivo correspondente a essa locução?) e amorosos. Esses últimos podem estar presentes nos anteriores, mas o destaco como uma categoria à parte para me referir aos casos que envolvem atração física. Vejam só, os relacionamentos amorosos já se tornaram problemáticos nesta singela classificação e assim o são também pela vida. Não que os outros tipos não tragam conflitos. Claro que sim. Mas por que, em geral, é mais difícil encontrar um grande amor do que um amigo leal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pausa para buscar o catalisador de sentimentos, um pote de doce de leite, por falta de chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, preciso fazer um breve comentário gastronômico. Como todos sabem, a bauruzeira é item essencial do kit de sobrevivência do solitário. Dá para fazer maravilhas com ela, como pão de queijo recheado com requeijão e peito de peru, pão francês com chocolate, sanduíche de dois queijos com azeitona, orégano e pimenta. Recentemente, descobri outra maravilha: pão com doce de leite. Por fora, fica uma casquinha e, por dentro, bem cremoso (a consistência lembra a do pão com chocolate). Se você der um toque de castanha de caju picada e canela, fica similar a churros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à pergunta capciosa, eu responderia que a dificuldade deriva de um problema taxonômico. Trocando por miúdos. Se lhe questionarem o que é necessário para ser um bom amigo, você responderá tranquilamente. Agora, se você tiver que elencar as características de um bom amante/namorado/marido, a coisa muda. Mesmo que você escolha uma meia dúzia (ou uma dúzia que seja) de palavras bonitas – fiel, amigo, carinhoso, disponível, bom ouvinte etc. etc. –, isso será garantia de um relacionamento bem-sucedido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o seu companheiro é tudo isso, mas comete um erro qualquer, ele deixa de ser o que era? E mais: as suas necessidades afetivas se mantêm as mesmas ao longo da vida? Pode acontecer de a pessoa não mudar para o mesmo lado que você. E daí, como fica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são problemas para manter um bom relacionamento. Para começar um, então, vêm tantos outros. O que ele está disposto a oferecer? O que ele espera de mim? Posso confiar nele e baixar a guarda? Está na hora de parar de procurar? No que isso vai dar? E a pergunta básica: ele gosta mesmo de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece muita insegurança? Pois eu acredito piamente que mesmo Angelina Jolie já deve ter passado por esse questionário. Quem somos nós para ter certeza de alguma coisa quando há outra pessoa envolvida – e pior, alguém que você acabou de conhecer, que recebeu uma criação diferente da sua, que viveu muitas experiências que você ignora –? Por melhor que você seja, não quer dizer que vai ser tratado com respeito. Por pior que seja, não quer dizer que ninguém vai amá-lo de verdade. Ou seja, a lógica e a justiça simplesmente não funcionam nesse campo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que eu poderia dizer com base nas minhas vivências se aplicaria de forma infalível a todos os demais casos. Um filme de que gosto muito é “Harry e Sally: feitos um para o outro” (&lt;a href="http://www.cineplayers.com/comentario.php?id=26717"&gt;vejam uma resenha aqui&lt;/a&gt;). Apesar do subtítulo ridículo da tradução, o ponto forte da história é justamente o casal não ter nada em comum. Eles sequer simpatizam um com o outro, entretanto, o destino toma rumos estranhos e a coisa toda dá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma situação bastante comum é quando um relacionamento se transforma num monstro, absorvendo suas energias e seu tempo. O mesmo pode acontecer com uma possibilidade de relacionamento. Essa última é a pior, acredito, porque leva você àqueles mesmos questionamentos retóricos, faz você rever e analisar cada ação sua e dele e, lógico, sem encontrar qualquer resposta. Se não há fórmulas que nos ajudem, como lidar com isso? Nessas horas, digo apenas (e sem a ironia de “Um homem sério”): aceite o mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes e livros que terminam sem um desfecho claro dão raiva, não é mesmo? Mas a gente nunca vai saber de tudo na vida, por mais que corra atrás das respostas. Em vez de se revoltar com isso, o melhor a fazer é deixar para lá. Cada vez que os pensamentos obsessivos ameaçarem voltar, você os ignora. Demora, eu sei, mas uma hora simplesmente passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, escrevi sobre como superar um não-amor em vez de como começar um amor. Relacionamento é assim mesmo: você entra nele com alguns objetivos na cabeça, mas a tendência é ser arrastado para onde você não planejava e nem queria ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a hora em que pegamos todo o meu longo discurso acima, amassamos e jogamos no lixo. Metas e classificações do amor não vão nos ajudar em nada. É como brincar de gato mia no escuro. A chance de você se dar mal é enorme. Você tenta aguçar os ouvidos para antecipar o movimento dos outros, tateia para não se machucar e eventualmente burla as regras olhando por baixo da venda, e nada disso é garantia de vitória. O jogo é estúpido, não recompensa os seus méritos, mas até que pode ser divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um adendo. Hoje, na página principal do UOL, tem uma matéria chamada "&lt;a href="http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/03/20/dedo-podre-porque-ha-mulheres-que-so-escolhem-os-homens-errados.htm"&gt;Dedo podre: por que há mulheres que só escolhem homens errados?&lt;/a&gt;". Lembrei-me na hora da personagem Marilda (Andrea Beltrão). Em homenagem a ela, posto abaixo um vídeo que resume bem os problemas dela. Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ibUlPkoLyio" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3111399199619515271?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3111399199619515271/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/uma-nota-sobre-relacionamentos.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3111399199619515271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3111399199619515271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/uma-nota-sobre-relacionamentos.html' title='Uma nota sobre relacionamentos'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9MlVcKMRFTw/SLNyKNA5XFI/AAAAAAAAApU/795bNF3hkjg/s72-c/Harry-Met-Sally-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-4579955347223258760</id><published>2011-03-13T16:30:00.002+01:00</published><updated>2011-03-13T18:21:10.614+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>Ter 30 anos (a classe média no divã)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2m6Z1Pq8e88/TKDp0wySA0I/AAAAAAAABgg/02umhyZjiHo/s1600/13-going-on-30-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/_2m6Z1Pq8e88/TKDp0wySA0I/AAAAAAAABgg/02umhyZjiHo/s400/13-going-on-30-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Qual foi o aniversário mais feliz da sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que, até os 19 anos, a comemoração seja uma curva ascendente de alegria. Com um ano, tem uma festa superlegal só para você. Aos dois, entende um pouco o que está acontecendo e até brinca. Aos três, ganha um brinquedo de pilha. Aos quatro, um com pecinhas pequenas. Aos cinco, você exibe sua primeira janelinha. Aos seis, consegue ler tudo o que vê pela frente. Aos sete, expõe orgulhoso um gesso cheio de assinaturas. Aos oito, já é grande o suficiente para receber jogos mais elaborados. Aos nove, dá-se ao luxo de dizer “este ano não quero nada, tem gente precisando mais do que eu”. Aos dez, já lê livro sem ilustração. Aos onze, comenta com os adultos a estratégia do seu time de futebol. Aos doze, todos ficam impressionados com os dez centímetros ganhos de repente e dizem que parece moço. Aos treze, compõe seu primeiro soneto. Aos quatorze, paga seus próprios gibis com os trocados das aulas particulares de matemática. Aos quinze, vem a festança (em geral só as meninas têm o privilégio). Aos dezesseis, apresenta a primeira namorada à família. Aos dezessete, agrega a comemoração do vestibular. Aos dezoito, a tão esperada carteira de motorista. Aos dezenove, enfim encontra um estágio remunerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois é o limbo. Você ainda é jovem e promissor, mas dificilmente vai receber a atenção anterior. Formar-se, começar a trabalhar, ficar noivo: tudo isso é mais ou menos esperado, não fez nada além da obrigação. Bem-vindo ao mundo adulto! Você faz o que tem que fazer e não será recompensado por isso. Não há notas, nem estrelas, nem mesada bonificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos vinte, o aniversário muda completamente de significado. Deixa de ser uma escalada para aquisições mais excitantes e se torna uma ladeira que acaba num buraco – a morte, ou pior: flacidez e jeans 42. Em vez de esperar ansiosamente por aquele dia do ano, você precisa correr para fazer o máximo de coisas antes que ele chegue. (Academia também ajuda. Aquele lugar é uma espécie de Neverland, você suspeita que as pessoas têm algo entre 18 e 50 anos, mas não consegue dizer ao certo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso acontece devido a uma supervalorização do juvenil. Mesmo o jovem, aquele cara com vinte e poucos anos, parece ultrapassado perto do que ainda está na casa da primeira dezena. Mas deixo essa questão complexa para sociólogos e psicólogos. Quero mesmo é falar dos trinta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja lá quem tenha estipulado essa idade, concordo com a garota do filme “De repente 30” (dá para levar a sério gente que cita filme de comédia romântica numa discussão?) quando ela pensa que, aos 30 anos, estará no auge. Com essa idade, você ainda é jovem e bonito, graças à tecnologia de cosméticos, mas experiente e financeiramente estável. Isso é o que acontece com quem “se deu bem” na vida. Agora, e quem não conseguiu fazer nada demais até então? E quem ainda mora com os pais? E quem recebe mesada da namorada, esposa ou mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trinta anos são um teste vital. Se fosse na revista Capricho, chamaria algo como “você é popular ou looser?”. Eu lhe pergunto: você está se preparando para a chegada do juízo quase-final? O que você fez até agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que toda essa pressão só existe na nossa cabeça. Consigo pensar em vários exemplos de pessoas que só fizeram coisas importantes bem depois. Mesmo o escritor que eu estou estudando no Mestrado, J. J. Veiga, publicou seu primeiro livro aos 44 anos! Vem-me à mente também Beatrix Potter, que tinha tudo para ser uma solteirona meio biruta (sua história originou o filme “Miss Potter”, com Renée Zellweger), só que conseguiu deixar um belo trabalho na literatura infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tudo está perdido. Vai que você é tipo a Paris Hilton (recém-trintona), com um pai milionário? Em todo caso, só pense nos pobres velhos. Eventualmente os gastos com remédios vão aumentar, talvez eles queiram fazer a tão sonhada viagem para o Caribe ou simplesmente retomar sua vida sexual. Completar trinta anos sendo empata-foda dos próprios pais não dá, né, cara?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-4579955347223258760?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/4579955347223258760/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/ter-30-anos-ou-classe-media-no-diva.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4579955347223258760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4579955347223258760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/ter-30-anos-ou-classe-media-no-diva.html' title='Ter 30 anos (a classe média no divã)'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2m6Z1Pq8e88/TKDp0wySA0I/AAAAAAAABgg/02umhyZjiHo/s72-c/13-going-on-30-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8759163880265388219</id><published>2011-03-09T03:35:00.005+01:00</published><updated>2011-04-11T03:14:46.590+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As viagens de Gulliver'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jonathan Swift'/><title type='text'>O maravilhoso e a verdade</title><content type='html'>Enquanto não escrevo um texto de punho próprio, deixo aqui um trecho do livro "As viagens de Gulliver", de Jonathan Swift. Neste excerto, ele faz humor sobre advogados. No romance em questão, esses eram profissionais de ética muito duvidosa que habitavam um dos países que Gulliver visita. É fascinante como a literatura maravilhosa, ao distorcer a realidade, está, na verdade, olhando-a através de uma lupa muito potente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o trecho os divirta tanto quanto me divertiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-e40R-qalXPg/TXbnY3FxDzI/AAAAAAAAAgo/50yA7YUjIgU/s1600/gulliver.sketch.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh3.googleusercontent.com/-e40R-qalXPg/TXbnY3FxDzI/AAAAAAAAAgo/50yA7YUjIgU/s400/gulliver.sketch.jpg" width="245" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu disse existir entre nós uma sociedade de homens educados desde a juventude na arte de prova, por meio de palavras multiplicadas para esse fim, que o branco é preto, e que o preto é branco, segundo eram pagos para dizer uma coisa ou outra. Todo o resto do povo é escravo dessa sociedade. Por exemplo, se o meu vizinho tenciona ficar com a minha vaca, contrata um advogado para prova que deve tirar-me a vaca. Nesse caso, tenho de contratar outro advogado para defender os meus direitos, pois é contrário a todas as normas da lei permitir-se a um homem falar em seu próprio nome. Pois bem, nessas condições, eu, que sou o verdadeiro dono, me vejo a braços com duas grandes desvantagens: primeiro, meu advogado, habituado quase desde o berço a defender a falsidade, está completamente fora do seu elemento quando precisa advogar a justiça, ofício desnatural, em que sempre se empenha com grande inépcia, senão com má vontade. A segunda desvantagem reside em que o meu advogado tem de proceder com muita cautela, para que o não censurem e aborreçam os colegas, como a alguém que degradasse o exercício da profissão. Donde nasce que tenho apenas dois métodos para conservar a minha vaca. O primeiro consiste em peitar o advogado do meu adversário, pagando-lhe honorários dobrados, e levando-o a trair o seu cliente, com uma insinuação de que a justiça pense para o seu lado. O segundo, em fazer ao meu advogado que a minha causa pareça&amp;nbsp; a mais injusta possível, admitindo que a vaca pertence ao meu adversário, e isto, se for feito com perícia, atrairá por certo o favor dos juízes. Ora, Vossa Excelência deve saber que esses juízes são pessoas designadas para dirimir todas as controvérsias, e escolhidas entre os mais hábeis advogados, depois de velhos ou preguiçosos, e, tendo o ânimo inclinado durante toda a existência contra a verdade e a equidade, vêem-se em tão fatal necessidade de favorecer a fraude, o perjúrio e a opressão, que eu soube haverem alguns recusado um pingue suborno da parte para a qual pendia a justiça, a fim de não prejudicar a corporação, fazendo uma coisa que não lhes condizia com a natureza nem o ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É máxima entre esses advogados que tudo o que já foi feito pode legalmente fazer-se outra vez e têm, por conseguinte, o especial cuidado de registrar todas as decisões anteriormente tomadas contra a justiça ordinária e a razão comum dos homens. E apresentam-nos, sob o nome de precedentes, como autoridades que justificam as teorias mais iníquas, nunca deixando os juízes de decidir na conformidade delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao defender uma causa, evitam cuidadosamente entrar no mérito da questão; mas são estrondosos, violentos e enfadonhos no discorrer sobre todas as circunstâncias que não vêm a pelo. Por exemplo, no sobredito caso, não querem saber quais os direitos, os títulos que tem o meu adversário à minha vaca, mas se a dita vaca era vermelha ou preta, se tinha os chifres curtos ou compridos, se o campo em que eu a apascentava era redondo ou quadrado, se era ordenhada dentro ou fora de casa, a que doenças estava sujeita, e assim por diante; depois disso, consultam os precedentes, adiam a causa de tempos a tempos e chegam, dez, vinte ou trinta anos depois, a uma conclusão qualquer.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(SWIFT, Jonathan. &lt;b&gt;As viagens de Gulliver.&lt;/b&gt; Rio de Janeiro: Bloch Editores, [198-?], p. 240-1)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8759163880265388219?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8759163880265388219/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/o-fantastico-e-verdade.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8759163880265388219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8759163880265388219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/o-fantastico-e-verdade.html' title='O maravilhoso e a verdade'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-e40R-qalXPg/TXbnY3FxDzI/AAAAAAAAAgo/50yA7YUjIgU/s72-c/gulliver.sketch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5019704192961349057</id><published>2011-03-02T19:19:00.003+01:00</published><updated>2011-04-11T03:15:15.096+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revista piauí'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='John Cheever'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='28 contos de John Cheever'/><title type='text'>Benditos os enrustidos e os atormentados...</title><content type='html'>... porque eles nos agraciam com boa ficção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-R0sjTaL1PRY/TW6JvKMXbyI/AAAAAAAAAgk/A9x0zIi3Q1I/s1600/john+cheever.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="273" l6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-R0sjTaL1PRY/TW6JvKMXbyI/AAAAAAAAAgk/A9x0zIi3Q1I/s400/john+cheever.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No finalzinho do ano passado, a Companhia das Letras editou os “28 contos de John Cheever”, selecionados por Mario Sergio Conti. O livro teria passado despercebido por mim não fosse a revista piauí ter publicado agora em janeiro trechos do diário do autor. O texto era tão delicioso que eu precisava descobrir se ele era tão bom ficcionista quanto memorialista. Comprei o compêndio de contos no dia seguinte e, apesar das altas expectativas, ele conseguiu me fascinar ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos relatos íntimos, publicados originalmente na década de 1990 pelos filhos, acompanhamos o esfacelamento de um homem que tinha uma vida perfeita. Casamento duradouro, filhos saudáveis e bem encaminhados, uma bela casa no subúrbio, talento reconhecido, nenhum problema financeiro. Isso era o que todos viam. O diário mostra que o bom cidadão convivia quase harmonicamente com o alcoólatra, o adúltero e o pederasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que ele vivia em estado de contradição, esse era o tema de seus contos, os quais foram bastante elogiados por uma sociedade igualmente hipócrita – refiro-me aos americanos durante a Guerra Fria. Todos falavam da mesma sujeira, que, aparentemente, ninguém praticava. Quer situação mais propícia para o surgimento de uma prosa charmosa e contundente? John Cheever soube usar suas próprias experiências para criar retratos muito verossímeis da época. Isso faz dele um dos grandes nomes do pós-guerra americano, ao lado de Fitzgerald, Faulkner e Hemingway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens de seus contos são, na maioria, casais felizes do subúrbio – lembrando que, nos Estados Unidos, “subúrbio” tem uma conotação bem diferente da brasileira: são bairros de classe média alta. Por fora, todos são Barbies e Kens, mas, olhando mais de perto, entre eles salpicam babás viciadas em gim, esposas adúlteras, velhas traídas, ex-atletas pançudos, pseudointelectuais alcoólatras, falidos esbanjadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copio abaixo uma descrição para vocês terem noção do que estou falando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A sra. Pastern era uma mulher opaca. Sentada na varanda, sentada na sala de visitas, sentada em qualquer lugar, vivia botando para fora as garras da autoestima. Você lhe oferecia uma xícara de chá e ela dizia: “Nossa, essas xícaras são bem parecidas com um jogo que doei ao Exército da Salvação ano passado”. Você lhe mostrava a piscina nova e ela dizia: “Então é aqui que fica a sua criação de mosquitos gigantes”. Você lhe oferecia uma cadeira para sentar e ela dizia: “Puxa, é uma bela imitação daquelas cadeiras Queen Anne que herdei da vó Delancy”. Essas bravatas davam mais pena do que qualquer outra coisa e pareciam informar que as noites eram longas, que seus filhos eram ingratos e que seu casamento era de uma banalidade entorpecente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(CHEEVER, John. &lt;b&gt;28 contos de John Cheever&lt;/b&gt;. Companhia das Letras, 2010. p. 258-9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo retratado por Cheever é bem semelhante ao da série “Mad Men” e ao do filme “Revolutionary Road”, para vocês terem algumas referências culturais próximas. O pós-guerra americano caracterizou-se por esses senhores de camisa branquíssima e cabelos perfeitamente alinhados que, quando chegavam do trabalho, sentiam-se vazios; olhavam para a bela esposa e reconheciam esse mesmo abismo (para uma perspectiva feminista da época, recomendo a leitura de “A mística feminina”, de Betty Friedan). Família e prosperidades eram valores muito fortes, mas o gim era essencial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5019704192961349057?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5019704192961349057/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/benditos-os-enrustidos-e-os.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5019704192961349057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5019704192961349057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/benditos-os-enrustidos-e-os.html' title='Benditos os enrustidos e os atormentados...'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-R0sjTaL1PRY/TW6JvKMXbyI/AAAAAAAAAgk/A9x0zIi3Q1I/s72-c/john+cheever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-4614793362748771917</id><published>2011-03-01T16:17:00.002+01:00</published><updated>2011-03-01T16:18:35.705+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Um lugar qualquer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sofia Coppola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somewhere'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elle Fanning'/><title type='text'>Pelo fim do preconceito com “Somewhere”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-6iju4OUSWs4/TW0NdtYPA7I/AAAAAAAAAgc/fXlLtEHCFqQ/s1600/somewhere.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="https://lh3.googleusercontent.com/-6iju4OUSWs4/TW0NdtYPA7I/AAAAAAAAAgc/fXlLtEHCFqQ/s400/somewhere.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Um lugar qualquer” (Somewhere) é o novo filme de Sofia Coppola, que estreou ontem no Brasil. Apesar de não ser grande fã da diretora, estava curiosa para ver o que ela havia aprontado desta vez, dado o seu currículo de produções originais e cuidadosas. De apenas uma coisa tinha certeza: não se trataria de um blockbuster – “então o que seria?”, eu me perguntava. Convidei algumas pessoas para me acompanhar, mas ninguém se animou a ir (ainda que o ingresso custasse apenas R$ 3), alegando que seria chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito que dizer contra esse comentário. De fato, Sofia traz como constante em seus filmes retratos da solidão, do tédio e da incomunicabilidade entre as pessoas. O seu ritmo é um pouco diferente do hollywoodiano e mais próximo do europeu, com cenas longas, poucos diálogos, quase nenhuma ação. Ela praticamente reduz o movimento (representado no cinema por 24 fotografias por segundo) de volta à imagem estática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que eu disse até agora talvez só confirme a corrente do “é chato”. Mas insisto: não tenham preconceito. A história, não chega a ser entediante, nem um pouco (leia uma sinopse &lt;a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/01/estreia-premiado-um-lugar-qualquer-investiga-crise-de-astro.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) – e tem o plus de ser filmado de uma forma muito bonita, cuidadosa (já usei esse adjetivo, mas é o que melhor caracteriza a direção de Sofia Coppola, por isso, vale repetir). A única grande diferença que sentimos em relação aos demais dramas, na verdade, é o ritmo narrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você assiste a um típico filme de entretenimento, encontra este esquema: trinta minutos para a apresentação das personagens principais, trinta minutos para a construção do conflito, que vai culminar em um clímax (ou nó, quando tudo está tremendamente ferrado, aparentemente sem solução), e trinta minutos para aparecer um auxílio inesperado que vai levar a situação ao happy end.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo no filme de Sofia é mais parecido com o da realidade, sem essa marcação fixa. E isso, para mim, faz todo o sentido. Nós bem sabemos que, em geral, os conflitos não se revelam tão explicitamente, eles costumam ser pequenos e latentes, duram semanas, anos, uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem na sessão, houve uma cena, a da piscina (imagem abaixo), em que eu fiquei confusa. “Era só isso?”, perguntei-me, sem saber se aquele era o final da trama. Cheguei a consultar o relógio para ver se já tinham se passado os 97 minutos. Mas vi que restavam uns 20 pela frente. Confesso que fiquei aliviada, pois sentia falta do clímax – ele não precisa ser bem marcado, mas tem que existir, né! O nó apareceu praticamente junto do desfecho. (Não vou contar o que é, já que o propósito deste post é convencer vocês a ir assistir ao filme.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-UvVRY3hHliI/TW0NnWVHZJI/AAAAAAAAAgg/vmQN8N3YnWA/s1600/somewherepool.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="https://lh6.googleusercontent.com/-UvVRY3hHliI/TW0NnWVHZJI/AAAAAAAAAgg/vmQN8N3YnWA/s400/somewherepool.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Muita gente criticou o final, chamou-o de ingênuo. Eu prefiro pensar nele como otimista. Não é porque o filme é “de arte” (classificação que odeio, aliás) que ele precisa acabar mal. Afinal, em alguns momentos da vida a gente consegue, sim, criar forças para tomar uma decisão difícil. Claro que muito raramente isso vai resultar em casamento dos sonhos e punição dos inimigos, como no caso dos blockbusters, mas pode ser uma tomada de consciência, uma tentativa de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último comentário, que na verdade é uma dúvida: como Elle Fanning, até agora, passou tão apagada em relação à sua irmã (Dakota)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-4614793362748771917?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/4614793362748771917/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/pelo-fim-do-preconceito-com-somewhere.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4614793362748771917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4614793362748771917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/03/pelo-fim-do-preconceito-com-somewhere.html' title='Pelo fim do preconceito com “Somewhere”'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-6iju4OUSWs4/TW0NdtYPA7I/AAAAAAAAAgc/fXlLtEHCFqQ/s72-c/somewhere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5511808547522283891</id><published>2011-02-15T00:28:00.001+01:00</published><updated>2011-02-15T00:31:46.904+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Callas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ópera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carmen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bizet'/><title type='text'>Se não me amares, eu te amarei</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/6fZRssq7UlM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6fZRssq7UlM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/6fZRssq7UlM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acima, vídeo de Maria Callas cantando “L’amour est un oiseau rebelle (Habanera)”. Esta música é da ópera “Carmen”, composta por Georges Bizet entre 1863 e 1864.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo soa familiar, não? Em parte, porque foi importado de terras americanas, mais especificamente de Cuba; e também porque a história da cigana espanhola já faz parte do imaginário popular. Mesmo se você não frequenta teatros, acaba conhecendo uma ou outra coisa a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmen é uma cigana espanhola que tem fama de devoradora de corações. De fato, ela é bastante bonita, independente e forte. Embora dúzias de pretendentes a sigam, ela não se prende a ninguém nem faz sacrifícios pelo amado da vez. Eu acredito que ela até ame, mas de forma descompromissada, isto é, não tenta fazer aquilo durar para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don José é bom filho e soldado. Está comprometido com a também honesta (e insossa) Micaela, mas tem a “sorte” de ser escolhido por Carmen. Ela lhe atira uma rosa enfeitiçada que o faz amá-la imediatamente. Assim, ele larga a noiva e a profissão para se juntar ao grupo de ciganos contrabandistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso poderia ser o happy end não fosse por dois fatores em jogo: ele não se sente confortável vivendo em situação ilegal, e Carmen começa a se aborrecer com ele (acredito que devido a seus lapsos de bom-mocismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem nessa hora, para agravar a crise, entra o antagonista, o toureiro Escamilho. Don José tem um ataque de ciúmes quando percebe que ele corteja Carmen – mesmo que ela não corresponda. E também sofre de remorsos quando fica sabendo que sua mãe está doente. A cigana, cansada dos dilemas morais do ex-soldado, pede que ele siga para a aldeia e faça o que acha certo. Nesse meio tempo, Carmen finalmente cede às investidas de Escamilho. Quando Don José volta a procurá-la, ela diz que não o ama mais e pede que ele se vá para sempre. Não conformado com a rejeição, ele a apunhala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a tradução da música do vídeo acima. Acredito que ela representa em poucos versos por que “Carmen” é uma ópera extraordinária. Por favor, peço que não considerem a cigana uma bruxa ou uma selfish bitch. Ela é apenas uma mulher passional, que age de acordo com o coração e não com as convenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;L’amour est un oiseau rebelle (Habanera)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é um pássaro rebelde&lt;br /&gt;Que ninguém pode prender,&lt;br /&gt;Não adianta chamá-lo&lt;br /&gt;Pois só vem quando quer.&lt;br /&gt;Não adiantam ameaças ou súplicas,&lt;br /&gt;Um fala bem, o outro cala-se&lt;br /&gt;É o outro que prefiro,&lt;br /&gt;Não disse nada, mas agrada-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é filho da boêmia,&lt;br /&gt;Que nunca, nunca conheceu qualquer lei;&lt;br /&gt;Se não me amares, eu te amarei;&lt;br /&gt;Se eu te amar, toma cuidado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pássaro que julgavas surpreender&lt;br /&gt;Bateu asas e voou&lt;br /&gt;O amor está longe, podes esperá-lo&lt;br /&gt;Já não o esperas, aí está ele,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tua volta, depressa, depressa,&lt;br /&gt;Ele vem, ele vai, depois volta,&lt;br /&gt;Julgas tê-lo apanhado, ele te escapa;&lt;br /&gt;Julgas que te fugiu, ele agarra-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é filho da boêmia,&lt;br /&gt;Que nunca conheceu qualquer lei.&lt;br /&gt;Se não me amares, eu te amarei;&lt;br /&gt;Se eu te amar, toma cuidado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para ver também a letra original: &lt;a href="http://www.vagalume.com.br/maria-callas/lamour-est-un-oiseau-rebelle-traducao.html#ixzz1DybIxy8O"&gt;http://www.vagalume.com.br/maria-callas/lamour-est-un-oiseau-rebelle-traducao.html#ixzz1DybIxy8O&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5511808547522283891?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5511808547522283891/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/02/se-nao-me-amares-eu-te-amarei.html#comment-form' title='6 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5511808547522283891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5511808547522283891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/02/se-nao-me-amares-eu-te-amarei.html' title='Se não me amares, eu te amarei'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-9075122140527319863</id><published>2011-02-08T01:05:00.001+01:00</published><updated>2011-02-08T01:15:05.939+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cisne negro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natalie Portman'/><title type='text'>Por que “Cisne negro” é duca</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XVT_IVtXFVo/TSgCu4bYx-I/AAAAAAAAAlk/Eq4CLH7Wunk/s1600/alg_black_swan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_XVT_IVtXFVo/TSgCu4bYx-I/AAAAAAAAAlk/Eq4CLH7Wunk/s320/alg_black_swan.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Fevereiro, mês feliz para os cinéfilos. É quando estreia a maioria dos grandes concorrentes ao Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, consegui assistir a “Biutiful” e “Cisne negro”. Trata-se de duas produções super-estimadas pela crítica. Quando a gente finalmente vai vê-las, dá aquele medo de se deparar com filmes simplesmente bons, e não extraordinários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro tinha todos os ingredientes para ser duca (subúrbio, conflitos raciais, misticismo versus realidade), mas, para mim, acabou sendo simplesmente bom. O segundo, apesar da expectativa igualmente alta, conseguiu surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja falta de repertório cinematográfico meu, mas achei muito original a ambientação de balé – não confundamos com dança de salão ou de rua, que suscita outros tipos de conflitos. Uma trama sobre bailarinas tem todos os pontos positivos de filmes clássicos de boxeadores (treinos rigorosos; escoriações; pressão do treinador, da família e dos opositores; busca de um estilo próprio; o esporte e a vida do atleta afetando um ao outro; a sublimação durante a luta final), só que com o bônus de figurino e trilha sonora maravilhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da sala e tive que ficar alguns minutos em silêncio, “trying to put myself together” (por falta de expressão melhor em português), de tão comovida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema principal de “Cisne negro” é metalinguístico, isto é, trata do próprio fazer artístico: a busca (nesse caso incondicional) do artista pelo belo. Fiquei muito chateada com alguns comentários que fizeram durante e após a sessão de que o filme era ridículo e entediante. Não acreditem nessas pessoas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não deveria ser uma resenha, por isso não vou me estender mais. Faço apenas um último elogio à performance de Natalie Portman. Não poderiam ter escolhido ninguém melhor para o papel. Talvez o diretor, Darren Aronofsky, seja adepto de Eisenstein ao buscar o ator parecido com o papel em vez de treiná-lo para parecer algo diferente do que é na vida real. A personagem Nina é a encarnação do conceito que eu tinha da Natalie Portman: bonita, competente, insossa. No decorrer do filme, a própria atriz evolui junto com a bailarina. No fim, estamos diante de um perfeito cisne negro e também de uma atuação comovente – densa, cheia de técnica, mas surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, insisto para que vocês vejam “Cisne negro” nos cinemas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-9075122140527319863?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/9075122140527319863/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/02/por-que-cisne-negro-e-duca.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/9075122140527319863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/9075122140527319863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/02/por-que-cisne-negro-e-duca.html' title='Por que “Cisne negro” é duca'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XVT_IVtXFVo/TSgCu4bYx-I/AAAAAAAAAlk/Eq4CLH7Wunk/s72-c/alg_black_swan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2960176809252002908</id><published>2011-02-03T20:21:00.000+01:00</published><updated>2011-02-03T20:21:55.403+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mahler'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alemanha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>A conjunção de cérebro e coração</title><content type='html'>No início do ano passado, inscrevi-me para um curso intensivo de italiano. Três semanas, quatro horas diárias, e teria meu diploma na língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia acabado de chegar à cidade, quando fiquei sabendo que a turma fora cancelada. Era janeiro, as aulas já estavam pagas, eu terminara a faculdade há um mês, era mais uma desempregada na cidade grande. O que me restava fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei a decisão mais estranha naquele momento: pedi para me transferirem para a turma de alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu tenha a pretensão de me tornar poliglota, alemão não estava entre minhas prioridades. Não tenho raízes germânicas, nem me identifico com a cultura. Da literatura daquele país, só conhecia o básico de Thomas Mann (“A montanha mágica”), Johann Goethe (“Werther” e “Fausto”) e Franz Kafka (“A metamorfose” e “O processo”). Ainda tentei ler algo de Günter Grass (“A ratazana”), mas não foi amor à primeira vista – não por culpa dele, eu que tenho algum problema com contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, segui com o curso, bem aos tropeços. Minha hipótese para tamanha dificuldade se baseia no fato de eu não consumir, por livre e espontânea vontade, a produção cultural em língua alemã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os americanos nos deram o rock n’roll, Hollywood e as sitcoms; os franceses, vinhos, queijos, Carla Bruni, Baudelaire e Proust; os italianos, Umberto Eco, a tragicomédia, belos jogadores de futebol, Pinocchio e La Traviata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Alemanha? Fazendo uma breve analogia de ideias: nazismo, repolho azedo, Angela Merkel (cara de antipática), Rammstein, gente branquela nua nos parques, Özil. Alguma coisa salva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias atrás, porém, quando parei para pensar nos meus compositores favoritos, apareceu uma porção de nomes alemães (ou austríacos, que dá mais ou menos na mesma, considerando a unificação tardia da Alemanha). Beethoven (“Nona sinfonia”, “Sonata ao luar”, “Fur Elise”), Bach (“A paixão de São Mateus”), Mozart (“A flauta mágica”, “As bodas de Figaro”), Wagner (“O crepúsculo dos deuses”), Schubert, Mahler, Mendelssohn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos quatro primeiros, nem precisa falar nada: são verdadeiros monstros do cânone. Todo mundo conhece seus nomes ou alguma de suas músicas, mesmo que inconscientemente (graças aos desenhos da Disney e da Warner Bros). Os dois últimos eu mesma só fui conhecer mais recentemente. Schubert por sua missa, que tive o privilégio de assistir ao vivo (vejam-na aqui - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wf1VWmOFDg0&amp;amp;playnext=1&amp;amp;list=PL83D75CF31FD0A105"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=wf1VWmOFDg0&amp;amp;playnext=1&amp;amp;list=PL83D75CF31FD0A105&lt;/a&gt;). Mahler e Mendelssohn pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustav Mahler (1860-1911), que ainda estou descobrindo, surpreendeu-me por seus ciclos de canções. Vocês podem escutar algumas delas na Rádio Uol: &lt;a href="http://www.radio.uol.com.br/#/busca/album/Mahler:%20Song%20Cycles"&gt;http://www.radio.uol.com.br/#/busca/album/Mahler:%20Song%20Cycles&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quatro primeiras músicas da lista indicada acima formam o ciclo chamado “Lieder eines fahrenden Gesellen”, ou, em bom português, “Canções de um caminhante”. Elas são cantadas por um homem cujo grande amor acaba de se casar. Ele, então sai caminhando pesaroso pelos campos. No fundo, ele sabe que nunca será plenamente feliz. Dizem que Mahler se inspirou numa desilusão amorosa que ele sofreu pela cantora Johanna Richter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas músicas, que misturam as cores do campo com o negrume da rejeição, provocam uma emoção também complexa no ouvinte. Há uma beleza leve (talvez pela ideia da caminhada pelas paisagens bucólicas) ao lado do desolamento e da trajédia. E isso a gente não encontra em música de péssima qualidade, que tende a ser plana. Preciso dar um exemplo contemporâneo? Há tantos, é só pegar uma balada sertaneja de sua preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mahler não se limitou a expressar a dor que ele sentiu realisticamente. Ele a lapidou com o coração e o cérebro, resultando numa conjunção perfeita, tocante. A gente nem precisa entender o que está sendo cantado para sofrer/sublimar junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem, assim como eu, não tem o alemão tão afiado, poderá ver neste link a letra das quatro músicas traduzidas para o inglês: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lieder_eines_fahrenden_Gesellen"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Lieder_eines_fahrenden_Gesellen&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, começo a achar que a cultura germânica não é de todo esnobe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2960176809252002908?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2960176809252002908/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/02/conjuncao-de-cerebro-e-coracao.html#comment-form' title='9 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2960176809252002908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2960176809252002908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/02/conjuncao-de-cerebro-e-coracao.html' title='A conjunção de cérebro e coração'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7726307815756381919</id><published>2011-01-30T04:14:00.002+01:00</published><updated>2011-01-31T19:54:13.931+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'>Exercício de prosa I</title><content type='html'>(Para evitar mal entendidos, gostaria de deixar bem claro que este é um texto de ficção. Era para ser um conto, mas acho que, no fim das contas, não passa de uma crônica. Sou como o personagem de Machado de Assis, Pestana, que só consegue produzir polcas, nunca sinfonias. Que pelo menos vocês dancem ao som delas e se divirtam!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(sem título)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra daquelas garotas? Elas passavam reluzentes no corredor da escola. Até o uniforme às sete e trinta da manhã caía bem nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes coisas! Isso de nada lhes valia no final do ano, quando já estávamos de férias e elas ainda estudavam duas semanas a mais para as provas de recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, no resto do ano, aquilo lhes valia ouro. Era no mínimo um convite para festa por semana. Chegava segunda-feira, o segundo escalão – as aspirantes não tão bem dotadas de beleza nem dinheiro, porque, injustamente, uma só se manifesta em presença do outro – tratavam de divulgar todos os detalhes sórdidos. Reza a lenda que elas nunca repetiram roupa. E os cabelos tão impecavelmente lisos! As coxas, bem menos santas, firmíssimas. (E não digam que eram graças aos 14 anos, porque nós também tínhamos essa idade!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas nossas brincadeiras, elas pertenciam a um high school de filme americano. Seus nomes seriam Stancey, Britney, Tiffany e todos esses com vocação para cheerleaders. Fazíamos caretas quando elas passavam – entortávamos os olhos e a boca, monstruosas. Estávamos bem seguras de nossa superioridade, não estávamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aqui, agora deste mês do corrente ano.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cara amiga,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;insiro o cabeçalho da carta só agora, porque este é o ponto em que ela realmente começa. Chamemos a primeira parte de prólogo. A croupier não podia distribuir as cartas sem primeiro avisar como todos devem jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, ou um pouco antes disso, fui fiel às regras. Funcionou. Tive algumas vitórias, não só na vida profissional como na (pasme, minha cara!) pessoal. Quando dizíamos que os íntegros seriam recompensados, mesmo que fosse só para diminuir nossa frustração adolescente, estávamos mais próximas da verdade do que imaginávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que bati os recordes cedo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No topo do mundo, as coisas parecem tanto mais pacatas, entediantes. Quando me dei conta, estava correndo atrás de um táxi às quatro horas da manhã. Saltão, vestidinho, lápis preto levemente escorrido abaixo dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode tirar essa cara de espanto e vestir uma mais crédula. Não virei puta, não sou como elas. Você me conhece! Naquela ocasião, eu só voltava de uma noitada com amigos. Agora tenho amigos no plural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça assim. Supondo que você esteja em uma boate, procure um lugar para sentar no bar. Peça um drinque bem masculino, nada colorido ou com fumaça, uísque está de bom tamanho. Agora que suas mãos estão ocupadas, você naturalmente se apresenta a um homem que também esteja sozinho por ali. Sem truques. O uísque já falará por si: afirmará uma firmeza de caráter que talvez você nem tenha, com um toque clássico, estilo Casablanca. A conversa deve ser franca, mais séria do que aqueles palhaços de nariz branco, mais malandra do que a menor que acaba de entrar em coma alcoólico no banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você menos esperar, a surpresa virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez conheci um menino (hoje a maioria das pessoas do mundo são mais novas do que nós; onde estão nossos coetâneos?) incrivelmente inteligente e sedutor. Noutra noite, ganhei um abraço bem intencionado de um estranho. Como eu decifrei as intenções dele? Simples: olhei para a cara do namorado dele, que parecia aprovar o gesto de carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no geral, não vou te enganar, é uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta passada, por exemplo, eu ainda estava sóbria quando um gordo-musculoso começou a roçar sua genitália em mim. Deprimente? E pensar isso foi o melhor que consegui naquela noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é não perder as esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que, um dia, ainda vão inventar uma maquiagem que não borre, e eu ainda estarei impecável quando pegar o táxi sozinha às quatro da manhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concurso cultural: sugira um título para este texto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7726307815756381919?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7726307815756381919/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/exercicio-de-prosa-i.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7726307815756381919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7726307815756381919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/exercicio-de-prosa-i.html' title='Exercício de prosa I'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8243785237801320326</id><published>2011-01-21T14:20:00.000+01:00</published><updated>2011-01-21T14:20:17.875+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Laurence Sterne'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristam Shandy'/><title type='text'>Breve manual para ler Laurence Sterne</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TTmHQVNDAkI/AAAAAAAAAgI/R_xueSQ_RTY/s1600/laurence%2Bsterne.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TTmHQVNDAkI/AAAAAAAAAgI/R_xueSQ_RTY/s320/laurence%2Bsterne.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Você conhece Laurence Sterne? É o cara da pintura acima (feita por Joshua Reynolds em 1760). Há um ano, eu mesma vivia minha pacata vida sem nunca ter ouvido falar dele. Agora, se você, ao contrário de mim, é um leitor atento, provavelmente achará o nome familiar. Isso porque ele é mencionado em &lt;i&gt;Memórias póstumas de Brás Cubas&lt;/i&gt;. Segundo o defunto-autor, o pastor inglês lhe serviu de fonte de inspiração para o modo de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio acadêmico, esse estilo ficou conhecido como forma livre. Sterne, ou Tristam Shandy, que é seu personagem-narrador, descreve sua escrita como digressiva-progressiva. Isto é, o narrador foge o tempo todo do assunto principal, conta várias historietas paralelas, volta no tempo, conversa com o leitor (xingando-o e justificando-se para ele), mas sem cair no mero enchimento de linguiça. As divagações trazem coisas importantes para a história. Eu diria até que elas são o propósito do livro em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, convenhamos, essa escrita de bêbado – que vai pra lá, vem pra cá e parece não chegar a lugar algum – tanto nos irrita quanto diverte. Para acompanhar o ritmo, é preciso estar muito bem treinado. Taí o propósito deste post: ajudar quem gostaria de ler Laurence Sterne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, numa conversa sobre a dificuldade de progredir na leitura de &lt;i&gt;A vida e as opiniões do cavaleiro Tristam Shandy&lt;/i&gt; (principal livro de Sterne), uma colega comentou que o livro dela estava todo amassado. Achei engraçado, porque o meu também sofrera uma ou outra lesão. Acontece assim. Você se senta para ler. Passam algumas páginas e a coisa não toma forma alguma na sua cabeça, é só um amontoado de palavras sem conexão. Aí você resolve se deitar, esperando que a posição mais confortável deixe o seu cérebro mais esperto. De repente, pá! Você é acordado pelo barulho do catatau de 500 e muitas páginas batendo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que um livro que era para ser engraçado tem de tão difícil? Enumeraremos a seguir as barreiras que você tem que superar se quiser chegar à página 599 de &lt;i&gt;A vida e as opiniões...&lt;/i&gt;, aquela que diz “FIM”, e também algumas dicas para vencê-las (este é um post de auto-ajuda literária!): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;b&gt;Falta de enredo&lt;/b&gt;. Mentalize que um livro pode ser muito agradável sem enredo. Exemplos? Poesia em geral, alguns sermões religiosos (amo!), filosofia. &lt;i&gt;Ensaios&lt;/i&gt;, de Montaigne, é um belo começo para treinar o desapego ao enredo. Alô, pessoas que, como eu, cresceram vendo novelas da Globo: há coisas interessantes na vida além de ver a concretização do amor entre os mocinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;b&gt;617 notas de rodapé&lt;/b&gt;. Todas aquelas notas parecem estar gritando que nós somos uns estúpidos que não têm as referências necessárias para entender o livro. Isso é muito frustrante. A solução é ser humilde. Admita que você não poderia saber tudo aquilo e se abrace às notas como auxiliares na leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;b&gt;Zilhões de referências&lt;/b&gt;. Se você tentar executar a dica acima ao pé da letra, vai se deparar com outro problema: são tantas referências que passará mais tempo preocupado tentando assimilá-las do que se divertindo com a narrativa. Cuidado com os extremos! A leitura exige, sim, atenção máxima, só que também, para fruí-la, aproveite a comicidade da situação. As primeiras páginas, por exemplo, relatam a concepção do narrador. Quando você visualiza a cena em si, sem se preocupar com o modo como ela é narrada, com certeza estará diante de um belo espetáculo pastelão (&lt;i&gt;alle&lt;/i&gt; irmãos Marx). Sim, é permitido rir com um cânone da literatura! A beleza de Sterne, Machado, Rabelais e todos esses caras imortais é a oportunidade de eles nos oferecem de ter diversão. Pense só! Eles, muito provavelmente, foram mil vezes mais inteligentes que nós, mas, ainda assim, se renderam ao humor, proporcionando momentos em todos somos são iguais pelo riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;b&gt;Frases longas, cheias de sinais gráficos&lt;/b&gt;. Eu acredito piamente que esse jeito de escrever deveria ser uma facilidade e não uma dificuldade. Experimente ler um trecho do referido livro em voz alta. Percebeu que ele escreve igualzinho a uma pessoa falando? Tá, pode não ser igual a uma sujeito qualquer, mas talvez lembre muito aquele seu amigo de tendências alcoólatras que conta mil histórias longuíssimas no bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto! Acho que essa última imagem resumiu bem o narrador de Sterne. Espero, com isso, ter deixado claro quão divertido é &lt;i&gt;A vida e as opiniões...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz x semanas que meu livro não cai no chão. Eu também era incrédula, mas depois que me rendi ao humor, minha vida literária nunca mais foi a mesma. É só acreditar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Se alguém se aventurar na leitura, gostaria muito de saber como foi a experiência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8243785237801320326?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8243785237801320326/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/breve-manual-para-ler-laurence-sterne.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8243785237801320326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8243785237801320326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/breve-manual-para-ler-laurence-sterne.html' title='Breve manual para ler Laurence Sterne'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TTmHQVNDAkI/AAAAAAAAAgI/R_xueSQ_RTY/s72-c/laurence%2Bsterne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-690367414743174687</id><published>2011-01-17T00:50:00.000+01:00</published><updated>2011-01-17T00:50:04.069+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='culpa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Procissão de fé</title><content type='html'>Quando a missa começou, lamentei muito não poder fazer anotações. Ideias fervilhavam. Fato inédito nessas últimas semanas, que têm sido de completa masturbação mental (séries + redes sociais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem estranhou o fato de eu estar voluntariamente assistindo à missa, a explicação é bem simples. No ano passado, quando eu estava desesperada diante da quase certeza de que não seria aprovada no mestrado de Literatura na UF**, prometi que iria na missa todos as semanas de 2011 se me fosse concedida essa graça. Não sei a percentagem da participação divina na conquista, mas, considerando que eu não sou formada em Letras, que passei boa parte do ano doente e que estudei menos do que deveria, acredito que tenha sido grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou quitando minha dívida – melhor pagar a Deus do que ao dono da PUC!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faz três domingos que tenho ido à igreja, mas sabe que estou achando essa uma experiência edificante? Não no sentido mais comum, o de me sentir tocada pelo Espírito Santo. Mas tenho aprendido bastante sobre interpretação de texto e retórica – a parte do sermão é minha favorita –, além de treinar a paciência e ainda rever alguns dos meus conceitos sobre cristianismo. Por exemplo: finalmente começa a entrar na minha cabeça que Deus salvará pela fé e não pelas ações. Quando eu lia/ouvia a parábola do filho pródigo, ficava revoltada com o descaso do pai para com o filho leal enquanto o esbanjador era tratado feito rei. Agora ela me parece totalmente coerente com os ensinamentos de Cristo. Você pode cultivar muitas qualidades (inclusive cristãs), mas, se não aceitou Deus em seu coração, elas não lhe valerão no julgamento final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu acredito nisso tudo? Sinceramente não sei. Para alguém competitiva como eu, é muito frustrante saber que, mesmo me esforçando para praticar o bem, corro o risco de ir para o inferno enquanto pessoas mesquinhas serão salvas apenas por dizerem “sim” no momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, não faz parte da minha promessa aceitar a doutrina, devo apenas estar de corpo presente na missa. Se eu presto atenção no que é dito e analiso a coerência disso é mais por curiosidade do que para incorporar à minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros domingos foram relativamente tranquilos, porque os passei na igreja onde fui catequizada e crismada. Sentia-me em casa, embora houvesse uma coisa diferente que mudava toda a essência da celebração: um novo padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cresci ouvindo o Padre O. Ele era conhecido por sua rigidez. Interrompia a missa sempre que via algo fora dos eixos e reclamava em alto e bom tom: os jovens estão vestidos como se estivessem no shopping, as crianças estão fazendo muito barulho, os adultos estão dispersos. Quem não se lembra do clássico episódio em que ele, em plena missa de Páscoa, disse que o coral estava cantando mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a gestão do Padre O., construiu-se uma paróquia, a meu ver, inovadora. Ele era capaz de perpetuar o respeito às tradições e, ao mesmo tempo, fazer os sermões mais ousados e fundamentados que já ouvi! Sua fala era crítica, pertinente, enérgica. Aprendi muito sobre política com o Padre O. – e não aqueles clichês de “não podemos desanimar com a corrupção, a comunidade tem que praticar o bem por conta própria”. Também admiro muito ele ter criado o Dominguinho, ação em que voluntários entretinham as crianças no salão enquanto os pais assistiam (em paz) à missa. Naquele tempo, a paróquia era um lugar de convívio. Nós ajudávamos e aprendíamos. Será que fui só eu que mudei ou a minha igreja deixou de ser a reunião das pessoas e se tornou só um lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que assisti à missa com o novo padre, o B., senti muita falta do rigor do O. Muitos reclamavam deste, diziam que ele era desnecessariamente duro. Gente, vejam o que a falta de rigidez faz com uma igreja: pessoas entrando atrasadas (e com a maior naturalidade), crianças correndo pela nave, coral desafinadíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém precisa dizer aos fiéis que música é arte. Não tem essa de “dar espaço para todos”; canta quem tem talento. Na época do Padre O., havia um teste para entrar no coral. Era dificílimo. Em compensação, por volta do ano de 2000, reunia jovens muito talentosos que depois fizeram algum sucesso Brasil afora. A arte nos aproxima de Deus. Apreciar música ruim é sinal de que nossos sentidos estão sedados, logo, despreparados para receber o divino quando ele se manifestar diante de nós. Nisso posso dizer com certeza que creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tão irritada com as “músicas” e a muvuca que nunca estive tão pecadora (praticando a ira, ou cricrice se preferirem) dentro de uma igreja! Fiquei pensando que o Padre B. era tipo aqueles pais de família que apanham dos próprios filhos. Tive muito dó de vê-lo ali na frente falando enquanto as crianças brincavam e gritavam como se estivessem em um play center.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui a uma igreja diferente, no bairro onde moro há cinco anos. Acredita que eu nunca havia nem entrado? A primeira impressão foi boa. A arquitetura, embora não seja muito antiga, tem claras inspirações góticas. Muitos vitrais, portas e janelas em formato de ogiva, pinturas com cores, proporções e perspectiva bem típicas da arte medieval... enfim, lembrei de todas as lições básicas de história da arte. Isso me entreteve, foi bom para matar o tempo, já que tenho o costume de sempre chegar bem antes de a missa começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o encanto logo se foi. Quando me dei conta, já estava praticando meu passatempo favorito: ser rabugenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cantora conseguia ser pior do que os da igreja anterior e com o agravante de ela estar sozinha e sem o acompanhamento de instrumentos musicais. O padre era absurdamente gordo (sinal de fraqueza moral, a meu ver) e a voz dele me irritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que respirar fundo, senão teria um ataque de desespero ali mesmo. Sorte que eu sentei bem na frente, não via quase ninguém. Tenho fobia de multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais calma, pude ver as qualidades da nova igreja. Primeiro: não havia crianças nem jovens. Podem falar o que for dos idosos, mas na igreja eles se comportam de forma primorosa. Sim, adorei estar cercada por hexa, hepta e octogenários. Senti-me bem enturmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ponto positivo: o padre se saiu um bom orador (não excepcional, infelizmente). Ele não foi enérgico em sua fala, mas conseguiu ser firme. Embora não tenha usado recursos de linguagem muito criativos, foi didático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, sobrevivi ao terceiro domingo do ano. Ainda faltam 49.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-690367414743174687?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/690367414743174687/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/procissao-de-fe.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/690367414743174687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/690367414743174687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/procissao-de-fe.html' title='Procissão de fé'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8160789700918088910</id><published>2011-01-03T17:13:00.002+01:00</published><updated>2011-01-03T17:15:06.527+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olimpíadas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matisse'/><title type='text'>Logotipo inovador?</title><content type='html'>Tanta gente chamou o logotipo das Olimpíadas Rio-2016 de inovador. Será que ninguém mais percebeu que é o quadro "A dança", de Matisse, estilizado? A mesma composição, as mesmas cores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inovador foi Matisse, o resto é cópia. Comparem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://comunicadores.info/wp-content/uploads/2010/12/logomarca_rio_2016_marca_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="470" width="438" src="http://comunicadores.info/wp-content/uploads/2010/12/logomarca_rio_2016_marca_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/uploads/banco/multiplas/1219119017_a_danca_matisse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="281" width="420" src="http://www.overmundo.com.br/uploads/banco/multiplas/1219119017_a_danca_matisse.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8160789700918088910?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8160789700918088910/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/logotipo-inovador.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8160789700918088910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8160789700918088910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/logotipo-inovador.html' title='Logotipo inovador?'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3326206759868320930</id><published>2011-01-03T02:39:00.003+01:00</published><updated>2011-01-03T02:53:59.431+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFPR'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PUTZ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kivviradas do destino'/><title type='text'>Sessão da tarde</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/6-NHwvxKLeI" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme faz uma apologia a "Odisseia", de Homero. Um jovem viaja pelo caos da cidade grande, cruzando com os monstros medonhos que povoam Curitiba, em busca de glória e acolhimento familiar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3326206759868320930?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3326206759868320930/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/ano-novo-amigos-velhos.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3326206759868320930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3326206759868320930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2011/01/ano-novo-amigos-velhos.html' title='Sessão da tarde'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/6-NHwvxKLeI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8834788908118671105</id><published>2010-12-26T01:57:00.000+01:00</published><updated>2010-12-26T01:57:44.465+01:00</updated><title type='text'>Presente de Natal</title><content type='html'>Eu lhes apresento Gigi. Quarenta dias de vida, órfã e barbuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TRaSm_TIBVI/AAAAAAAAAfk/slzAlyen5b0/s1600/DSC00878.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TRaSm_TIBVI/AAAAAAAAAfk/slzAlyen5b0/s400/DSC00878.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8834788908118671105?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8834788908118671105/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/12/presente-de-natal.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8834788908118671105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8834788908118671105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/12/presente-de-natal.html' title='Presente de Natal'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TRaSm_TIBVI/AAAAAAAAAfk/slzAlyen5b0/s72-c/DSC00878.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8670029276112311126</id><published>2010-12-13T00:55:00.002+01:00</published><updated>2010-12-13T00:55:44.457+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='publicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Sonho natalino</title><content type='html'>Estamos em meados de dezembro, época ideal para fazer posts declarando meu amor à humanidade. Mas vocês não contavam com o fato de que eu não tenho televisão e nem rádio. Logo, I’m not in the mood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que uma coisa tem a ver com a outra? Pasmem com o que eu constatei após passar quase um ano sem essas mídias: é impossível entrar no clima natalino sem o estímulo das propagandas. Quem nunca chorou com um comercial de peru (e eu nem gosto de peru...)? Sim, até os anúncios de ofertas de supermercado ajudam a gente a se emocionar e a esperar ansiosamente pelo dia 25 de dezembro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço, então, um agradecimento especial aos publicitários, que possibilitaram o meu sonho natalino durante a infância. Foi um inferno para os meus pais, principalmente quando eu inventava que queria casa da Barbie, boneca que chorava, bicicleta e tantos outros brinquedos absurdamente caros, mas, para mim, foram anos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Como é lindo o egocentrismo da juventude classe-mediana!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês podem ver, após passar tantos meses sem atualizar o “dov’è il latte?”, eu perdi completamente a mão para escrever em blog – na verdade para escrever qualquer coisa. É justamente por isso que eu retorno. Preciso praticar em público, para ter feedback e saber onde melhorar. Eu lhes proponho o seguinte pacto: volto a atualizar o blog semanalmente se meus antigos e fiéis três leitores voltarem a acessá-lo, que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um pedido bem sincero de uma aspirante à beira do abismo do fracasso. Pensem no espírito natalino, na família reunida, nos presentes legais que vocês vão ganhar (porque em propaganda de TV nunca tem aqueles presentes-constrangimento) e digam sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando todas as oscilações pelas quais “dov’è il latte?” passou nos últimos três anos, entendo que estejam receosos. Qual deve ser a linha do blog daqui em diante? A princípio penso em continuar o que fazia nos meses áureos (houve isso?): resenhas de livros e filmes + ficção + futebol + política + bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única mudança é que espero falar um pouco mais de literatura daqui em diante. Embora ache que essa abordagem seja um tiro no pé – acompanhem o raciocínio: quem gosta de ler não gasta tanto tempo na internet; se eu ficar aqui postando não serei boa leitora e não terei sobre o que escrever –, quero tentar. É isso que os jornalistas, em geral, fazem: escrevem apenas sobre o que julgam importante, sem nunca terem perguntado isso ao público, e depois ficam indignados de os jornais não venderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perspectivas interessantes para o ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou tentando parar de ser grossa, hedonista, egocêntrica, prepotente (o velho pacote “eu sou o máximo”). E acredito que eu vá conseguir isso não pela ciência, mas pela religião. Só espero não me tornar uma Elizabeth Gilbert – autora de “Comer rezar amar” – com sua busca fajuta por espiritualidade. De que adianta encontrar um sentido para a vida e não saber juntar nem A + B para escrever um livro que preste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Caíram da cadeira após saber que eu comecei a ler esse livro ridículo? Perdão Machado!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo do ano devo viajar para Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de fevereiro, inscrevo-me no Mestrado em Estudos Literários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mais, sem planos para a minha vida pessoal – everything can happen (I hope so!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8670029276112311126?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8670029276112311126/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/12/sonho-natalino.html#comment-form' title='5 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8670029276112311126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8670029276112311126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/12/sonho-natalino.html' title='Sonho natalino'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2656241205901408760</id><published>2010-08-26T19:41:00.000+02:00</published><updated>2010-08-26T19:41:10.781+02:00</updated><title type='text'>Mãe, me compra um desse!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/THam9DkvMwI/AAAAAAAAAew/zzTmOKp4fkU/s1600/mini+ra+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/THam9DkvMwI/AAAAAAAAAew/zzTmOKp4fkU/s320/mini+ra+2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/THam66d2HPI/AAAAAAAAAeo/PsK1SEJm5oQ/s1600/mini+ra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/THam66d2HPI/AAAAAAAAAeo/PsK1SEJm5oQ/s320/mini+ra.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deu ontem no jornal: "Cientistas descobriram uma rã do tamanho de uma ervilha, a menor já encontrada na Ásia, na Ilha de Bornéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machos adultos da minúscula espécie têm de 10,6 a 12,8 milímetros, e o anfíbio foi batizado Microhyla nepenthicola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas dizem que rastrearam as rãs pelo canto, que começa ao pôr-do-sol. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobra trabalho para a imaginação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2656241205901408760?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2656241205901408760/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/08/mae-me-compra-um-desse.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2656241205901408760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2656241205901408760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/08/mae-me-compra-um-desse.html' title='Mãe, me compra um desse!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/THam9DkvMwI/AAAAAAAAAew/zzTmOKp4fkU/s72-c/mini+ra+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2814757213523891045</id><published>2010-07-20T03:52:00.000+02:00</published><updated>2010-07-20T03:52:56.088+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='academia'/><title type='text'>Para perder o cabaço</title><content type='html'>I. Preliminares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do conhecimento de todos os dois leitores deste blog que eu venho sofrendo de um terrível bloqueio. Depois de um tempo sem postar, porque estivera ocupada descascando abacaxis acadêmicos, simplesmente esqueci o caminho da roça. Cheguei a calçar as botinas, olhar para o céu procurando sinal de chuva, aprontar a quentinha... mas tudo não passava de um ensaio sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não me engano, foi o Bilbo Bolseiro quem disse “sair de casa é algo perigoso: você dá o primeiro passo e não sabe onde vai parar” (citação não literal, baseado na minha memória nada-confiável). Decidi seguir o exemplo desse grande hobbit. Claro que não vou logo de cara caçar tesouros guardados por um dragão. Por ora, pretendo ir até a taberna, tomar uma cerveja e voltar antes de escurecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que maneira melhor de praticar isso na blogosfera do que falar da minha vida? Sim, voltei a ter 14 anos de idade. Se é assim que se perde o cabaço, vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Hora do vamos ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz duas semanas que comecei a fazer academia. Meu interesse nisso é até nobre: quero ser mais saudável e forte. Assim, economizo em consultas médicas e, num futuro distante, posso adotar a bicicleta como meio de locomoção. Mas alto lá, antes que me chamem de ecochata, explico: não acho que isso vá salvar o mundo, só quero me divertir (falou a garota descontraída...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso de frequentar academia me suscitou uma sensação que eu cria perdida. Um prazer puramente hormonal, consequência da endorfina e substâncias afins. Sim, existe satisfação imediata e desvinculada de atividades maçantes. Eureka! Há felicidade além da Literatura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que as pessoas conseguem levar a vida, então? E eu, do topo da minha arrogância, achando que elas tinham uma vida miserável. A infeliz era eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir para as aulas de aeróbica, chegar mais próximo de alcançar os pés sem dobrar os joelhos – sou a pessoa mais travada do mundo –, sentir-me acolhida pela tribo de halterofilistas. Antes isso era, por si só, fonte de contentamento. Hoje decidi que quero mais. Não deu outra: comprei uma revista “Women’s Health” e a li de cabo a rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante que existam publicações possíveis de ser lidas em menos de duas horas! E mais: o conteúdo é 100% aplicável. Eu pago cincão – compro revistas em sebo –, dedico uma hora e meia de leitura e aprendo como me tornar uma pessoa feliz. Como diz o próprio slogan da revista: “Você. Só que melhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. Deita para o lado e dorme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter alcançado um nirvana-genérico (em apenas 90 minutos! eles deveriam estampar isso na capa!), pude voltar à minha anormalidade sem culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lendo um manual de Teoria Literária muito bom. Para aqueles que, como eu, não fizeram Letras mas tampouco querem passar vexame em artigos futuros, é praticamente um minicurso introdutório. O livro, publicado pela Eduem, editora da Universidade Estadual de Maringá, chama-se “Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas”. Custa R$ 70 pelo &lt;a href="http://www.eduem.uem.br/livros/index.html"&gt;site&lt;/a&gt; e R$ 42 na própria livraria da Eduem. Se eu passar na prova de Mestrado da Federal, dedicarei um post a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There and back again. Ainda dá tempo de ver a Tela Quente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2814757213523891045?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2814757213523891045/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/07/para-perder-o-cabaco.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2814757213523891045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2814757213523891045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/07/para-perder-o-cabaco.html' title='Para perder o cabaço'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7917924048809740951</id><published>2010-07-19T01:11:00.004+02:00</published><updated>2010-07-21T01:59:45.431+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Caderno de poesia da aluna Sularien</title><content type='html'>Hoje li este poema na Folha de S. Paulo e achei muito bonito, por isso, copio abaixo para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Medo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Autor: Raymond Carver&lt;br /&gt;Tradução: Cide Piquet&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de ver a polícia estacionar à minha porta.&lt;br /&gt;Medo de dormir à noite.&lt;br /&gt;Medo de não dormir.&lt;br /&gt;Medo de que o passado desperte.&lt;br /&gt;Medo de que o presente alce voo.&lt;br /&gt;Medo do telefone que toca no silêncio da noite.&lt;br /&gt;Medo de tempestades elétricas.&lt;br /&gt;Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!&lt;br /&gt;Medo de cães que supostamente não mordem.&lt;br /&gt;Medo da ansiedade!&lt;br /&gt;Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.&lt;br /&gt;Medo de ficar sem dinheiro.&lt;br /&gt;Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso.&lt;br /&gt;Medo de perfis psicológicos.&lt;br /&gt;Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.&lt;br /&gt;Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.&lt;br /&gt;Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.&lt;br /&gt;Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha.&lt;br /&gt;Medo da confusão.&lt;br /&gt;Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.&lt;br /&gt;Medo de acordar e ver que você partiu.&lt;br /&gt;Medo de não amar e medo de não amar o bastante.&lt;br /&gt;Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.&lt;br /&gt;Medo da morte.&lt;br /&gt;Medo de viver demais.&lt;br /&gt;Medo da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou juntando coragem para escrever coisas de meu próprio punho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7917924048809740951?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7917924048809740951/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/07/caderno-de-poesia-da-aluna-sularien.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7917924048809740951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7917924048809740951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/07/caderno-de-poesia-da-aluna-sularien.html' title='Caderno de poesia da aluna Sularien'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5533146329381731789</id><published>2010-06-19T03:13:00.000+02:00</published><updated>2010-06-19T03:13:57.999+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miss Marple'/><title type='text'>Crime em família - parte final</title><content type='html'>(Não sabe do que se trata? Leia a &lt;a href="http://sularien.blogspot.com/2010/04/crime-em-familia.html"&gt;parte 1&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedido do meu neto mais velho, volto para terminar o relato do caso que comecei a investigar há algumas semanas. Sim, o mistério da dona Geraldinha foi resolvido, mas de forma tão sinistra que preferiria nunca mais pensar no assunto. Na verdade, nem entendi bem por que tenho que continuar. O Matheus só disse: “Vó, a senhora é a nova celebridade do Twitter. Tá todo mundo louco para saber a solução do caso. Não vai amarelar, hein?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preferi não perguntar quem era esse tal de Twitter para não passar por desatualizada. Imagino que seja alguém muito importante, no nível do Faustão ou da Ana Maria Braga. Tem também aquele mocinho do Fantástico que fala umas coisas muito engraçadinhas. Não lembro o nome, talvez seja até da turma do Twitter. Vou prestar mais atenção no próximo domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde havíamos parado mesmo? Ah, sim, lembrei. Depois que eu vi o rapaz mexendo na fechadura do restaurante, fiquei desconfiadíssima. Passei várias horas de butuca, esperando algo novo acontecer. Mais dia menos dia, não é que ele voltou com sua caixa de ferramentas? Desta vez, fez o serviço completo, trocou a ferradura de todas as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a movimentação aumentou. Eram pedreiros, carpinteiros, decoradores. Estava entendendo era nada. Por que aquela reforma repentina? E por que nenhum membro da família aparecera? Eu é que não esperaria mais para saber. Atravessei a rua e fui direto falar com o senhor que parecia ser o mais bem informado – era o único que, na hora do almoço, não sentava na calçada acompanhando as moças com olhares famintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom dia! Eu sou representante aqui dos moradores do bairro, me chamo Doris Zampieri. Vim me oferecer para saber se estão precisando de alguma ajuda. Nós somos uma vizinhança muito unida, sabe.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olá, dona Doris. Que gentileza a sua, nem sabia que existia esse tipo de coisa ainda. Eu sou o novo proprietário aqui do lugar. Meu nome é Aristides Mezenga. Está tudo certo por enquanto, muito obrigado. Estamos só fazendo uns ajustes e logo vamos inaugurar uma lanchonete da franquia Bob’s aqui.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Novo proprietário? O que houve com os antigos? Eles nem disseram que venderiam o restaurante...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois é. Pelo que fiquei sabendo eles estavam com problema de dinheiro. Venderam tudo pela metade do que valia e se mudaram para o interior. Não tenho do que reclamar, mas também dá um pouco de dó, né. Podia ser a família da gente nessa situação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só isso? Problema de dinheiro? Agradeci a atenção do seu Mezenga e fui para casa pensar um pouco enquanto terminava de tricotar um cachecol para o Gilmar. Essa cidade não tem dó, faz mais frio do que um cristão pode aguentar, não é à toa que os meninos vivem doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo não me entrava na cabeça. Passei dias matutando, sem conseguir prestar atenção em nenhuma das novelas – também não perdi nada, hoje em dia é só pouca-vergonha. Eles não podiam estar falidos, porque a clientela deles era enorme. Tinha dinheiro entrando! Além disso, a gente bem percebe quando um estabelecimento vai fechar. Primeiro eles aumentam os preços, depois cortam os funcionários e, como último apelo, fazem algum tipo de superliquidação. Não houvera qualquer um desses indícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí para andar na esperança de que a mudança de ares me desse uma luz nesse caso. E não é que no caminho tive uma revelação do estilo do Dr. House? Vocês estão pensando o que? Desde que a Marildinha, minha filha, começou a me pagar TV a cabo, não perco um episódio. Aquilo lá é aperfeiçoamento para o meu trabalho, sabiam? Além do que – não contem para o meu velho – aquele médico é um pão! Não o House, o loirinho novinho... Mas isso também não vem ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no bairro, nos últimos anos, tornou-se comum a presença de sem-tetos. São famílias que um dia surgiram do nada e se instalaram nos terrenos baldios. Como eles nunca fizeram mal para ninguém, também não vimos motivo para chamar a polícia. De uma forma ou de outra, são nossos vizinhos, nos dão bom dia e tudo – ao contrário daquela insuportável dona Abigail, mulher do seu Machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando pela rua de trás do restaurante, os sem-tetos me chamaram a atenção. Estavam todos concentrados numa calçada, para onde levavam seus objetos pessoais, colchões, panelas e tudo. Eu não tinha intimidade suficiente para chegar perguntando o que houvera, mas diminuí o passo para pegar algum pedaço de conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aquilo lá é gente, sim!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aposto que foi os meninos do predião. Eles sempre xingava, dizia pra a gente caí fora. Deve ser armadilha deles, jogar comida podre pra nós sumir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo uns criminoso! Mataram alguém e ainda jogam na gente!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tão discretamente, estiquei a cabeça para dentro do terreno de onde os mendigos saíram. Havia, esparramada no chão, uma espécie de lavagem, que eu logo reconheci como sendo feijoada apodrecida. Na verdade, uma feijoada bem familiar, a mesma que eu encontrara naquela noite no restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisei de mais do que umas perguntinhas pelas redondezas para entender como aquilo acontecera. Os funcionários do seu Mezenga, quando encontraram aquela comida velha, acharam melhor arremessá-la no terreno baldio do que deixá-la fedendo na lixeira em frente ao restaurante. Como eles são novatos na região, não sabiam da presença dos mendigos. Esses, coitados, estavam no lugar errado e na hora errada. Foi feijoada respingada por tudo. Para piorar, eles logo identificaram no meio do feijão esverdeado orelhinhas e pezinhos que não eram de porco; eram de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube dos boatos, ainda tive estômago para dar uma segunda olhada no local. Não havia dúvidas, a feijoada continha todo o corpo de um bebê picado, faltava apenas a cabeça. Os policiais interditaram o lugar, os jornalistas fizeram um alvoroço daqueles, mas – por que não estou surpresa? – a história ficou por isso mesmo. Sem aquele programa “Linha direta”, que era tão bom, tornou-se praticamente impossível encontrar um fugitivo. O criminoso estava por aí, sendo feliz, enquanto aquela alma inocente nem receberia um velório de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todas essas experiências, pedi abrigo a uma prima que tem chácara em Catanduvas. Lá, enquanto enchíamos compotas de doces e limpávamos frangos caipiras tão grandes que mais pareciam perus, elaborei minha teoria de como o bebê fora parar na comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina, por aqueles dias, vivia doente. A mãe até a levava ao médico, mas no fim das contas sobrava para a dona Geraldinha olhar e medicar a pequena. Na manhã fatal, imagino que, como sempre, ela estava apurada tentando dar conta das panelas e da neta. Bem no dia da feijoada, os desmiolados dos pais da criança sumiram e nem deram satisfações! Panela queimando, bebê chorando... Na raiva, a mulher pegou o bebê pelos pés e o enfiou no caldeirão borbulhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se deu conta do que fizera, seu primeiro impulso deve ter sido o que de salvar a própria pele. Com o machadinho de destrinchar porco, não foi difícil picar aquele corpinho débil. Jogou os pedaços no feijão e, na hora do desespero, aquilo pareceu um embuste perfeito. Só a cabeça que não havia se misturado bem. Os cabelinhos, os olhinhos, os dentinhos de leite... Meteu aqueles pedaços em marmitas e lacrou. Em seguida, com a destreza aperfeiçoada em 35 anos como dona-de-casa, deixou a cozinha um brinco. Tudo isso antes de o marido, a filha e o genro virem abrir o restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o povo chegou, quase onze horas da manhã, dona Geraldinha avisou que tinha uma entrega para fazer e sumiu com as marmitas antes que alguém percebesse sua expressão alterada. A filha, gorducha, correu para o caldeirão onde estava a feijoada. Consigo imaginá-la perfeitamente com a colher na mão reclamando: “Ih, pai, acho que está na hora de a mãe se aposentar. Ela errou a mão do tempero de novo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a difamada senhora se livrava da prova do crime, os pais relapsos finalmente perceberam que a menina não estava no restaurante. Foi esse o momento da gritaria, batata! O homem acusou a sogra. A filha defendeu a mãe, reclamou do marido. Este a chamou de obesa e, por muito pouco, não levou uma garrafada na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Geraldinha ainda ouviu uma parte da discussão quando voltava para o restaurante após a ‘entrega’. Isso a convenceu a nem entrar. Pensou: se tinha uma conta bancária polpuda, por que não cair no mundo? Aquilo de carregar família inteira nas costas não era vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desaparecimento da matriarca, o restaurante nunca mais abriu. O casal, um acreditando que o sumiço da filha era culpa do outro, pediu o divórcio imediato. Sobrou só o seu Beto, limpando a bagunça final. Só não tocou no feijão, porque tinha nojo de lavar panela suja de comida – aquilo era tarefa de mulher! Naquela famigerada e longa tarde, ele trancou o restaurante sem nem tê-lo aberto ao público e se recolheu em casa à espera da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dona Geraldinha, nem notícias. A versão que acabo de contar foi a que me pareceu mais plausível, mas eu mal durmo por não saber o que aconteceu de verdade, fato por fato. E pensar que eu fui amiga daquela monstra! Outro dia ainda, meu velho volta da banca de jornais com os olhinhos brilhando, sinal de que tinha uma fofoca para espalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não sabe quem eu vi, toda perfumada e de cabelos pintados... A dona Geraldinha! Ê, velha assanhada! Não quer saber de trabalhar, mas fica por aí, com aquelas pernas varizentas à mostra...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ele ia destilando o seu veneno senil, eu me perguntava como aquele homem podia ser tão desligado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E você nem perguntou por que ela sumiu?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não! O que que eu tenho a ver com a vida dessa gente?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5533146329381731789?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5533146329381731789/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/06/crime-em-familia-parte-final.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5533146329381731789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5533146329381731789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/06/crime-em-familia-parte-final.html' title='Crime em família - parte final'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5486097101432862972</id><published>2010-06-18T00:37:00.002+02:00</published><updated>2010-06-18T00:39:37.959+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>Shopping, a gaiola das neuróticas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TBqjkwQ68sI/AAAAAAAAAeg/niPti6mIwEI/s1600/lili.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="116" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TBqjkwQ68sI/AAAAAAAAAeg/niPti6mIwEI/s400/lili.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O quadrinho acima saiu hoje na Folha. Não resisti e resolvi tirar um minuto para compartilhar aqui com vocês. Quem sabe um dia ainda não escrevo um texto de punho próprio? Piano, piano, estou tentando voltar à normalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5486097101432862972?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5486097101432862972/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/06/shopping-cadeia-das-loucas.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5486097101432862972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5486097101432862972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/06/shopping-cadeia-das-loucas.html' title='Shopping, a gaiola das neuróticas'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/TBqjkwQ68sI/AAAAAAAAAeg/niPti6mIwEI/s72-c/lili.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3353488257577343748</id><published>2010-06-07T23:53:00.002+02:00</published><updated>2010-06-19T00:57:12.871+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>Pergunta e resposta</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por que eu não apareço há um mês e meio?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Porque estou tentando recuperar a concentração perdida para me arriscar na carreira acadêmica. Este post do blog "link", do Estadão, explica melhor meu argumento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Concentração e Distração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;6 de junho de 2010| Por Reuters&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o escritor norte-americano Nicholas Carr começou a pesquisar se a internet estava arruinando nossas mentes, assunto de seu novo livro, ele restringiu seu acesso à internet, deu um tempo no e-mail e desligou suas contas no Twitter e no Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu novo livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, ele diz que a rede está nos privando da capacidade aprofundada de raciocínio. “Minha falta de habilidade em me concentrar era uma grande falha. Por isso deixei o Twitter e o Facebook e voltei a checar e-mail apenas algumas vezes por dia, em vez de a cada 45 segundos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de inicialmente se sentir “perplexo” com sua repentina ausência de conexão, Carr disse que em algumas semanas ele já estava apto a manter o foco em uma única atividade por um longo período de tempo e, felizmente, pronto para seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carr escreveu a reportagem de capa de uma edição de 2008 da revista Atlantic Monthly em que levantava a questão controversa de que “o Google estaria nos deixando idiotas”e decidiu aprofundar sua pesquisa sobre como a rede afeta nosso cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler na internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu livro examina a história da leitura e a ciência de como o uso de diferentes mídias afeta nossa mente. Explorando como a sociedade passou da tradição oral para a palavra escrita e depois para a internet, ele detalha como nosso cérebro se reprograma para se ajustar às novas fontes de informação. Ler na internet mudou fundamentalmente a forma como usamos nosso cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de textos, fotos, vídeos, músicas e links para outras páginas combinada com incessantes interrupções na forma de mensagens de texto, e-mails, atualizações do Facebook, tweets, posts em blogs e feeds de RSS fez com que nossas mentes se acostumassem a catalogar, arquivar e pesquisar informações. Desta forma, desenvolvemos habilidades para tomar decisões rapidamente, especialmente visuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, cada vez lemos menos livros, ensaios e textos longos – que nos ajudariam a ter foco, concentração, introspecção e contemplação. Ele diz que estamos nos tornando mais bibliotecários – aptos a encontrar informações de forma rápida e escolher as melhores partes – do que acadêmicos que podem analisar e interpretar dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de foco obstrui nossa memória de longo prazo e nos torna mais distraídos. “Nós não nos envolvemos com as funções de interpretação de nossos cérebros”, diz. Ele ainda afirma que, por séculos, os livros protegeram nossos cérebros de distrações, ao fazer nossas mentes focalizarem um tema por vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova leitura, nova escrita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com aparelhos como o Kindle e o iPad, que incorporam dispositivos digitais de leitura, tornando-se comuns, Carr prevê que os livros também mudarão. “Novas formas de leitura requerem novas formas de escrita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se escritores suprem a necessidade crônica de uma sociedade distraída, eles inevitavelmente evitarão argumentos complexos que requerem atenção prolongada e escreverão de forma concisa e aos pedaços, Carr prevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele inclusive sugere um exercício para aqueles que sentem que a internet os tornou incapazes de se concentrarem: diminuam o ritmo, desliguem a web e pratiquem habilidades de contemplação, introspecção e reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É bem claro pelo que já sabemos sobre a ciência do cérebro que, se você não exercita habilidades cognitivas específicas, você acaba as perdendo”, diz o escritor em seu livro. “Se você se distrai facilmente, não pensará da mesma forma que pensa se você presta atenção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/link/concentracao-e-distracao/"&gt;http://blogs.estadao.com.br/link/concentracao-e-distracao/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando voltarei à rotina anterior?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Só deus sabe. E talvez eu surpreenda até a ele. Mas o fato é que eu preciso terminar o meu conto policial e voltar a exercitar a escrita. Nem só de leitura vive a mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3353488257577343748?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3353488257577343748/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/06/pergunta-e-resposta.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3353488257577343748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3353488257577343748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/06/pergunta-e-resposta.html' title='Pergunta e resposta'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2232315080477194601</id><published>2010-04-27T13:05:00.000+02:00</published><updated>2010-04-27T13:05:29.144+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>O Evangelho segundo Lula</title><content type='html'>&lt;i&gt;Cristóvão Tezza&lt;br /&gt;Publicado em 7/04/2010 na Gazeta do Povo&lt;br /&gt;contato@cristovaotezza.com.br&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo-se solitário e triste na escuridão do final dos tempos, disse Lula: “Fiat Dilma!” E Dilma se fez. E Lula viu que estava razoável, contratou um instituto de beleza e outro de opinião, e viu que com ele ninguém podia, e resolveu separar os bons dos maus e a luz das trevas, para uma nova batalha celeste. E acalmou seu rebanho indócil e arregimentou profetas de outras colônias para sua nova missão; chamou os anjos mensaleiros, convocou os santos antigos e ungiu velhos inimigos convertendo-os à Guerra Santa pelo báculo Lulista. “Vai ser fácil!”, bradou ele na Assembleia do Purgatório, e os anjos abraçados fizeram “Hurra! Hurra! Hurra!” E Lula viu que isso era muito bom e foi descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no segundo dia Lula resolveu desenterrar o Príncipe das Trevas, o satânico FHC, e viu que isso era bom; e lançou contra ele a Voz do Senhor, e separou as águas puras das impuras, o Bem do Mal, o Fim e o Início dos Tempos, e decidiu que o inimigo era FHC, e não o Candidato; e viu também que o Candidato não saía da moita, e augurou tempestades nas hostes dos inimigos, aflitos de indecisão, e viu também que isso era muito bom, e foi descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Terceiro Dia, o Senhor Lula viajou pelos quatro cantos da Terra para levar sua palavra e refazer o mundo; e ganhou muitos adeptos, santinhos autografados e fotografias na primeira página, e ele viu que isso, sim, era muito bom; e resolveu comprar avião de guerra, mas sem dizer, dizendo, de quem compraria; e ele viu que isso era bom, e tocou o barco pelos oceanos até que a água baixasse; e mandou uma pomba de paz com uma camisa da Seleção para o Irã, que soltou mísseis em regozijo, e um grande abraço para Cuba, que não soltou ninguém, porque os passos do Senhor Lula são inescrutáveis e os fiéis abrem caminho, e isso, ele viu, é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Quarto Dia o Candidato das Trevas levantou-se da tumba e proclamou-se o primeiro da lista, aquele que sucederia ao Senhor; e sua voz foi ouvida e um murmúrio correu entre os pastores e homens do povo, e seu nome subiu nas pesquisas; e vendo Lula que isso era realmente muito ruim, arregimentou o Profeta Ciro para combatê-lo; e o Profeta Ciro subiu ao monte e bradou, sacudindo o cajado, que o Candidato Inimigo era mais feio por dentro do que por fora, e o Senhor Lula cofiou a barba pensando se aquilo era mesmo bom; e teve sonhos intranquilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Quinto Dia, decidiu Lula tirar o Profeta Ciro do caminho, e com retórica divina convenceu a seita de Ciro a colocá-lo para escanteio; e o Conselho do Limbo deliberou pela Palavra do Senhor, e Ciro foi despojado de sua mitra e seu microfone, e condenado a passar 40 dias e 40 noites no deserto, e Lula viu que isso era ótimo; e encerrando a Obra em cinco dias, mandou Dilma fazer milagres e andar sobre as águas, abriu uma cervejinha e foi descansar, à espera do Dia do Juízo Final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=996705&amp;tit=O-evangelho-segundo-Lula&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2232315080477194601?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2232315080477194601/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/o-evangelho-segundo-lula.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2232315080477194601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2232315080477194601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/o-evangelho-segundo-lula.html' title='O Evangelho segundo Lula'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-6593156617522522780</id><published>2010-04-22T05:10:00.001+02:00</published><updated>2010-04-22T05:10:49.763+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miss Marple'/><title type='text'>Crime em família - parte 3</title><content type='html'>Adentrei o ambiente pestilento com a certeza de que, num momento de distração, acabaria tropeçando num cadáver. Para acabar com essa ansiedade, procurei logo a fonte do fedor. Vinha da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a Deus, minhas suposições logo se mostraram infundadas. Tudo o que encontrei foram dois caldeirões de feijoada abertos sobre o fogão industrial. Deviam estar lá desde o sumiço de dona Geraldinha e sua família, isto é, cerca de cinco semanas. Imagine só todo aquele feijão fermentando e a carne de porco apodrecendo. Estava explicado o mau cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por via de dúvidas, dei uma busca geral por corpos escondidos. Tudo vazio e, à primeira vista, no seu devido lugar. O restaurante parecia pronto para atender os clientes: mesas postas, pilha de pratos e talheres limpos, travessas no buffet. Apenas uma fina camada de poeira e o cheiro, claro, indicavam o abandono do lugar. Pelo visto, naquele dia, eles se prepararam para atender, só que, entre as 10h30 e as 11h30, algum imprevisto aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei uma última volta pelos cômodos em busca de pistas, afinal, eu mesma já estava começando a ter calafrios naquele lugar, queria mais é me afundar sob os cobertores, em segurança. O bom Deus, então, me deu uma ajudinha revelando-me uma evidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei um pequeno objeto sob uma das mesas. Hmmm, muito suspeito. Dona Geraldinha era caprichosa demais para deixar qualquer coisa fora do lugar. Quando me abaixei para pegar a coisa, logo percebi o quanto fora imprudente. Era um caco de vidro! E o danado me fez um corte feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo. Um caco de vidro não existe sozinho assim no meio do salão de um restaurante. Um dia ele deve ter sido um copo ou um prato. A se eu pudesse acender a luz para ver melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não? Só um minutinho não faria mal. Toda a vizinhança já devia estar no décimo sono. Apertei o interruptor, observando atentamente o entorno. Foram só alguns segundos, não suportava a tensão de agir assim tão imprudentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, foram segundos muito produtivos, pude voltar para minha cama com uma informação nova. Eu tinha certeza de que aquele caco um dia fora uma garrafa. E mais, uma garrafa de 290 ml cheia de Coca Cola. Embora o chão estivesse muito limpo, havia na parede uma mancha marrom e, sobre esta, uma procissão de formigas alvoroçadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem jogaria refrigerante na parede? Ou uma criança muito travessa ou um adulto muito irritado. Imediatamente me lembrei da discussão que ouvira no primeiro dia em que o restaurante não abriu. Parecia a voz de Gisele e seu marido, várias pessoas além de mim tiveram essa mesma impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, fazia todo sentido. A filha de dona Geraldinha era obcecada por Coca – não era à toa que estava uns 20 kg acima do peso ideal –, sempre tinha uma garrafa na mão, já que sua função, ficar sentada ao lado do buffet, permitia esse luxo. Num momento de raiva, atirou o primeiro objeto que encontrou por perto contra o marido. No caso, a garrafinha de vidro. Alguém limpou a bagunça, mas deixou passar aquele caco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, por que eles brigavam? Normalmente não era um casal do tipo amoroso, daqueles que beijam e abraçam tanto quanto respiram, mas isso era totalmente compreensível, já que aquele era o ambiente de trabalho deles. Também nunca os vira discutindo. Difícil pensar em motivos para brigarem assim do nada. Traição, TPM, esquecimento do dia do casamento. O que tiraria aquela simpática gordinha da sua usual calma? Preciso pensar em algo coerente. Algo me diz que está aí a resposta do mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia mais de um mês que o restaurante da dona Geraldinha não abria. As pessoas já não comentavam mais o assunto e seguiam, resignadas, direto para o restaurante vizinho. O ambiente lá era bem mais sério. Incrível como um bom tempero deixa o nosso dia feliz! Seja lá quem cometeu esse crime, também é responsável pelo desânimo desse povo, que vai almoçar só por obrigação, não mais por prazer. Eu digo: culpado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, quando estamos descendo para almoçar – já mencionei que o restaurante se chama “Ex-petynhus”? (coisa brega) –, é inevitável dar uma olhada no nosso antigo ponto de almoço. No fundo, ainda temos uma esperança de passar por lá e o encontrar aberto, com toda a família presente. Eles nos contarão que resolveram sair um tempo de férias, que haviam descansado e dona Geraldinha aprendera novas receitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses, eu descia sozinha para o restaurante, porque meu velho estava com preguiça de tirar o pijama e me mandara buscar uma marmita para ele, quando tive uma boa surpresa. Não é que havia movimentação no restaurante da dona Geraldinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria durou pouco, não se tratava de ninguém familiar. Na verdade, era um homem muito suspeito. Ele tinha uma caixa de ferramentas e estava mexendo na fechadura da porta principal. Parei para observar o que acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O danado bem que devia estar mal intencionado, porque olhava o tempo todo para os lados e logo me notou ali parada do outro lado da rua. Não me fiz de rogada, continuei encarando. A calçada é pública, oras! Foi ele que não se sentiu confortável com a situação, pegou sua maleta e, mesmo sem terminar o serviço, foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-6593156617522522780?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/6593156617522522780/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/crime-em-familia-parte-3.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6593156617522522780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6593156617522522780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/crime-em-familia-parte-3.html' title='Crime em família - parte 3'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-6667121981842642877</id><published>2010-04-20T18:30:00.000+02:00</published><updated>2010-04-20T18:30:28.504+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miss Marple'/><title type='text'>Crime em família - parte 2</title><content type='html'>O obstáculo que me aguarda nesta noite é mais árduo que qualquer mistério que Miss Marple já tenha resolvido. Um desafio quase impossível: colocar este corpo velho e maltratado na cena do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local não é de tão difícil acesso. Trata-se de uma casa térrea, aproximadamente 100 metros quadrados, cercada por um pequeno quintal e protegida por três muros de dois metros e, na frente da fachada, uma grade de um metro que qualquer criança conseguiria pular. Pena que não seja o meu caso. Levei quase três dias para articular o plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso bairro é um dos últimos na cidade que ainda se pode considerar “de família”. Quando o relógio da igreja anuncia as 22 horas, já não há vivalma na rua. Todos em casa, assistindo à sua novela, se preparando para dormir. Isso me tirou um grande problema das costas: entrar sem ser vista. Oras, bastava sair à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 21h30, meu velho já roncava alto na poltrona. Sugeri a ele que fosse se deitar na cama, e lá se foi ele, resmungando o quanto eu o tornava infeliz e mandando que lhe levasse uma xícara de chá no quarto. Depois que o pus para dormir, lavei a louça do jantar e ainda esperei uma meia hora por segurança. Eram quase 23 horas, momento de agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um frio na barriga de sair naquele breu. A última vez que saí de casa tão tarde da noite foi há uns quinze anos, quando minha filha caçula casou. Desde então, só as novenas na igreja me arrancam de casa após o pôr do sol, mas, no máximo 20 horas, eu já estou de volta. Sabe como é, não gosto de jantar tarde, me dá azia durante o sono. Terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sorte que o restaurante fica a apenas uma quadra de casa. Não levaria muito tempo para chegar nem acabaria com as minhas costas de carregar aquele peso todo. Equipamento de trabalho: uma escada de mão, daquelas de quatro degraus, e, na sacola de feira, dois travesseiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte do plano havia sido realizada à tarde com a ajuda do meu neto Gilmar, de sete anos. Os pais falam que o menino é hiperativo, não entendo bem desses termos modernos de psicologia infantil. Para mim, é mais simples dizer que ele é endiabrado ou traquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como boa avó, quis ajudá-lo a extrapolar toda aquela energia sem colocar minha mobília e meus vasos em risco. Que mais poderia fazer? Dei-lhe um estilingue para brincar lá fora. Enquanto passeávamos, ensinei que era feio matar passarinhos e machucar cachorros, mas disse que estava tudo bem treinar uns tiros naquela casa abandonada. “Ninguém mais mora lá, ninguém vai ficar bravo com você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após umas dez pedrinhas, finalmente ele acertou uma das janelas do restaurante. Eita, menino ruim de apontaria. Quase que eu mesma tomei o estilingue para fazer o serviço sujo. Uma vizinha saiu por causa do barulho de janela estilhaçada. Desculpei-me: “Veja só, meu neto não tem jeito mesmo. Esses pais de hoje em dia não sabem dar uma educação rígida como a que a gente recebia no sítio”. Ela concordou, perguntou do meu marido – aquela velha assanhada! – e voltou para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encoberta pela escuridão, posicionei a escada encostada na grade da frente e pus os dois travesseiros do lado de dentro. Lá do topo, um metro acima do chão, persignei-me e saltei. A espuma do outro lado não adiantou muita coisa. Doeu demais, nem tenho certeza de ainda estar viva. Se eu me movia, era graças à coragem e a curiosidade. Depois vou ter que ouvir bronca do médico como se ele fosse meu pai: “o que a senhora aprontou dessa vez?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxei a escada para dentro e, desta vez, coloquei-a ao lado da janela quebrada. Felizmente essas casas antigas não têm grades de ferro. Pelo buraco no vidro aberto pelo Gil, passei o braço e abri a janela por dentro, tomando o maior cuidado para não fazer barulho. Quando consegui a abertura máxima, um cheiro insuportável veio de dentro. Meus Deus, só faltava haver gente morta lá dentro. Mais um sinal da cruz, e entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-6667121981842642877?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/6667121981842642877/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/crime-em-familia-parte-2.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6667121981842642877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6667121981842642877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/crime-em-familia-parte-2.html' title='Crime em família - parte 2'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2449760616018897888</id><published>2010-04-10T00:23:00.000+02:00</published><updated>2010-04-10T00:23:02.949+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='série'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allan Sieber'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>Vida de estagiário pode virar série!</title><content type='html'>Dando uma pequena pausa na novela policial, eu tive que postar isto! Já adorava as tirinhas da "Vida de Estagiário", do Allan Sieber, agora posso também ver a adaptação para a TV! Achei que ficou muito boa e divertida. Dá de dez a zero na da Aline, da TV Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10679722&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=4f90d4&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10679722&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=4f90d4&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/10679722"&gt;Vida de Estagiário&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/tvbrasil"&gt;TV Brasil&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2449760616018897888?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2449760616018897888/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/vida-de-estagiario-pode-virar-serie.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2449760616018897888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2449760616018897888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/vida-de-estagiario-pode-virar-serie.html' title='Vida de estagiário pode virar série!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8715469997112487828</id><published>2010-04-05T00:57:00.004+02:00</published><updated>2010-04-05T01:36:16.050+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miss Marple'/><title type='text'>Crime em família</title><content type='html'>Há todos os elementos para esse ser um caso dos bons. Briga de família, desaparecimento, mistério. Esta ordem, presumo, seja como os fatos se sucederam, mas na minha profissão a gente vê tanta coisa que fica difícil abandonar de todo o ceticismo. Eu não me espantaria se primeiro tivesse acontecido o desaparecimento, que, por sua vez, causou a briga, aquela que muitos vizinhos testemunharam e que ainda hoje se comenta nas redondezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir com as conjunturas sobre o caso “Dona Geraldinha”, apresento-me. Sou Miss Zampieri, detetive particular, mais conhecida como Dodô pelas amigas do clube de tricot e pelos poucos familiares mais velhos do que eu. Obviamente vocês estão pensando: eis a Miss Marple brasileira! Pensei o mesmo quando, entediada dos longos anos de aposentadoria, conheci essa simpática personagem de Agatha Christie. Somos idênticas na personalidade e nos hábitos, quem sabe, então, eu também não daria uma boa detetive? E não é que deu certo? Apesar do machismo no meio, conquistei meu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especializei-me em pequenos mistérios. São crimes que parecem muito óbvios, os policiais explicam como obra de moleques drogados e se dão por satisfeitos. É então que eu começo a atuar para entender o que ocorreu de fato. Meu neto, que nunca ouviu falar de Miss Marple, diz que eu sou uma Lilly Rush aposentada. Ele me mostrou quem era na TV. Achei engraçada a comparação, esses meninos dizem cada coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja eu Lilly Rush ou Miss Marple, o fato é que tenho um estilo de vida que a gente não vê na televisão ou nos livros. Acordo cedo, faço mercado (bendita seja a modernidade das unidades 24 horas que me permitem comprar às 7 da manhã!), assisto a Ana Maria Braga e faço uma faxina leve. Isso de manhã. Como eu moro sozinha com meu velho, almoçamos todos os dias em um restaurante aqui perto de casa. Chama-se Cozinha da Dona Geraldinha. Nós o frequentamos desde sua inauguração, isso já faz uns cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar é simpático, negócio em família. O pai, Roberto, fica no caixa, a mãe, Geraldinha, no trabalho criativo das panelas, a filha, Gisele, supervisiona o buffet, o genro, Adilson, serve de garçom e a netinha, Giovanna, alegra o dia dos fregueses com seu sorriso banguela de bebê. Além de a comida ser deliciosa, o que me poupa das reclamações do marido ranzinza, a família da dona Geraldinha são amigos queridos. Por isso, todos os dias às 11h30, batemos cartão lá no restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério se deu quando chegamos para almoçar um dia e demos com a porta fechada. No caminho da ida, ainda havíamos cruzado com a dona Geraldinha, que carregava uma sacola cheia de marmitas. Cumprimentei-a, mas não cheguei a puxar assunto, porque achei que a encontraria depois no restaurante, quando ela voltasse da entrega. Se soubesse que aquela seria a última vez que eu a veria, teria tanto a perguntar. Por exemplo: e o bebê da Gisele, que nunca mais encontrei, vai bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda esperamos cerca de dez minutos na porta. Outros clientes se juntaram a nós. Vimos movimentação pelas janelas, mas nem sinal de abrirem. Quando ouvimos uma gritaria vinda lá de dentro que parecia discussão entre marido e mulher, demo-nos conta de que não seria conveniente nos metermos numa possível briga de família. Trabalhar com parente sempre traz riscos de acabar assim, a gente sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os ânimos lá dentro não davam sinal de apaziguamento, decidimos que seria melhor comermos em outro lugar naquele dia. Uma pena. O tempero da Dona Geraldinha é inigualável, deixou-nos mal-acostumados demais para suportar a comida insossa da concorrente. Era só um dia, paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nos dera eu estivesse certa. No dia seguinte, novamente nos deparamos com a porta fechada. Após uma curta e infrutífera espera, acabamos descendo para o restaurante vizinho de novo. Lá todos comentavam o estranho fato. O que terá acontecido com dona Geraldinha e sua família? Ninguém fazia ideia. Por mais que as pessoas perguntassem umas às outras, nenhuma informação nova aparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz exatamente um mês que o restaurante da dona Geraldinha não abre. Sinto que deixei passar tempo demais. Pode ser que nem haja mais pistas do crime ou que eu tenha perdido a chance de encontrar toda a família com vida. Prefiro nem pensar nessas coisas, cruz credo. É hora de esclarecer esse mistério. Começarei procurando no lugar onde os segredos devem estar cerrados: o restaurante. Só preciso descobrir como entrar lá, porque, bem reparei, as portas e as janelas estão todas trancadas a cadeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8715469997112487828?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8715469997112487828/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/crime-em-familia.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8715469997112487828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8715469997112487828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/crime-em-familia.html' title='Crime em família'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5216324382056328302</id><published>2010-04-01T20:46:00.002+02:00</published><updated>2010-04-01T20:47:29.476+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rainn Wilson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reciclagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ecologia'/><title type='text'>Green Dwight</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XS8DSLn3bL8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XS8DSLn3bL8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5216324382056328302?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5216324382056328302/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/green-dwight.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5216324382056328302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5216324382056328302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/04/green-dwight.html' title='Green Dwight'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2636407885924518858</id><published>2010-03-23T02:41:00.000+01:00</published><updated>2010-03-23T02:41:32.177+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc Giget'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><title type='text'>Futuro maravilhoso, presente detestável</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/imagens/papeis-de-parede/800/papel-parede-110-telhado-verde-suica_800.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/imagens/papeis-de-parede/800/papel-parede-110-telhado-verde-suica_800.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acabo de voltar de uma palestra com Marc Giget, fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e de Inovação. Ele era, em resumo, um francês para lá de otimista em relação ao futuro da humanidade. Em seu discurso, apresentou projetos de melhorias de vida nas cidades que devem ser implantados no tempo de uma geração, isto é, entrariam em vigor já por volta de 2040.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas pareceram malucas e supérfluas demais para se concretizarem no dia a dia, como espelhos com memória visual, no qual você poderia acessar um banco de informações e manipulá-las - uma versão high-tech do espelho da Madrasta da Branca de Neve -, o uso massivo de robôs androides e o emprego de super-armaduras que multiplicariam nossa força (esses dois últimos são coisas já reais no Japão, de onde mais poderia ser?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras perspectivas apresentadas me deram um certo alívio em relação ao estilo de vida futuro. Moradia principalmente. Os apartamentos não serão laboratórios frios cheios de aparatos mecânicos como prevêm alguns filmes de sci-fi. Segundo Giget, o contato com a natureza deve aumentar. Já existem construções com telhados verdes, isto é, com verdadeiros jardins e parques suspensos. Lembro de ter visto um ensaio desses na &lt;a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/papeis-de-parede/edicao110-maio-2009-450650.shtml?foto=2p#foto"&gt;National Geographic&lt;/a&gt; há cerca de um ano (foi de lá que peguei a foto do início). A tendência de muitos arquitetos é projetar moradias toda cobertas de plantas. Seria como se vivêssemos em uma toca de hobbit. Nada mal, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal ideia de Giget é o que ele chama de Cidades Colinas (&lt;a href="http://www.cites-collines.com/"&gt;Cités Collines&lt;/a&gt;). Ainda no mundo da ficção nerd fica fácil exemplificar. Lembram-se de Gondor, a Cidade Branca, de "O Senhor dos Anéis"? É uma estrutura semelhante. O argumento favorável a isso, além da óbvia economia de espaço (alguma hora as grandes cidades não terão mais como se expandir horizontalmente, pois inviabilizaria o trânsito), é a aproximação das pessoas. Não só fisicamente, mas no modo de organização social, com um fortalecimento das redes e da vida em comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Saí da palestra com a cabeça fervilhando de ideias. Que maravilha será presenciar tudo isso, pensava comigo. Os alarmistas são fracos de imaginação etc. etc. Enquanto isso, esperava o ônibus para voltar para casa. Nove horas da noite. Vinte minutos e nada de o comboio aparecer. Eu olhava em volta e não via vivalma. Até os postes de iluminação pareciam menos eficientes naquelas bandas. Na final da rua, ali a uma quadra, começava uma favela, conhecida pela violência e o tráfico de drogas predominantes. Pensei em correr, mas para onde? Estava tudo deserto, deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa piorou quando vi um grupo de moleques se arrastando em minha direção. Criança na rua a este horário e com esta ginga, coisa boa não deve ser. Corri, não conseguia nem disfarçar, para perto da guarita do centro de convenções. Lá havia uma senhora que saía do trabalho e também tinha medo de esperar no ponto de ônibus. Ela me explicou que já tinha combinado com o motorista de pegá-la ali mais adiante. Eu esperaria com ela, estava salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poucos metros vi os três meninos no ponto de ônibus trocarem algum objeto. Crack, minha companheira disse. Só quando entrei no ônibus, passados cinco minutos presenciando o que eu não queria ver, pude sair do estado de tensão e voltar a pensar na palestra. Marc Giget, então, me pareceu ainda mais sonhador do que a princípio. Duvido que a tecnologia vá nos salvar desta vida miserável de medo. Infelizmente, continuo no lado dos pessimistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2636407885924518858?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2636407885924518858/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/futuro-maravilhoso-presente-detestavel.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2636407885924518858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2636407885924518858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/futuro-maravilhoso-presente-detestavel.html' title='Futuro maravilhoso, presente detestável'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-1360895192180765845</id><published>2010-03-16T16:44:00.005+01:00</published><updated>2010-03-16T18:04:26.011+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Lula, a pomba da paz</title><content type='html'>Isso que é querer agradar a todo mundo! Na foto abaixo, Lula visita o Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém (Fonte: &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/album/100315israel_album.jhtm?abrefoto=21#fotoNav=18"&gt;UOL&lt;/a&gt;). E, é claro, exibe toda a sua brasilianidade com esse terno preto e um kippot. Qual será a moda amanhã, quando ele visitar a Jordânia?&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S5-nBMYfMXI/AAAAAAAAAeY/Z-5iOz9GJ4U/s1600-h/Lula+judeu+copy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S5-nBMYfMXI/AAAAAAAAAeY/Z-5iOz9GJ4U/s320/Lula+judeu+copy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nosso Guia (todo crédito a Élio Gaspari), o cara da galera, viajou a Israel em missão de paz, para tentar uma conciliação na Palestina. Uma possível inspiração para Lula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UNk76mesH_0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UNk76mesH_0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-1360895192180765845?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/1360895192180765845/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/mais-uma-do-lula.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1360895192180765845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1360895192180765845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/mais-uma-do-lula.html' title='Lula, a pomba da paz'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S5-nBMYfMXI/AAAAAAAAAeY/Z-5iOz9GJ4U/s72-c/Lula+judeu+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-1280711512507051026</id><published>2010-03-05T18:01:00.001+01:00</published><updated>2010-03-05T18:02:18.893+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os inquilinos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sérgio Bianchi'/><title type='text'>Cuidado, não olhe para o lado!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S5E4p_MB1zI/AAAAAAAAAeQ/AtQiIikGjLA/s1600-h/inquilinos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S5E4p_MB1zI/AAAAAAAAAeQ/AtQiIikGjLA/s320/inquilinos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Cinema é cultura de massa e para a massa. Concordam? Então me expliquem, por que “Os inquilinos” só estreou em uma sala de Curitiba, ainda por cima, localizada em um shopping de elite? A única explicação que pude pensar foi: preciosidades têm acesso restrito. Uma resposta ridícula em se tratando de cinema, que é uma mídia popular. Só fiquei sabendo desse filme graças à resenha de Eduardo Escorel, um dos poucos críticos de cinema em quem dá para se confiar, na revista piauí.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Apesar da minha birra com a distribuição e a divulgação, não vou perder tempo com os defeitos e partir para o que merece ser elogiado. A direção traz um toque pessoal à história que eu não via desde “O jardineiro fiel”. Não se assemelham no sentido de usar câmera na mão, mas em arrancar dos atores seu melhor fingimento a ponto de parecer sincero. É esse o termo! O filme é sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cabeça por trás de “Os inquilinos” é Sérgio Bianchi. Já ouviram falar? Eu tampouco. Agora imaginem a surpresa quando descobri que o cineasta é de Ponta Grossa (PR). É lindo ver safra local ganhar assim o mundo. Sua filmografia é curta, sete filmes, e pouco conhecida do grande público. Só que o sétimo filho... ah, esse vai dar o que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os inquilinos” até parece nome de thrilller. O enredo do filme não permite classificá-lo assim, mas o modo como a história é contada é tão tenso que você sai da sala com os ombros e as costas doloridos. A qualquer momento qualquer coisa pode acontecer. Estupro, morte, tortura e o que mais a imaginação alimentada pelo medo permitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protagonista, Válter, vive esse terror psicológico que é ser pobre honesto. Pressão de todo lado: do patrão, que o explora, da família, que o cobra, da sociedade, não que facilita sua vida, e dos bandidos que moram na casa vizinha. O jeito é tentar levar um dia por vez, fazer o que tem que fazer, fingir que não viu nada. Mas como dormir à noite? E quando os problemas alheios invadem os muros da sua casa? Não há paz, há sempre um ruído de alerta apitando na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse para eu resumir o conflito da trama, diria que é a insegurança vivida por um pai de família após a chegada de vizinhos que são visivelmente bandidos – não trabalham, vivem bêbados, levam prostitutas para casa, chegam no meio na madrugada gritando que mataram um homem. No entanto, esse não é o único problema de Válter. Ele trabalha e estuda à noite, passa o dia todo fora. Gostaria de proteger a família, mas se sente impotente. Essas são dificuldades impossíveis de se resolver em duas horas de filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena inicial sintetiza bem o espírito do filme. A câmera parada mostra um punhado de casas da favela e uma grande árvore no meio (foto do início do post). Abre um pouco o enquadramento, há mais casas ainda. Diminui mais uma vez o zoom, a árvore está lá no meio, minúscula, e há infinitas casas. A favela engoliu a cidade, é um gigante que não pode mais ser controlado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Válter é pobre, mas não favelado, mora em uma vila no pé da favela. Na volta do trabalho, dentro do transporte público, ele vê outros ônibus em chamas. Na escola, o Partido (PCC) interrompe as aulas com uma bomba. Ele vive acuado, sente ódio, mas sabe que vai ter que conviver com isso a vida toda. O conflito não surge e vai embora, ele existe desde sempre e só tende a aumentar, por isso, a estrutura do filme me pareceu diferente do usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto positivo que talvez seja a ruína de “Os inquilinos” na bilheteira: não há atores globais do estilo “protagonista de novela”. Cássia Kiss, Caio Blat, Zezeh Barbosa e Ana Lucia Torre, alguns dos nomes mais conhecidos, têm papéis secundários. Os principais são desempenhados por Marat Descartes, ator com poucas e pequenas incursões na TV, e Ana Carbatti, ambos perfeitamente caracterizados como um casal de classe baixa. Ele, de domingo, usa regata e lava o carro, conserta o portão e os canteiros. Ela o espera chegar à noite da escola, conta as novidades dos filhos, tira do forno o prato frio de arroz e bife e põe na mesa com um copo de Tang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que, com “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, houve uma espécie de exaltação da favela e da violência gratuita. Quem diria que isso um dia se tornaria pop! Esses filmes, sem dúvida, têm muitas qualidades, principalmente o primeiro, além do mérito de levar os brasileiros para ver cinema nacional. (Vai entender esse preconceito...) No entanto, parece-me que esses e outros do gênero criaram uma moda que põe o favelado sob os holofotes e ignora a classe C urbana, camada social grande em número, mas tão mal representada na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Central do Brasil” mostra um pouco disso com a personagem de Fernanda Montenegro. Pena que isso foi no longínquo ano de 1998. Mais recentemente, houve também o ótimo, mas não excelente, “Linha de passe” (2008), que me veio à mente agora por também ter o ex-ator-mirim Vinícius de Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espero que a classe C vire moda e, assim, se faça justiça social. Mesmo porque a relação entre essas premissas está incorreta; a primeira não implica a segunda. Só estou feliz de ver algo pertinente à nossa sociedade ser retratado de forma madura no cinema. Depois de besteiras hollywoodianas como “O lobisomem”, “Nine” e até “Preciosa” (filme raso), até que enfim algo com cérebro. E é do Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o trailer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EDPvBvnMlPo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EDPvBvnMlPo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-1280711512507051026?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/1280711512507051026/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/cuidado-nao-olhe-para-o-lado.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1280711512507051026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1280711512507051026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/cuidado-nao-olhe-para-o-lado.html' title='Cuidado, não olhe para o lado!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S5E4p_MB1zI/AAAAAAAAAeQ/AtQiIikGjLA/s72-c/inquilinos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3842082283420909836</id><published>2010-03-01T23:36:00.001+01:00</published><updated>2010-03-01T23:36:50.697+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>A outra</title><content type='html'>&amp;nbsp;É cedo, o DJ apenas começou a esquentar. Ninguém ainda está tão bêbado, só as mulheres mais perfeccionistas fazem o primeiro retoque na maquiagem. Quando tocar Lady Gaga, e já está quase na hora, elas querem estar prontas para cair na pista e garantir o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma pequena fila no banheiro feminino. Olha lá culpa de quem. Uma ruiva ocupa todo o espelho, onde caberiam perfeitamente duas moças mais modestas. Quem essa pensa que é? Nem tem cara bonita, também pudera demorar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aquela colegial entra. Morena, reconchudinha, muito lápis preto nos olhos. Mal abriu a porta e quase deu de cara na última da fila – oito metros quadrados, dez mulheres, urina por todo chão. Localizou imediatamente o motivo do tumulto. Por um segundo, apertou as pálpebras, medindo o que sentia. Não queria parecer afetada pelo álcool, embora tivesse virado na última hora pelo menos dois blood maries, seu drink favorito entre os três que conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu perguntar num tom bastante sóbrio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Você que é a ruiva do Fernandinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Sim, sou eu. – respondeu a outra calmamente, desocupando o espelho para o alívio geral – E você, quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Eu costumava ser a ruiva do Fernandinho antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Ah... – foi tudo o que a zinha se dignou a dizer. Claro que ela pensava: “feia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morena engoliu a seco. Tomou ar e rebateu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Só diz para ele que eu não vou poder na quarta, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ex-ruiva saiu triunfante do banheiro. Depois de cinco segundos rindo sozinha, lembrou que sua bexiga ainda estava cheia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3842082283420909836?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3842082283420909836/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/outra.html#comment-form' title='5 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3842082283420909836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3842082283420909836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/outra.html' title='A outra'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-6288019264513263710</id><published>2010-03-01T00:55:00.005+01:00</published><updated>2010-03-08T12:59:26.821+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Proust'/><title type='text'>"Eu sou cult, e daí?"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://davidkiyokawa.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/marcel-proust.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://davidkiyokawa.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/marcel-proust.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Venho ao blog para fazer uma pausa em “O tempo recuperado” e, assim, prolongar um pouco mais a leitura. Puro medo da despedida. Vocês já sentiram isso em relação a alguma obra ficcional longa? Nem me lembre de “Guerra e paz”! Pois é, desta vez, trata-se da última parte de “Em busca do tempo perdido”, obra maior (em todos os sentidos) de Marcel Proust (1871-1922).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela entrou em minha vida há quatro anos, quando emprestei “O caminho de Swann” na biblioteca da universidade. Fazer o que se o meu curso de graduação me deixava tanto tempo livre? Gostei de cara, só que essa série não é do tipo que se lê numa sentada. Decidi, então, que leria um livro a cada janeiro (são sete no total).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era um ritual de férias delicioso. Pena que, depois do nascimento de minha sobrinha, as farras literárias do verão ficaram seriamente comprometidas. Como resistir aos grands-bleus? Impossível! Eu passava facilmente todo o verão sem me aproximar de leituras pesadas, só rolando pelo chão e assistindo a TV Cultura com o bebê – o que, confesso, não era nem de longe ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou 2010, tudo na mesma. Fazia dois anos que eu lera “Sodoma e Gomorra”, o quarto livro, e não tinha perspectivas de começar “A prisioneira”. Pelo menos não até três semanas atrás, quando o desemprego e o tédio me trouxeram de volta esse velho prazer. Sozinha em Curitiba, comecei o quinto volume. O final em aberto me obrigou a já emendar a leitura de “A fugitiva” e, por fim, “O tempo recuperado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em busca do tempo perdido” é um daqueles catataus que são obrigatórios no histórico de qualquer leitor “sério” (seja lá o que isso signifique), assim como “Ilíada”, “Os irmãos Karamazov”, “Guerra e paz”, “A montanha mágica”, “As mil e uma noites” e por aí vai. A lista é longa, eu nem conseguiria lembrar todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos mais interessantes de “Em busca...” é a relação entre fatos e memórias, presente e passado, sensações e lembrança de sensações. Particularmente, também me intriga bastante saber o limite entre a ficção e a realidade, já que o narrador lembra muito Marcel Proust e até tem o mesmo primeiro nome. Sei que isso é futilidade perto do que a narrativa apresenta de concreto, mas como evitar aquela coceirinha do demônio que nos impele a investigar a vida privada daqueles que nos acompanham tantas noites a fio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Este post até agora me dá viva impressão de que meu raciocínio não está caminhando para lugar algum, mas sigo até sua conclusão por falta de um texto substituto.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que haja certo preconceito em relação ao escritor francês, às vezes tachado como pedante ou elitista. Isso porque os parágrafos longos e o grande número de personagens exigem do leitor mais concentração do que o usual. Mas só isso também. Não é nenhum bicho de sete cabeças. Garanto que o desenrolar da trama é bem mais dramático e surpreendente do que sua novela ou série favorita. Não posso falar mais para não dar spoiler. Dê uma chance a Proust e a si mesmo de ser feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pérola para encerrar um texto que foi escrito para ser esquecido. Perdoe-me, Proust!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.bookpalace.com/acatalog/BruceProustLL.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://www.bookpalace.com/acatalog/BruceProustLL.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-6288019264513263710?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/6288019264513263710/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/eu-sou-cult-pra-caralho-e-dai.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6288019264513263710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6288019264513263710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/03/eu-sou-cult-pra-caralho-e-dai.html' title='&quot;Eu sou cult, e daí?&quot;'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3362823958530654860</id><published>2010-02-23T05:39:00.000+01:00</published><updated>2010-02-23T05:39:39.314+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>Passou o Carnaval, não tem mais desculpa: hora de começar o ano</title><content type='html'>As noites excessivamente quentes estão de volta. Às 21 horas, comecei a ler um livro do poeta Ivan Junqueira. Às 21h15, encostei o volume para pensar melhor sobre alguns versos que acabara de ler. Quando me dei conta, já conversava com a minha colcha no universo fantástico dos sonhos. A língua que usamos? Alguma coisa entre francês e colchês, macio musical melodramático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1h18. Acordei meio perdida. Calor demais para dormir, tarde demais para fazer qualquer coisa séria. Hora de apertar o botão azul do computador (plin plin plin, anuncia o Windows Vista) e escrever, escrever sobre qualquer coisa, só porque eu não posso parar de escrever – embora não o tenho feito nos últimos dias e, por esse motivo, venho me torturando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma notícia mais do que velha: o Palmeiras desencantou no Campeonato Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja precipitado demais afirmar isso, mas as vitórias se tornaram tão escassas desde o final do ano passado que vencer o clássico era algo no qual eu não apostaria meu rico dinheirinho. Não que o São Paulo esteja muito melhor do que o neurastênico verde, só não lembro mais como é ganhar. Ganhar com folga, então, nem sabia mais que isso existia. Parei de esperar qualquer coisa do meu time, apesar de continuar acompanhando a tabela do campeonato rodada após rodada com uma secreta esperança de vencer pelo menos os times da zona de rebaixamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, quando Muricy foi demitido, me cocei para vir postar minha alegria. Oras, ter um técnico bambi foi humilhação demais, nunca o aceitei. Deu no que deu, nada de Libertadores em 2010. Finalmente me vi livre do baixinho, exultei, mas o momento de escrever passou, e ficou por isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não pretendia escrever exatamente sobre futebol. Só uso o assunto como deixa para dizer que, se o Palmeiras lembrou o caminho do gol (contra todas as expectativas, diga-se de passagem), eu também posso voltar a colocar o Word na listinha de programas mais executados do Antônio Cândido, meu computador (ver “&lt;a href="http://sularien.blogspot.com/2009/09/nomes-de-filhos-hipoteticos.html"&gt;Nomes de filhos hipotéticos&lt;/a&gt;”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve voltarei com assuntos menos euzísticos, da mesma forma que o Palmeiras deve fazer bonito quinta-feira contra o Flamengo do Piauí – jogo da Copa do Brasil, para quem estranhou o nome do rival. Quem viver verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de enfrentar a cama suarenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3362823958530654860?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3362823958530654860/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/02/passou-o-carnaval-nao-tem-mais-desculpa.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3362823958530654860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3362823958530654860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/02/passou-o-carnaval-nao-tem-mais-desculpa.html' title='Passou o Carnaval, não tem mais desculpa: hora de começar o ano'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-651112441036278897</id><published>2010-02-01T16:04:00.010+01:00</published><updated>2010-02-02T04:36:40.929+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liv'/><title type='text'>O mundo de Liv (épico em quatro atos)</title><content type='html'>1. Tédio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bvCV80-TI/AAAAAAAAAdw/etHvtjvQ_t8/s1600-h/a5.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bvCV80-TI/AAAAAAAAAdw/etHvtjvQ_t8/s400/a5.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433292824000133426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2. Loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bvP-WhimI/AAAAAAAAAd4/1WKMU79fVfk/s1600-h/a7.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bvP-WhimI/AAAAAAAAAd4/1WKMU79fVfk/s400/a7.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433293058183629410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3. Celebração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bvhm7jQ9I/AAAAAAAAAeA/M-CnW6FNIlk/s1600-h/a8.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bvhm7jQ9I/AAAAAAAAAeA/M-CnW6FNIlk/s400/a8.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433293361134126034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;4. A derrota súbita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bwHyZsrKI/AAAAAAAAAeI/qIlgpt3kMHY/s1600-h/a10.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bwHyZsrKI/AAAAAAAAAeI/qIlgpt3kMHY/s400/a10.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433294017048390818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-651112441036278897?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/651112441036278897/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/02/o-mundo-de-liv-epico-em-quatro-atos.html#comment-form' title='8 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/651112441036278897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/651112441036278897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/02/o-mundo-de-liv-epico-em-quatro-atos.html' title='O mundo de Liv (épico em quatro atos)'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2bvCV80-TI/AAAAAAAAAdw/etHvtjvQ_t8/s72-c/a5.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3122761224861888421</id><published>2010-01-29T02:08:00.005+01:00</published><updated>2010-02-02T04:31:25.810+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Gilberto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bossa Nova'/><title type='text'>Perdoei João Gilberto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2I1iN9ZfEI/AAAAAAAAAdY/9qdXtN3nxfI/s1600-h/chega.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 397px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2I1iN9ZfEI/AAAAAAAAAdY/9qdXtN3nxfI/s400/chega.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431962962541247554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era puro preconceito, admito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguém pode amar Bossa Nova e odiar João Gilberto? Eu conseguia. Pois é, vivi quase dois anos nessa contradição e sequer cheguei a pensar que havia algo errado. Eu justificava apenas: prefiro os cantores estilo samba-jazz, como Leny Andrade e Johnny Alf. João Gilberto era muito nhenhenhé para o meu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, tenho um ódio natural por caras cujo show custa um absurdo. Quando o U2, umas das minhas bandas preferidas na adolescência, veio ao Brasil e cobrou a partir de R$ 200 por ingresso, parei de acompanhar a banda. Também não perdi grandes coisas. Mesmo não tendo um ouvido absoluto, como dizem no meio musical, felizmente não sou do tipo que idolatra cantores sem talento – aquele tipinho boa-pinta que não sabe diferenciar uma nota musical da outra, conhecem? – que se promovem pela vida pessoal em vez de pela música. Dane-se você com sua filantropia, Bono!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ódio por João Gilberto surgiu por um motivo semelhante, acredito. Quando começaram as comemorações dos 50 anos da Bossa Nova, em 2008, vi na TV que o tal sujeito estava fazendo vários shows pelo Brasil. Tudo conspirava contra ele: ingressos caros e uma porção de globais no público. Gente, por que os jornalistas televisivos têm a mania de entrevistar Galisteu e Cicarelli nesse tipo de reportagem? Quem são elas, afinal? O que elas entendem de qualquer coisa? E lá estava o João Gilberto no centro dessa sujeira toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ganhei de aniversário o livro “Chega de Saudade”, do Ruy Castro, reclamei: “Mas por que tem uma foto do João Gilberto na capa e não do Tom Jobim?”. Fora isso, é um ótimo trabalho do colunista da Folha. Incrível como ele concilia a habilidade de desencavar histórias e personagens menos conhecidos, como Dragão, o cômico colega de apartamento de Bôscoli, e a de narrá-las de forma fluida e divertida. E tudo isso com o máximo de informação por página, isto é, sem encher lingüiça. (Como eu gostaria de saber essa fórmula mágica!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui um trecho que fala do maluco que mencionei acima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os dois [Bôscoli e Feitosa] se espremiam numa quitinete na rua Otaviano Hudson, em Copacabana, a qual abrigava ainda um crioulo, Luís Carlos Dragão, de profissão indefinida. Dragão contribuía para o aluguel fazendo pequenos mandados para os outros, como levar diariamente a coluna de Bôscoli à Última Hora, da qual ele era agora colaborador, ou ir à esquina comprar Coca-Cola para Chico Feitosa. Mas sua principal ocupação era dormir. Quando ferrava no sono, nem a Terceira Guerra Mundial conseguiria acordá-lo. Certa manhã, Ronaldo e Chico transportaram-no dormindo pela escada de serviço, quatro andares abaixo, com cama e tudo, até a entrada do prédio. Quando acordou e viu que estava quase na rua, Dragão tomou a única atitude que considerou sensata: virou- se para o outro lado e continuou roncando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(CASTRO, Ruy. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chega de Saudade.&lt;/span&gt; São Paulo: Companhia das Letras, 1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a João Gilberto, obviamente também não faltam boas histórias sobre ele. A primeira que me chamou a atenção foi a de um apelido que ele ganhou por volta dos 20 anos. Na primeira ida ao Rio de Janeiro, o músico quase não agradou. Não que cantasse mal, mas lhe faltava rigor nos horários e jeito para lidar com as pessoas (arrogaaaante...). Sem dinheiro e já tendo enchido a paciência de todos os amigos – ele tinha o hábito de se instalar na casa das pessoas, não ajudar nas contas e se deixar ficar por meses –, o bicho vagava pela madrugada com seu baseadinho. Não deu outra: virou o Zé Maconha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, Castro conta que ele passou por um período de desintoxicação no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. De volta ao Rio, agora com 27 anos, ele já tinha bem definido o jeito que gostaria de tocar e cantar: baixinho, baixinho a ponto de só ser ouvido se toda a platéia estivesse em absoluto silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso de insistir em fazer algo novo em vez de só repetir o que todos faziam, além do bom gosto de repertório, me fez começar a mudar de ideia acerca do músico. Ele sabia cantar como Lúcio Alves, mas não o fazia voluntariamente. Taí, isso me parecia mais razoável do que não “ter voz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma batida própria do violão, que nada tem de agressiva, acompanhada só da bateria quase imperceptível são as maiores contribuições de João Gilberto para a Bossa Nova. A voz dele, em si, não tem nada demais, mas o modo de interpretar as músicas – composições que são todo mérito de Tom, Vinícius, Carlinhos, Newton, Billy, Ronaldo e companhia –, isso sim é algo a se louvar. Um exemplo é “O pato”, sambinha (MORAES, mil novecentos e bolinha) da década de 1940 que se modernizou e virou um estandarte da Bossa graças às cordas vocais e ao perfeccionismo obsessivo de João Gilberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, eu costumava assistir a um programa do SBT chamado "Qual é o seu talento?" (para quem não conhece, é basicamente um show de calouros). Alguns participantes subiam no palco e faziam coisas humanamente impossíveis, só faltavam sair voando, mas acabavam desclassificados pelos jurados. Estes justificavam: "Me desculpe, mas você não me comoveu esta noite". Percebi que eu estava fazendo mais ou menos o mesmo com o maior ícone da Bossa Nova. Sim, eu fico mais emocionada quando ouço o Vinícius, mas essas são questões puramente emocionais. Tecnicamente, João Gilberto sempre foi melhor, eu que não queria admitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos os juízes avaliassem com a emoção, sairiam vitoriosos os que mentissem melhor. Estou tentando ser justa alguma vez na vida. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e por outras que perdoo João Gilberto. E, já que ele é vivo e atuante, vou ainda lhe dar um conselho de amiga: algumas músicas, como “Retrato em branco e preto”, ficam bem melhores com os arranjos de Tom Jobim. Então, veja se não tenta simplificar tudo! Algumas coisas ficam boas, outras não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo, Zé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que ele tá com uma cara de "ai, eu sou cult" na capa do LP, isso ele tá, e eu não arredo pé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3122761224861888421?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3122761224861888421/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/01/perdoei-joao-gilberto.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3122761224861888421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3122761224861888421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/01/perdoei-joao-gilberto.html' title='Perdoei João Gilberto'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/S2I1iN9ZfEI/AAAAAAAAAdY/9qdXtN3nxfI/s72-c/chega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-1253206382201520237</id><published>2010-01-24T23:12:00.004+01:00</published><updated>2010-02-02T04:38:29.298+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marina Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>Prisão de ventre</title><content type='html'>Há dias venho escrevendo este post mentalmente. Ele ficou tão grande na minha cabeça que terei que resumi-lo, se não se importarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando comprei a &lt;i&gt;piauí&lt;/i&gt; deste mês na rodoviária de Araraquara. Só mencionei o local, porque me marcou muito a conversa que ouvi entre o dono da banca e um cliente. Eles diziam, exaltados, que os usuários de drogas seriam punidos pela providência divina. Viajando pelo estado de São Paulo, percebi que a diversidade enorme daquela região acirra o medo e este, por sua vez, o conservadorismo. Não sei se as coisas estão assim tão diretamente ligadas, mas as vi tão próximas e constantes que não pude deixar de fazer a relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, em posse da revista mais anárquica da Abril e tomada de “um tédio enorme da vida” (Poetinha), devorei-a em dois dias. As matérias deste mês estão todas muito boas, recomendo principalmente àqueles que se interessam por cultura (perfil de Nuno Ramos e texto sobre Gilda de Mello e Souza), ciência (perfil do possível ganhador da Medalha Fields) e política (perfil de Marina Silva). Esta última matéria me dera o argumento para o post imaginário, que, nem de longe, se parece com este, tão cheio de rodeios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o ano passado, explicitei minha preferência por Marina Silva como a próxima presidente do Brasil. Se for para ser uma mulher na presidência que seja uma ética. Eu teria vergonha de finalmente ver tal feito histórico se concretizar com uma mulherzinha nula como Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante da reportagem em questão, chamada “A verde” (ótimo título!), é o visível deslumbramento da repórter diante da perfilada. Mais de uma vez, Daniela Pinheiro descreve como a ambientalista cresce quando discursa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da imparcialidade, a jornalista menciona várias situações em que Marina aparece cercada daquilo contra o qual luta. Por exemplo:  “um Range Rover blindado” (descrevendo o carro que transportava Marina) e o envolvimento com a elite e políticos pouco ou nada éticos, como Lobão e Dirceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, não é possível encontrar alguma mácula em Marina. Ela é simples, trabalhadora, séria e pouco ambiciosa. Essa última característica, parece, impede-a de se aproximar mais da elite e fazer alianças. Pode ser esse o principal motivo para a senadora não ganhar o cargo de presidente, mas, pelo menos, vemos que os princípios dela não estão à venda. Alô, Lula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou uma daquelas aficionadas por cultura trash – acho que isso tem até um nome; alguém sabe qual é? –, mas há uma frase de Chaves que eu sempre lembro e rio comigo mesma. Após um dos inúmeros enganos cometidos pelo protagonista, Chiquinha o repreende: “Você só não é mais burro por falta de vitaminas!”. Pensem a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmeiras, por que me abandonaste?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-1253206382201520237?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/1253206382201520237/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/01/prisao-de-ventre.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1253206382201520237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1253206382201520237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/01/prisao-de-ventre.html' title='Prisão de ventre'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3102310322531286351</id><published>2010-01-18T18:28:00.004+01:00</published><updated>2010-02-02T04:37:49.890+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>Conta-gotas</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1) Frases fora de contexto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acabei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E aí, como foi?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ótimo. Nem vi o rapaz entrando!”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;2) Frases no contexto original:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi. Liguei só para avisar que acabei de chegar a Curitiba.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E aí, como foi de viagem?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ótimo. Dormi a viagem inteira. Acredita que quando partimos não havia ninguém ao meu lado, depois quando acordei, já em Curitiba, havia um cara. Ele passou por cima de mim, e eu nem percebi. Foi muito estranho. Nem vi o rapaz entrando!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As férias acabaram, e que venham os posts de 2010!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para constar. Palmeiras já é lider após a primeira rodada do Paulistão. Sinto que este ano será especial no futebol. Mais sofrido do que o passado, impossível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3102310322531286351?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3102310322531286351/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/01/o-mau-jornalismo.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3102310322531286351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3102310322531286351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2010/01/o-mau-jornalismo.html' title='Conta-gotas'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-4461475813448664375</id><published>2009-12-08T05:07:00.006+01:00</published><updated>2010-02-02T04:54:02.542+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julia Roberts'/><title type='text'>Passatempo masoquista</title><content type='html'>Odeio comédias românticas, mas, não sei se acontece também com vocês, adoro assisti-las na Sessão da Tarde quando eu estou atolada de coisas para fazer. Só pelo gostinho de fazer o que não deveria, sabem? Num desses dias, quando o TCC ainda me assombrava, vi "O casamento do meu melhor amigo". Filmezinho ruim, quase totalmente previsível, só que me atraiu em alguns aspectos. Vou pontuar em tópicos, porque são duas da manhã e isso não me deixa garantir a qualidade do texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Julia Roberts estava no auge de sua beleza e, caracterizada como uma jornalista durona e desleixada, me provoca uma simpatia imediata (por que será?);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Cameron Diaz, em compensação, está sem graça. Isso faz um bem danado para o ego de mulheres comuns como nós;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. o macho disputado é bonito, mas um verdadeiro mala. Como a Julia pode gostar dele? É interessante como ela perde a racionalidade por causa desse besta. Mesmo as mais poderosas estão sujeitas a tal recaída. O desfecho disso, que me agrada bastante, é que não há futuro possível para os dois. Amém, porque ele é um machista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. o amigo gay é o mais engraçado, bonito e inteligente. Quando ele entra em cena, todos se apagam, exceto a Julia. Esse é o casal mais perfeito, não fosse pelo fato de eles serem super-amigos (isso nunca dá certo) e ele gostar de homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas cenas memoráveis:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kPHc5qIsNH0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kPHc5qIsNH0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UDVSWd-j1jI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UDVSWd-j1jI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero falar de futebol até dia 17/01, quando começa o Paulistão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-4461475813448664375?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/4461475813448664375/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/passatempo-masoquista.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4461475813448664375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4461475813448664375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/passatempo-masoquista.html' title='Passatempo masoquista'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-1727665059253382420</id><published>2009-12-06T23:24:00.004+01:00</published><updated>2010-02-02T04:39:26.814+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasileirão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>É tudo culpa do Palmeiras</title><content type='html'>Fui assistir à final do Brasileirão em um boteco perto de casa. No meio de um monte de ursos coxas-brancas, lá estava eu com a minha camisa marca-texto, acompanhada de um amigo paranista e outro atleticano – só que estes não revelaram seus times em prol da segurança pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grêmio abre pontuando. Opa! Coisa boa: tira o Flamengo-Marrentinho do título e dá a esperança ao Palmeiras de chegar lá. Se não desse para nós, pelo menos seria o Inter, que é uma perspectiva não tão má de campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme os próximos gols saíram, a tabela mudava totalmente. São Paulo chegou ao segundo lugar (desespero), Coritiba caiu para o 17º e, o pior, então, acontece: Palmeiras cai para o quinto, perdendo de 2X0 para o Botafogo, e passa a depender do Santos (!) para ir à pré-Libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bar, tensão geral. Naquela situação, o que mais me surpreendeu foi que os coxas-brancas ali presentes, desde o primeiro minuto do primeiro tempo, torciam mais para o Palmeiras massacrar o Botafogo do que para o time deles. Com isso, eu vi que eles próprios não tinham fé de que ganhariam do Fluminense, apesar de estar jogando em casa. Estranho, porque, mesmo o alvinegro carioca ganhando do Palmeiras, não seria o fim para o Coritiba, pois cair ou não para a segunda divisão dependeria apenas dele. Era só ganhar que o fodido da história seria o Fluminense. Oras, isso não é muito melhor do que depender de resultados alheios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa torcida curitibana pelo Palmeiras, a cada gol que este levava, os bruta-montes olhavam torto para mim e diziam “É tudo culpa do Palmeiras”. Aqui segue a minha resposta para os coxas-brancas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Cada um faz a sua parte. O Palmeiras não fez a dele e se ferrou, vai ter que assistir os bambis na Libertadores, mesmo estes não tendo a tradição que nós temos nesse campeonato. Agora, se o coxa caiu, a culpa é unicamente deles. Oras, não venha aumentar a nossa responsabilidade. Já está ruim pela merda que fizemos para nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse campeonato ainda vai dar muito o que falar. Por parte dos palmeirenses, talvez levantem que o gol que roubaram no jogo contra o Fluminense teria feito toda a diferença entre estar ou não na Libertadores. Mas não vou chorar sobre o leite derramado, porque todos os outros jogos perdidos contra timecos – como esse último – foram inteira responsabilidade do time. Vou fazer o que? Igualar-me aos torcedores do coxa que invadiram o campo hoje destruindo tudo, atacando jogadores, diretoria e policiais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ainda uns 30 minutos após o final da partida no bar, digerindo a informação; só o meu amigo atleticano (ah, e esqueci de mencionar que ele também é corintiano) estava radiante. Então, entra no bar um coxa-branca sangrando. Havia levado dois tiros de borracha na cabeça e cinco nas costas. Machucados bem feios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que esse era um sinal de que estava na hora de irmos embora. Mas fui com uma lição aprendida: um time de futebol não vale o nosso sangue. Nem uma gota. Agora, lágrimas a gente oferece à vontade – fazer o que.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-1727665059253382420?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/1727665059253382420/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/e-tudo-culpa-do-palmeiras.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1727665059253382420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1727665059253382420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/e-tudo-culpa-do-palmeiras.html' title='É tudo culpa do Palmeiras'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-9029446273336885704</id><published>2009-12-03T20:28:00.007+01:00</published><updated>2010-02-02T04:40:25.650+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Sica'/><title type='text'>Il film più triste che abbia mai guardato</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxgRhn0biCI/AAAAAAAAAdM/AJaBOdU4dgM/s1600-h/Umberto+D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxgRhn0biCI/AAAAAAAAAdM/AJaBOdU4dgM/s400/Umberto+D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411094221607897122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxgRdCVFrHI/AAAAAAAAAdE/a_nz72i8puk/s1600-h/flike.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 301px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxgRdCVFrHI/AAAAAAAAAdE/a_nz72i8puk/s400/flike.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411094142824852594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme mais triste de todos: "Umberto D.", de Vittorio De Sica. A temática é semelhante ao célebre "Ladrões de Bicicleta" - desespero causado pela falta de dinheiro -, mas, por algum motivo, esse me tocou ainda mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-9029446273336885704?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/9029446273336885704/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/il-film-piu-triste-che-ho-mai-guardato.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/9029446273336885704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/9029446273336885704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/il-film-piu-triste-che-ho-mai-guardato.html' title='Il film più triste che abbia mai guardato'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxgRhn0biCI/AAAAAAAAAdM/AJaBOdU4dgM/s72-c/Umberto+D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-606485475534039347</id><published>2009-12-03T06:40:00.005+01:00</published><updated>2010-02-02T04:41:42.721+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><title type='text'>Complete o texto</title><content type='html'>Na segunda série do Ensino Fundamental, tínhamos um caderno só para redação. Era bacana, ele era grande, com uma página de 30 linhas, o tamanho ideal para um bom texto, e, ao lado, havia outra em branco para a gente desenhar. A professora nos pedia diversos gêneros textuais (exceto poesia; difícil demais para a cabeça dos pequenos), mas o desenho nunca era obrigatório, uma pena. Às vezes, líamos um livro e precisávamos resumi-lo, outras, era dado só o tema, como "minhas férias", e havia também o famigerado "complete o texto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odiava, porque, por mais que eu tenha sempre sofrido para introduzir uma ideia por escrito, o início é a parte mais (masoquistamente) deliciosa de se fazer. Será ela que dará o tom ao resto da produção. É uma responsabilidade e tanto. Oras, como julgar um escritor que já começa lá do meio? Não há jeito de ele ser bom. A professora desse jeito nos condenava à mediocridade. (Condenar os outros é sempre mais fácil, diz minha consciência.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que as minhas redações desse tipo nunca tinham coerência. Eu me sentia mal de assumir como meu um começo que eu não escrevera. Daí eu simplesmente o ignorava e começava uma história nova. Exemplo de algo que eu poderia ter feito no longínquo ano de 1996:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERA O ANIVERSÁRIO DE FLÁVIA. A MENINA SAIU DA CAMA COM UM PULO E CORREU PARA O QUARTO DE SEUS PAIS. ELA DISSE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ONDE ESTÁ O MEU PRESENTE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(complete o texto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha alienígenas por todos os lados. A Terra foi invadida bem no dia do aniversário de Flávia. Os pais dela estavam mortos, e os vermes já tinha devorado metade do corpo deles. Essa menina não tem sorte mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(FIM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o círculo de horrores do "complete o texto", nós ainda tínhamos que pensar no título! Desculpem a metáfora, mas fazer título é que nem cagar. Há pessoas que o fazem tranquilamente, com hora marcada, sem sofrimento. Outras atendem a essa necessidade fisiológica com extrema dor. Não raras vezes, eu sou uma escritora de intestino preso. Se a coisa em si já é complica, agora, dar um título a um texto cuja parte principal nem é sua é um incentivo ao plágio! Você se sentiria bem assinando a Monalisa? Ok, eu me sentiria. Mas se tivesse que assinar um daqueles quadros de flores produzidos por tiazonas aposentadas na aula de pintura básica? Grande constrangimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos lá, tem que fazer, façamos. Em 1996, eu acreditava que estava na moda fazer títulos sucintos, de preferência um artigo, um substantivo e um adjetivo, nessa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas horas depois, eu estava deitada no tapete com vontade de morrer, babando sobre o precioso caderno de redação. Minha mãe passava, olhava torto e ordenava que eu levantasse dali e me comportasse feito uma menina "direita". Ela estava certa, não podia gastar minha vida com aquele título! O que viesse na cabeça eu colocaria. À caneta, para não me arrepender (na época, eu ainda não conhecia errorex).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CIDADE INVADIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, genial. Eu poderia, então, ver desenho se a TV Colosso ainda não tivesse acabado. Às 13h15, começava minha aula. Os professores culpam seus alunos adolescentes de sempre procrastinar o trabalho. As crianças, por mais fofinhas que pareçam, não são menos culpadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 7 anos, era um conforto pensar que alguns problemas acabariam junto com a escola. Errado. A tendência é se agravarem. Quando a gente descobre isso, desbiroca de vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-606485475534039347?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/606485475534039347/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/complete-o-texto.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/606485475534039347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/606485475534039347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/complete-o-texto.html' title='Complete o texto'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-327375269379405947</id><published>2009-12-01T21:01:00.005+01:00</published><updated>2010-02-02T04:50:38.038+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hilda Hilst'/><title type='text'>Poemas pornográficos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxV5ZWAP3EI/AAAAAAAAAc8/cOi2CNp_97M/s1600/Hilda+Hilst.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 253px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxV5ZWAP3EI/AAAAAAAAAc8/cOi2CNp_97M/s400/Hilda+Hilst.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410364003665828930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilda Hilst foi uma das maiores poetisas brasileiras. Por mim, diria até que a maior. Só que, no começo da década de 90, ela já estava com seus 60 anos, e o público em geral mal conhecia sua obra. Ela ficou tão frustrada por não receber reconhecimento proporcional à dedicação que depositava em seu trabalho que desistiu de tentar fazer tudo certinho. Em 1992, então, ela lança "Bufólicas", coletânea de poemas pornográficos ilustrados por Jaguar. (Informações do site da Editora Globo.) São histórias leves, descompromissadas e muito divertidas. Até nessa tentativa de ir contra a corrente, a danada não perde a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem à querida Hilda, colo dois poemas deste livro e os convido para conhecer o resto do trabalho dela. Tem produções para todos os gostos. Ela criou contos, novelas, poemas, teatro... Tem uma coleção que saiu pela editora Globo no começo nos anos 2000 bem boa. Livros de preço acessível e muito bem editados. Fica a dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sobre a falta de reconhecimento, tenho uma teoria de que era puro preconceito pelo fato de ela ser bonita. No fundo, as pessoas julgam como se o gene da beleza inibisse o da inteligência. Mas isso é assunto para um outro post...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O reizinho gay&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo, pintudão&lt;br /&gt;O reizinho gay&lt;br /&gt;Reinava soberano&lt;br /&gt;Sobre toda nação.&lt;br /&gt;Mas reinava...&lt;br /&gt;APENAS...&lt;br /&gt;Pela linda peroba&lt;br /&gt;Que se lhe adivinhava&lt;br /&gt;Entre as coxas grossas.&lt;br /&gt;Quando os doutos do reino&lt;br /&gt;Fizeram-lhe perguntas&lt;br /&gt;Como por exemplo&lt;br /&gt;Se um rei pintudo&lt;br /&gt;Teria o direito&lt;br /&gt;De somente por isso&lt;br /&gt;Ficar sempre mudo&lt;br /&gt;Pela primeira vez&lt;br /&gt;Mostrou-lhes a bronha&lt;br /&gt;Sem cerimônia.&lt;br /&gt;Foi um Oh!!! geral&lt;br /&gt;E desmaios e ais&lt;br /&gt;E doutos e senhoras&lt;br /&gt;Despencaram nos braços&lt;br /&gt;De seus aios.&lt;br /&gt;E de muitos maridos&lt;br /&gt;Sabichões e bispos&lt;br /&gt;Escapou-se um grito.&lt;br /&gt;Daí em diante&lt;br /&gt;Sempre que a multidão&lt;br /&gt;Se mostrava odiosa&lt;br /&gt;Com a falta de palavras&lt;br /&gt;Do chefe da Nação&lt;br /&gt;O reizinho gay&lt;br /&gt;Aparecia indômito&lt;br /&gt;Na rampa ou na sacada&lt;br /&gt;Com a bronha na mão.&lt;br /&gt;E eram os agudos&lt;br /&gt;Dissidentes mudos&lt;br /&gt;Que se ajoelhavam&lt;br /&gt;Diante do mistério&lt;br /&gt;Desse régio falo&lt;br /&gt;Que de tão gigante&lt;br /&gt;Parecia etéreo.&lt;br /&gt;E foi assim que o reino&lt;br /&gt;Embasbacado, mudo&lt;br /&gt;Aquietou-se sonhando&lt;br /&gt;Com seu rei pintudo.&lt;br /&gt;Mas um dia...&lt;br /&gt;Acabou-se da turba a fantasia.&lt;br /&gt;O reizinho gritou&lt;br /&gt;Na rampa e na sacada&lt;br /&gt;Ao meio dia:&lt;br /&gt;Ando cansado&lt;br /&gt;De exibir meu mastruço&lt;br /&gt;Pra quem nem é russo.&lt;br /&gt;E quero sem demora&lt;br /&gt;Um buraco negro&lt;br /&gt;Pra raspar meu ganso.&lt;br /&gt;Quero um cu cabeludo!&lt;br /&gt;E foi assim&lt;br /&gt;Que o reino inteiro&lt;br /&gt;Sucumbiu de susto.&lt;br /&gt;Diante de tal evento...&lt;br /&gt;Desse reino perdido&lt;br /&gt;Na memória dos tempos&lt;br /&gt;Só restaram cinzas&lt;br /&gt;Levadas pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história:&lt;br /&gt;a palavra é necessária&lt;br /&gt;diante do absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A cantora gritante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantava tão bem&lt;br /&gt;Subiam-lhe oitavas&lt;br /&gt;Tantas tão claras&lt;br /&gt;Na garganta alva&lt;br /&gt;Que toda vizinhança&lt;br /&gt;Passou a invejá-la.&lt;br /&gt;(As mulheres, eu digo,&lt;br /&gt;porque os homens maridos&lt;br /&gt;às pampas excitados&lt;br /&gt;de lhe ouvir os trinados,&lt;br /&gt;a cada noite&lt;br /&gt;em suas gordas consortes&lt;br /&gt;enfiavam os bagos).&lt;br /&gt;Curvadas, claudicantes&lt;br /&gt;De xerecas inchadas&lt;br /&gt;Malidizendo a sorte&lt;br /&gt;Resolveram calar&lt;br /&gt;A cantora gritante.&lt;br /&gt;Certa noite... de muita escuridão&lt;br /&gt;De lua negra e chuvas&lt;br /&gt;Amarraram o jumento Fodão a um toco negro.&lt;br /&gt;E pelos gorgomilos&lt;br /&gt;Arrastaram também&lt;br /&gt;A Garganta Alva&lt;br /&gt;Pros baixios do bicho.&lt;br /&gt;Petrificado&lt;br /&gt;O jumento Fodão&lt;br /&gt;Eternizou o nabo&lt;br /&gt;Na garganta-tesão... aquela&lt;br /&gt;Que cantava tão bem&lt;br /&gt;Oitavas tantas tão claras&lt;br /&gt;Na garganta alva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da estória:&lt;br /&gt;Se o teu canto é bonito,&lt;br /&gt;cuida que não seja um grito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-327375269379405947?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/327375269379405947/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/poemas-pornograficos.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/327375269379405947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/327375269379405947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/12/poemas-pornograficos.html' title='Poemas pornográficos'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SxV5ZWAP3EI/AAAAAAAAAc8/cOi2CNp_97M/s72-c/Hilda+Hilst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5993613774846375333</id><published>2009-11-30T13:01:00.003+01:00</published><updated>2010-02-02T04:42:53.004+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Billie Holiday'/><title type='text'>Minha namorada</title><content type='html'>― Pai, mãe, esta é a minha namorada, Billie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na véspera, nós duas havíamos apostado o que eles criticariam primeiro – o fato de ela ser negra, mulher ou estar morta. Ao ver uma foto do meu pai, aquela carona de fazendeiro texano, ela colocou suas fichas na cor. Não, como típica família de classe média, que assiste todo dia à novela do Manoel Carlos, eles posariam de moderninhos e a acolheriam bem. Foi o meu palpite. Além do mais, quando ela colocava aquele vestido rodado branco parecia um quitute de casamento, linda e deliciosa. Era impossível não gostar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Mas, filha, vocês duas são mulheres. Como pretendem se casar e ter filhos? – disse meu pai num fio de voz. Ele estava tão chocado que não conseguia nem gritar, como sempre fazia por qualquer coisa, tipo, um livro fora do lugar ou a comida fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Eu já lhes disse há anos que não quero ser nem esposa nem mãe. Não estudei tudo o que estudei para acabar derrotada por esse ideal capitalista e machista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Você e essas ideias feministas. Depois que você veio com aquela tal de Beauvoir pra dentro de casa, até sua mãe se recusa a lavar as louças. Eu trabalho a minha vida toda, dou tudo para vocês e é assim que me retribuem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Viu, mãe, eu disse para você que deveria voltar a estudar e procurar um trabalho o quanto antes. É assim mesmo que os machistas agem: ‘eu te dei tudo e agora você me abandona’. Não, mãe, ele só lhe deu o dinheiro dele e, em troca, quer a sua vida. É justo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe me puxa de lado, dizendo que quer me mostrar algo na cozinha. Eu digo a Billie que espere no meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Sabe a minha coleção de gibis de que sempre falo? Veja lá! - na verdade, quero me assegurar de que meu pai não pulará no pescoço dela enquanto eu estiver afastada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe então começa seu apelo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Filha, eu não estou contra você. Tenho muito orgulho de que seja independente e tudo o mais. Aliás, quando você dizia que adorava um negão, sempre te dei a maior força. Mas agora você aparece com uma NEGONA? Pense bem, se for mulher não tem a vantagem que nos atrai nos negões, hein? – ela, então, pisca e dá uma risadinha. Minha mãe tentando se fazer de malandra era muito engraçado. Ela me prefere ninfomaníaca a contar às amigas que tem uma filha lésbica. Vai entender esses valores cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Eu já tenho um negão de borracha! – e copio a piscada dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro fazer piadas que choquem os meus velhos. Se um dia eles caírem duros, podem me prender. Não me canso disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo Billie de volta à sala e pergunto o que terá de almoço, para ver se a situação volta à normalidade. Impossível. Nessa altura do campeonato, minha mãe está chorando na cozinha e meu pai, roxo, prestes a explodir. Olho para minha bela namorada e ela me olha de volta, em solidariedade. Eu adoro isso nela: não se envergonha por ser negra e mulher (por que o faria?) e ainda tem dó daqueles que a humilham por conviver mal com a aparência dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Chega desse teatrinho. A Billie é uma mulher maravilhosa, e nenhum de vocês sequer cogitou conhecê-la melhor. Se o fizessem, saberiam como she’s got soul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billie limpa a garganta, põe a mão sobre o peito, como se o coração lhe doesse, e canta “Strange Fruit”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/h4ZyuULy9zs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/h4ZyuULy9zs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus velhos infelizmente não entendiam a letra dessa música, um dos mais belos poemas em língua inglesa, mas se percebia que estavam profundamente comovidos. Também, se não estivessem, seria sinal de que haviam perdido toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Sinto muito, Billie. – disse minha mãe, limpando as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Já passou para o lado delas, é? Bem típico de você. – atacou meu pai – Eu só estou preocupado com o seu futuro, filha, e vocês me tratam como se eu fosse o vilão dessa história. Afinal, de que vocês duas pretendem viver? De alma, de música? Você precisa é de um homem que te sustente, que te pague um belo vestido e entradas na primeira fila do Carnegie Hall. Você não precisa se casar com essa daí para ouvir a música dela. É só ter dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― De fato, dinheiro é o melhor consolo para uma vida infeliz. Pode parecer ingênuo querer viver de poesia e amor, mas é o que eu mais quero agora. Talvez eu me estrepe daqui a uns anos. Mas, se abandonar isso antes mesmo de tentar, estarei me igualando a vocês, uns frustrados. Eu só tenho 20 anos, e vocês querem me condenar a uma vida de tédio! O tédio virá mais cedo ou mais tarde, já me ensinou Camus, mas enquanto ele não chegou, eu quero viver, viver e ouvir música até me acabar. Quando a juventude chegar ao fim e eu não suportar mais acordar de manhã, quando o melhor momento do meu dia for fazer compras no shopping, daí eu volto aqui e digo que vocês estavam certos, mas esse dia não é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Desde criança essa menina é assim, adora um discursinho emotivo. Vamos ver quanto tempo você vai aguentar, Billie. – resmungou meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Vamos, gente, sentem à mesa antes que o almoço esfrie – disse minha mãe – Você gosta de suflê de espinafre, Billie? Espero que sim, porque aqui em casa a gente é muito natureba, sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5993613774846375333?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5993613774846375333/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/minha-namorada.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5993613774846375333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5993613774846375333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/minha-namorada.html' title='Minha namorada'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-6718494678040511400</id><published>2009-11-30T01:32:00.003+01:00</published><updated>2010-02-02T04:48:23.880+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasileirão'/><title type='text'>Questões raciais, i barboni, jazz, punks em Veneza e um Power point</title><content type='html'>Haveria tudo isso no texto que eu tinha em mente para hoje. Mas aí as coisas aconteceram e os tênues laços entre esses elementos se desmancharam feito pele de bebê em ácido. Perda total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico sem ar quando relembro a rodada do Brasileirão deste domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-6718494678040511400?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/6718494678040511400/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/questoes-raciais-i-barboni-jazz-punks.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6718494678040511400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6718494678040511400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/questoes-raciais-i-barboni-jazz-punks.html' title='Questões raciais, i barboni, jazz, punks em Veneza e um Power point'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8711364224566179846</id><published>2009-11-29T07:57:00.004+01:00</published><updated>2010-02-02T04:44:59.051+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasileirão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>Verdão, você me envergonha, mas eu te amo!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ônibus do Palmeiras é apedrejado em emboscada na volta de Itu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Do UOL Esporte&lt;br /&gt;Em São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus com a delegação do Palmeiras sofreu neste sábado uma emboscada quando voltava da cidade de Itu, interior de São Paulo. Já em território paulistano, o veículo foi recebido com pedradas por cerca de 15 torcedores a paisana não identificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco palmeirense foi surpreendido pelos agressores na saída da rodovia Castelo Branco, na tarde deste sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os integrantes da delegação passam bem. Depois de ser atacado, o ônibus seguiu trajeto normal até a concentração alviverde. Ainda não se sabe se quem apedrejou o veículo do Palmeiras era de torcida organizada. A direção do clube não registrou Boletim de Ocorrência já que ninguém foi atingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Palmeiras se refugiou em Itu desde quarta-feira para se preparar melhor para a partida deste domingo contra o Atlético-MG, às 17h, no estádio Palestra Itália. As duas equipes brigam de forma direta por uma vaga na Libertadores do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 59 pontos, o Palmeiras tem remotas chances do título nacional e ocupa a quarta colocação do Campeonato Brasileiro. Já o Atlético-MG vem logo em seguida em quinto lugar com 56, e precisa da vitória para continuar na briga pela Copa Libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase do título deste post foi bastante usada por minha amiga Vanessa e eu, no ano passado, quando o Palmeiras, na época, campeão paulista, amarelou no final do Brasileirão e quase deixou escapar a vaga na Libertadores (isso soa familiar?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o Verde perder para o Grêmio na última rodada e matar minha derradeira esperança ao título, prometi a mim mesma que não acompanharia mais os jogos. Oras, sofri este ano todo e os jogadores não estão nem aí! Nesse aspecto, eu entendo o ato agressivo do Obina no último jogo. Eu não sou cachorro, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabem como torcedor é. Eu não consigo abandonar meu time! Continuarei acompanhando e sofrendo, não tenho escolha. Não dá para esperar racionalidade de um apaixonado. Por isso, gostaria de opinar que eu duvido que tenha sido um torcedor que atacou o ônibus do Palmeiras. Afinal, mesmo nos envergonhando, nós o amamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança no próximo jogo: Claiton Xavier está de volta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8711364224566179846?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8711364224566179846/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/verdao-voce-me-envergonha-mas-eu-te-amo.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8711364224566179846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8711364224566179846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/verdao-voce-me-envergonha-mas-eu-te-amo.html' title='Verdão, você me envergonha, mas eu te amo!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2435887552553846514</id><published>2009-11-27T18:29:00.002+01:00</published><updated>2010-02-02T04:45:37.299+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De Sica'/><title type='text'>Ela está de volta, a famigerada resenha de filme</title><content type='html'>Há dois anos, comecei a estudar italiano para conhecer a cultura dos meus antepassados. Uma pessoa não é uma ilha, certo? Ela é a soma de vários acontecimentos, e acredito que a origem influencia também de alguma forma. Além do autoconhecimento, eu cria que esse interesse me traria outros bônus, como a possibilidade de conhecer novos autores e músicos. O francês, por exemplo, me surpreendeu muito positivamente com Albert Camus, Jacques Prévert e Edith Piaf, mas o mesmo não ocorreu com o italiano. Eu já conhecia Umberto Ecco e Luigi Pirandelli – da música nem falo nada, detesto o estilo romântico –, só que nem um nem outro estão na lista dos meus favoritos. São bons e só. Agora, o cinema italiano foi uma verdadeira compensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci nos últimos meses Sergio Leone (“The good, the bad and the ugly”), Fellini (“La dolce vita”, “8 ½”), Bertolucci (“O último tango em Paris”) e, mais recentemente, De Sica. Ainda não vi o mais famoso dele, “Ladrões de bicicleta”, comecei por “Milagre em Milão”, que foi gravado na mesma época, isto é, em sua melhor fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma característica muito própria do cinema italiano: ele apresenta drama e comédia tão próximos que não é nem um nem outro, é uma terceira coisa diferente de todo o resto. Em “A vida é bela”, um dos filmes italianos que tiveram mais sucesso nos últimos anos, é possível ter uma noção de como isso acontece. A propósito, não li nada a respeito, mas me parece muito forte a referência desse filme a “Milagre em Milão”, porque os dois protagonistas têm uma filosofia de vida igual. O personagem principal deste último, Toto, também tem uma vida difícil e simplesmente ignora esse fato, tentando transformar a miséria em dádiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma brevíssima sinopse: Toto é um jovem que passou a infância em um orfanato. Sem emprego,ele vai morar em um terreno onde há vários barracos – parece uma pequena cidade de mendigos. Sempre otimista, ele torna-se amigo de todos e os ajuda com o que pode. (Pensei em descrevê-lo como ingênuo, mas agora vejo que esse não é o caso. Toto só é irremediavelmente altruísta.) Um dia, eles descobrem petróleo no lugar. Então, um milionário compra a propriedade e tenta expulsar os pobres de lá, só que esses contam com uma ajuda dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi lançado em 1951, quando a Guerra Fria estava em franca expansão, por isso, a disputa de classes aparece bastante clara: os mendigos contra o grande burguês (um gordão com cartola e casaco de pele – adoro um clichê!). Há diversas cenas memoráveis. Na primeira vez em que Mobbi (esse é o nome do burguês) visita a favela, ele quase borra nas calças quando se vê cercado por dezenas de esfomeados. Ele diz que todos têm cinco dedos e, portanto, são iguais, não há motivos para um odiar o outro. Alguns podem ter nariz pequeno, outros grande, mas “un naso è un naso”. Todos ficam convencidos, e ele sai de fininho. Mas não pensem que o povo é burro. O castigo do rico, pior do que a morte, é a humilhação, que não pode ser amenizada pelo dinheiro. Assistam e verão, é uma cena que arranca alguns risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a minha parte favorita é logo no começo. Tudo está coberto de neve, os mendigos precisam bater os pés para se esquentar. Então, aparece um pequeno feixe de sol. Todos correm para lá. É um prazer simples, gratuito e compartilhado. Quer coisa mais linda? Mas aí o sol desaparece – decepção - e reaparece em outro ponto. Um homem tenta chegar primeiro, para desfrutar sozinho do calor e a multidão grita atrás “olhe, que egoísta!”. É muito engraçado e ao mesmo tempo emocionante. É bem esse tom italiano que eu tentei definir acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e um motivo a mais para os nerds quererem assistir: o final de “ET”, de Spielberg, é baseado nesse filme. Como eu disse em um post passado, mesmo os blockbusters estão calcados nessas produções clássicas, pelo simples fato de que elas têm qualidade e não morrerão nunca. Mesmo que você se irrite com o preto e branco e não tenha paciência para filmes sem ação, não há como fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei muito tempo para procurar Fellini e De Sica, porque sempre me diziam que eram chatos e que não dava para entender nada. Grande idiotice, e pior fui eu de acreditar sem experimentar por mim mesma. O cinema hoje é muito mais conservador, ou melhor, careta do que há 50 anos. Isso nos deixou mal acostumados, sabe. Não conseguimos aceitar o surrealismo, sequer gostar de personagens que não sejam supergatos! São os filmes que são chatos ou nós que não suportamos ver coisas diferentes do que estamos acostumados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, então, o convite para ver “Miracolo a Milano”. Baixei o torrent &lt;a href="http://thepiratebay.org/torrent/4281078/Miracolo.a.Milano.1951.Vittorio.de.Sica.DvdRip.XviD.subs.eng.esp"&gt;aqui&lt;/a&gt;. O bom é que tem legenda em português. E, para finalizar, o trecho que eu descrevi como o meu favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u3D1zrWn6yw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u3D1zrWn6yw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2435887552553846514?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2435887552553846514/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/ela-esta-de-volta-famigerada-resenha-de.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2435887552553846514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2435887552553846514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/ela-esta-de-volta-famigerada-resenha-de.html' title='Ela está de volta, a famigerada resenha de filme'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-200124787126305344</id><published>2009-11-27T03:10:00.004+01:00</published><updated>2010-02-02T04:48:51.984+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Henriques Britto'/><title type='text'>Tudo isso para dizer que não tenho o que postar hoje (mas o poema, que não é meu, vale a pena)</title><content type='html'>Passei o dia inteiro sem fazer nada. O mais odioso é pensar que não é tão difícil passar uma vida inteira assim, sem ter feito nada. Basta ter um computador e internet, não precisa nem ser de banda larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase quebro o meu compromisso de postar diariamente. Não saí de casa, não aprendi coisa alguma, não tive qualquer conversa interessante. O que haveria, então, para lhes falar? Eu poderia imaginar algo, como nos velhos tempos. Não é o que fazem os excelentes escritores? Mas, lógico, não sou uma deles e não estou preparada para voltar à ficção ou à poesia. Depois de ter lido tanta coisa boa, me satisfaria com produções menores? Também elimino a possibilidade de falar de mim mesma, como se fosse o melhor tema do mundo. Não é. E humor estilo “Seinfield” é tão sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na adolescência, os que escrevem “mais bonito” na turma – o que, em geral, é sinônimo de “mais floreado” – costumam criar versozinhos sobre a dor de existir. E não é que aquelas besteiras lhes parecem geniais? A esse respeito, Paulo Henriques Britto, professor da PUC-RJ e ótimo poeta, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um pouco de Strauss&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escreva versos íntimos, sinceros,&lt;br /&gt;Como quem mete o dedo no nariz,&lt;br /&gt;Lá dentro não há nada que compense&lt;br /&gt;todo esse trabalho de perfuratriz,&lt;br /&gt;só muco e lero-lero.&lt;br /&gt;Não faça poesias melodiosas&lt;br /&gt;e frágeis como essas caixinhas de música&lt;br /&gt;que tocam a “Valsa do Imperador”.&lt;br /&gt;É sempre a mesma lenga-lenga estúpida,&lt;br /&gt;sentimental, melosa.&lt;br /&gt;Esquece o eu, esse negócio escroto&lt;br /&gt;e pegajoso, esse mal sem remédio&lt;br /&gt;que suga tudo e não dá nada em troca&lt;br /&gt;além de solidão e tédio:&lt;br /&gt;escreve pros outros.&lt;br /&gt;Mas se de tudo que há no vasto mundo&lt;br /&gt;só gostas mesmo é dessa coisa falsa&lt;br /&gt;que se disfarça fingindo se espressar,&lt;br /&gt;então enfia o dedo no nariz, bem fundo,&lt;br /&gt;e escreve, escreve até estourar! E tome valsa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-200124787126305344?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/200124787126305344/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/tudo-isso-para-dizer-que-nao-tenho-o.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/200124787126305344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/200124787126305344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/tudo-isso-para-dizer-que-nao-tenho-o.html' title='Tudo isso para dizer que não tenho o que postar hoje (mas o poema, que não é meu, vale a pena)'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-4961526075325500494</id><published>2009-11-26T03:50:00.002+01:00</published><updated>2010-02-02T04:47:44.955+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marina Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleição'/><title type='text'>Êta, banho-maria!</title><content type='html'>Para os não-introduzidos ao universo da culinária, banho-maria é quando você coloca o alimento em uma panela, e esta vai dentro de outra com água sobre o fogo. Como a comida não tem contato direto com a fonte de calor, o cozimento é mais lento. Esse método é bastante usado para derreter chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabe em quem você vai votar para presidente em 2010? Os partidos ainda não oficializaram seus pré-candidatos, mas as especulações já correm soltas. Saiu nesta semana um estudo sobre intenção de votos realizado pela Pesquisa CNT Sensus. No primeiro post deste blog, eu perguntava se o Mercadante teria chances, lembram? Naquela época, final de 2007, nem se ouvia falar de Dilma. Agora vamos ver como a pupila de Lula (recém-convertida para o PT) está se saindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que os candidatos fossem Serra, Dilma, Ciro e Marina, este seria ranking:&lt;br /&gt;José Serra: 31,8%;&lt;br /&gt;Dilma Rousseff: 21,7%;&lt;br /&gt;Ciro Gomes: 17,5%;&lt;br /&gt;Marina Silva 5,9% dos votos;&lt;br /&gt;Não decidiram: 23,2%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, olhem que engraçado. Quando os entrevistados puderam escolher espontaneamente seus candidatos, ficou assim:&lt;br /&gt;Lula: 18,1%;&lt;br /&gt;Serra: 8,7%;&lt;br /&gt;Dilma: 5,8%;&lt;br /&gt;Aécio Neves: 4,2%;&lt;br /&gt;Ciro Gomes: 2,6%;&lt;br /&gt;Heloísa Helena: 1,4%;&lt;br /&gt;Marina Silva: 0,7%;&lt;br /&gt;Geraldo Alckmin: 0,5%; (bem-feito, Opus Dei, tá na lanterna!)&lt;br /&gt;Não decidiram: 56,9%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o Lula, que já teve seus 7 anos de mandato, está mais em alta do que o resto da galera. Vai ficar todo mundo de recuperação, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os quatro primeiros possíveis candidatos (desses só o Ciro ainda é uma incógnita sobre lançar ou não candidatura – vamos fazer um bolão?), nenhum tem preferência da maioria absoluta. Isso pode indicar duas coisas totalmente diversas: equilíbrio de poder entre os candidatos ou disputa morna. Estou tentada a concluir que é a segunda opção. O povo não sabe em quem votar, porque não simpatiza com nenhum dos candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já abro o jogo de que eu sou fã da Marina Silva e, se ela não escorregar até outubro de 2010, é nela que votarei. É uma mulher forte e íntegra. Só receio que essa força não seja suficiente para que ela transforme suas ideias sensatas em ação, afinal, quem pode contra Sarney, Collor e cia? Se no Ministério do Meio Ambiente, a pressão já foi demais, imagine na presidência. Mesmo assim, não desistirei antes de lhe dar esse voto de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe que sinto saudades das eleições de 1998? Havia dois candidatos fortíssimos – Lula e FHC – em um cenário de crise da classe média. Isso daria um bom argumento para um ópera italiana! O candidato do PT ainda tinha aquela barbona preta e usava o discurso “abaixo a privatização!”. Era muito tenso. Eu morria de medo de o Brasil virar socialista. Embora não conhecesse essa palavra, entendia que poderia deixar de ganhar presente no Natal, e isso era o pior dos pesadelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acho o Lula até charmoso – um charme chulo, claro. Como disse uma amiga há vários meses, a umidificaçãozinha dessas eleições poderia, no máximo, ser o Aécio Neves. Mas sei lá, tenho medo de candidatos com boa aparência. Lembram-me o Collor, cujo carisma não trouxe qualquer benefício, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas falando no neto de Tancredo, sabia que foi ele que criou as polêmicas verbas indenizatórias? Na verdade, não acho a ideia em si ruim, mas como se coloca assim o queijo sobre o chão sem vigiar o rato? É irresponsável não tornar transparente a prestação de contas dos excelentíssimos deputados (&lt;a href="http://www.aecioblog.com/noticias/Mjkx-A+verdade+sobre+a+Verba+Indenizatoria.html"&gt;veja a resposta do bofe&lt;/a&gt;). Por isso, apoio a luta da Folha de S. Paulo pela divulgação desses dados. Depois ainda dizem que os jornais não têm mais razão de existir. Conto com eles não só para fiscalizar, mas também para que as próximas eleições esquentem, porque, se depender dos candidatos, o almoço será servido frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Vai cair na boca do povo: na Síria, eles usam o termo “vitamina uau” como sinônimo para dinheiro (aprendi na National Geographic). Como diz Simão, mais direto impossível!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-4961526075325500494?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/4961526075325500494/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/eta-banho-maria.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4961526075325500494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4961526075325500494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/eta-banho-maria.html' title='Êta, banho-maria!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-6254251225113902151</id><published>2009-11-25T02:00:00.003+01:00</published><updated>2010-02-02T04:50:16.597+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dalton Trevisan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biblioteca'/><title type='text'>Para sair desta modorra</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Mas já foi a primeira, agora deve ficar mais fácil. Para tentar reverter esta situação, a mistificação do ato de escrever, pensei que o melhor remédio seria publicar diariamente. (Uma rápida observação: uma professora me disse algo tão óbvio que me espantou nunca ter observado isto – publicar é tornar público, logo, sair da esfera privada. Na minha cabeça, agora, não consigo desvincular esse ato do de fazer política.) Então esta será a primeira tentativa, em dois anos de blog, de uma postagem diária. Vamos ver no que dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei esta tarde na Biblioteca Pública do Paraná, meu abrigo favorito neste calorzão de Curitiba – para você ver que as melhores coisas da vida são de graça. Lá li uns textos sobre alteridade que me inspiraram muito, principalmente o de Godelier. O bendito é tão enrolado que duvido que ele próprio soubesse aonde queria chegar. Desconfio que ele investigava se era possível distinguir representações ideológicas (legitimadoras) das não-ideológicas (organizadoras). A resposta: não é possível. Preciso contar isso a ele, aposto que ficará muito agradecido a mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa mãozinha do meu amigo Godelier, concluí que a Sociologia é uma ciência que pega coisas simples do cotidiano e algumas conclusões instintivas (aquele tipo de divagação que passa pela cabeça de todo mundo – por exemplo: existe um mundo independente e externo a mim ou eu o criei? Esse é o primeiro passo para se estudar a alteridade) e as transforma em um emaranhado de conceitos complexos. Não acho que isso seja um ponto negativo para a Sociologia; pelo contrário, é sua melhor qualidade. Eu mesma adoro complicar as coisas, porque isso as torna mais bonitas na maioria dos casos (Dalton, Quintana e cia são exceções). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Se alguns caras podem complicar em cima do óbvio, eu também posso. Vamos brincar de fazer Sociologia! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro passo: encontrar um tema. Fácil, eu estava dentro dele, este universo chamado Biblioteca Pública do Paraná. Agora um enfoque, ou melhor, um problema de pesquisa. Ah, esse só veio em um momento de profunda reflexão. Enquanto eu mijava dentro do meu tema, pensei “Puta que pariu, este é o banheiro público mais limpo que já vi!”. Depois baixei minha bola “Tá, os de alguns shoppings estão no mesmo nível”. Mas tive uma nova onda de empolgação quando encontrei papel higiênico, sabonete líquido e papel-toalha “Não, definitivamente, este é limpo demais até para o parâmetro da BPP. Eu sei o que digo, mano, já mijei no primeiro andar”. Então, eu investigarei: por que o banheiro feminino do terceiro andar da BPP é tão limpo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipóteses. 1) é o andar menos movimentado; 2) as pessoas passam menos tempo no terceiro andar, por isso, usam menos o banheiro; 3) quem entra na biblioteca com dor de barriga não tem tempo para subir até o terceiro andar, usa o do primeiro mesmo; 4) as funcionárias fizeram um pacto de que lá é um santuário que não poderia ser usado, apenas contemplado. E tantas outras coisas que um cérebro doentio poderia criar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, é óbvio que os andares mais movimentados são, em primeiro lugar, o térreo (todos têm que passar por lá) e, logo depois, o segundo, onde ficam a gibiteca, a sala de ciências humanas e jurídicas (a maioria dos livros de autoajuda está lá também), os tabuleiros de xadrez e os jornais locais. Só em última posição no quesito popularidade, temos o terceiro andar. Não sei por quê. Lá ficam as revistas, os jornais de outros estados e a sala de ciências exatas e biológicas (paraíso dos nerds). Vai ver é preguiça de subir dois lances de escada ou impaciência de esperar o elevador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos acima que a primeira hipótese é verdadeira, mas ela não explica ainda toda a situação. Mesmo sendo o menos movimentado, contei cerca de 40 pessoas no terceiro andar, fora as que só estiveram de passagem. Esse número chutado já exclui de cara a hipótese 2. Percebi que, como os jornais e as revistas não podem ser emprestados, os freqüentadores do terceiro andar passam bastante tempo lá. Alguns, como eu, até a tarde inteira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira hipótese é autoevidente, não tem porque esmiuçar a merda alheia. Mas, e se a pessoa só começa a ter dor de barriga depois que já está no terceiro andar? Daí lógico que ela vai usar o banheiro de lá. Mas vamos pular essa questão que eu confesso que não consigo encaixá-la bem no meu estudo sociológico. Pulemos a quarta também. (Se Sociologia fosse assim, tava fácil, hein.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanta divagação, resolvi partir para uma pesquisa quantitativa. Não dá para ficar só no achismo, não é mesmo? Olhei ao redor e contei: 26 pessoas na sala de periódicos. Uma característica era gritante: desses, apenas 5 eram mulheres, contando aquela que vos fala. Corri para a sala de ciências exatas e biológicas: 15 pessoas, das quais 4 era mulheres. Bingo! A velha divisão de gêneros explica tudo. Havia pouquíssimas mulheres, logo, o banheiro era pouco usado. No casa da sala de periódicos, quase todos eram homens aposentados. Precisa dizer mais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou contar uma historinha para isto aqui ficar bem lindo. Os homens se aposentam e não sabem o que fazer da vida, ficam em casa enchendo o saco da mulher. Engraçado que esta se aposenta e, ainda assim, não fica à toa como o homem. As brigas começam e logo se tornam insuportáveis. Como nenhum dos dois quer acabar um casamento de 40 anos, já que eles não têm mais beleza para conseguir um parceiro interessante, um dos dois tem que sair. A mulher está de boa em casa, lê, assiste “Vale a pena ver de novo”, assa um bolo, conversa com os filhos no MSN, faz as tarefas do curso de italiano. Quem está sobrando lá é o homem, o aporrinhador, então ele que se retire. Lugar para ficar de graça hoje em dia é difícil, mas a BPP é uma excelente opção. Lá eles podem ler os quadrinhos de jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns senhores que eu ainda não consegui decifrar. Eles pegam todas as boas revistas (Caros amigos, Le monde diplomatique, National Geographic, piauí etc.), fazem uma pilha do lado deles para ninguém chegar perto e folheiam raivosamente cada uma das publicações, sem se ater às palavras nem às imagens. Taí, Godelier, vem decifrar essa que a dos banheiros eu já respondi em dois toques. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarecimentos: o post de algumas semanas atrás sobre futilidades foi uma grande piada que todos levaram a sério. Puxa, fiquei duplamente triste, porque vocês realmente acharam que eu pensaria coisas daquele nível e porque devo ter perdido a mão para o humor. Por isso, vou fazer algo contra os meus princípios desta vez – explicar a piada – a fim de não ser mal interpretada de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho nada contra Sociologia. Nem tudo lá é complexo. Se às vezes o parece, é porque não estamos habituados a abstrair, habilidade essa fundamental à condição humana. Mas também pode acontecer de alguns autores, mesmo sendo bons pensadores,não terem lá muito talento para escrever. Antes que perguntem, Godelier é ANTROPÓLOGO, aliás, um dos mais famosos na contemporaneidade. É tão divertido satirizar gente fodona gratuitamente. Ah, e isso de conflitos pós-aposentadoria é uma situação da qual várias colegas minhas de italiano, senhoras de meia idade, já reclamaram. Por isso, acredito que seja, sim, um fato social que mereça ser abordado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;br /&gt;Fato do dia (de ante-anteontem): Saiu o novo livro do Dalton, “Pavões e Violetas”. Ok, isso já faz mais de um mês, mas, nas últimas semanas, estive tão alienada que mesmo um lançamento do meu contista favorito passou despercebido. Parece que ele deixou um pouco de lado o estilo ultraeconômico. Uma pena, essa era uma das coisas de que eu mais gostava nele... Para ser sincera, estou com medo de não gostar daqui em diante. Impossível, “Uma vela para Dario” acaso é ruim? Absolutamente. By the way, meu aniversário está chegando e a Livraria do Chain dá 10% de desconto para estudantes. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-6254251225113902151?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/6254251225113902151/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/para-sair-desta-modorra.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6254251225113902151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6254251225113902151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/para-sair-desta-modorra.html' title='Para sair desta modorra'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2239920761682928371</id><published>2009-11-08T03:14:00.002+01:00</published><updated>2010-02-02T04:51:30.896+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><title type='text'>PLANTÃO URGENTE</title><content type='html'>Deu no Estadão agora há pouco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uniban expulsa aluna assediada por usar vestido curto em aula&lt;/span&gt;&lt;div id="c"&gt;&lt;p&gt;Universidade diz que atitude provocativa da aluna resultou em reação coletiva de defesa do ambiente escolar&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="grupoC2"&gt;&lt;p class="fonte"&gt;estadao.com.br      &lt;/p&gt;&lt;script&gt;Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")&lt;/script&gt; &lt;/div&gt;&lt;div id="corpoNoticia"&gt;SÃO PAULO - A Universidade Bandeirante informou em anúncio publicado em jornais paulistas neste domingo, 8, que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda de seu quadro discente. A estudante do curso de Turismo sofreu assédio coletivo no último dia 22 de outubro por ir ao campus de São Bernardo do Campo da faculdade com um vestido curto. O episódio ganhou repercussão na internet após vídeos do tumulto serem postados no 'You Tube'.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;No anúncio publicitário, entitulado ' A educação se faz com atitude e não com complacência' a universidade diz que tomou a decisão após uma sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados. Para a Uniban, Geisy provocou os colegas ao fazer um percurso maior que o habitual, desrespeitando princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universidade afirma ainda que foi constatado que "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar". Ainda assim, o conselho superior declarou na nota que suspendeu temporariamente os alunos envolvidos e identificados no incidente. A Uniban também criticou o comportamento da imprensa na cobertura do caso. Segundo a universidade, a mídia perdeu a oportunidade de contribuir para um debate 'sério e equilibrado' sobra ética, juventude e universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as cenas e os depoimentos de presentes, o tumulto começou quando a aluna subia por uma rampa até o terceiro andar e os alunos começaram a gritar. Ela ficou trancada em uma sala e, com a ajuda de um professor e colegas, chamou a polícia, que a escoltou até a saída da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a estudante, &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,perdi-a-dignidade-diz-estudante-humilhada-em-universidade,458646,0.htm"&gt;&lt;strong&gt;em entrevista concedida ao estadao.com.br no último dia 30&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, o episódio começou "como uma grande brincadeira". Vestida para uma festa que iria naquele noite, ela conta que no início arrancou muitos elogios com seu visual, mas a situação aos poucos inverteu. No intervalo das aulas, um "verdadeiro coral ridículo de gritos de puta" a acompanhou até que deixasse o prédio. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2239920761682928371?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2239920761682928371/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/plantao-urgente.html#comment-form' title='3 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2239920761682928371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2239920761682928371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/11/plantao-urgente.html' title='PLANTÃO URGENTE'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-1068716242287022496</id><published>2009-10-27T01:04:00.006+01:00</published><updated>2010-02-02T04:52:12.167+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='layout'/><title type='text'>Gênio pensando</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SuY6deqJ46I/AAAAAAAAAc0/FbazFkdpasc/s1600-h/mulher+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SuY6deqJ46I/AAAAAAAAAc0/FbazFkdpasc/s400/mulher+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397065481570608034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Faltam exatamente 13 dias para o prazo final de entrega da monografia. Minha cabeça ferve de ideias para a temporada 2010 de dov'è il latte?, mas agora preciso investir todas as minhas energias nesse projeto. Como me sinto mal de deixar este blog às moscas, vim me justificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e um aperitivo: acima a imagem que eu bolei para uma matéria sobre os 60 anos de "O segundo sexo", estudos de gênero etc. Lógico que eu me baseei em um tutorial, mas para quem nunca tinha nem tirado olho vermelho das pessoas no photoshop isso foi uma feito e tanto. Após a apresentação da banca, eu posto também as matérias que escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contagem regressiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-1068716242287022496?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/1068716242287022496/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/10/genio-pensando.html#comment-form' title='5 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1068716242287022496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1068716242287022496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/10/genio-pensando.html' title='Gênio pensando'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SuY6deqJ46I/AAAAAAAAAc0/FbazFkdpasc/s72-c/mulher+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7152216400109149371</id><published>2009-10-04T04:35:00.002+02:00</published><updated>2010-02-02T04:53:06.642+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='culpa'/><title type='text'>Mea culpa</title><content type='html'>Há cerca de um mês, li um artigo na Mais! que me chamou bastante a atenção. Chamava-se “Sonhos do avesso” e fora escrito pela psicanalista Maria Rita Kehl. A maior qualidade do texto, na minha opinião, é mostrar algo tão óbvio, mas que eu nunca havia lido nas páginas de um jornal. No começo, a autora dá uma boa enrolada, por isso (e também porque não tenho saco para digitar tanto) vou transcrever apenas a partir de quando ela entra no assunto central, a crise do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se Freud fundou a psicanálise ao vislumbrar, no horizonte de sua época, as razões da insatisfação histérica, é nossa vez de tentar escutar o que mudou desde então, à medida que a norma produtiva/repressiva foi sendo substituída pela norma do gozo e do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguns sintomas, na atualidade, têm se tornado mais frequentes e mais incômodos do que as formas consagradas das neuroses e das psicoses no século passado. Hoje as drogadições, os transtornos alimentares, os quadros delinquenciais e as depressões graves desafiam os analistas a repensar a subjetividade. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se o homem contemporâneo sofre do que [o psicanalista francês] Charles Melman chamou de falta de um centro de gravidade, é porque as referências tradicionais - Deus, pátria, família, trabalho, pai - pulverizaram-se em milhares de referências optativas, para uso privado do freguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O 'self-made man' dos primórdios do capitalismo deixou de ser o trabalhador esforçado e econômico para se tornar o gestor de seu próprio 'perfil do consumidor' a partir de modelos em oferta no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cada um tem o direito e o dever de compor a seu gosto um capo próprio de referências, de estilo, de ideais. Aparentemente, não devemos mais nada ao pai e ao grupo social a que pertencemos, dos quais imaginamos prescindir para saber quem somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este aparente apagamento da dívida simbólica não nos tornou menos culpados; ao contrário: hoje escutamos pessoas que se dizem culpadas de tudo. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A antiga donzela angustiada com as manifestações involuntárias de sua sexualidade reprimida - lembrem-se de que Freud relacionou o tabu da virgindade e a moral sexual entre as causas do mal-estar, no início do século 20 - hoje se sente culpada por não usufruir tanto do sexo, das dorgas e do 'rock and funk' quanto deveria. O obsessivo escrupuloso, acossado por fantasias perversas, agora se queixa de seu bom comportamento: queria ser um predador sem escrúpulos, eliminar os rivais, abusar sem pudor das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As pessoas vivem culpadas por não conseguirem gozar tanto quanto lhes é exigido. Culpadas por não alcançar o sucesso e a popularidade instantâneos, por perderem tempo em sessões de análise - culpados por sofrer. O sofrimento não tem mais o prestígio que lhe conferia o cristianismo. Sofrer não redime a dívida; ao contrário, reduplica os juros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti de copiar até o final, mas basicamente a psicanalista segue dando exemplos de como as pessoas tentam otimizar a vida delas para obter o máximo de prazer, desconsiderando que a dor também faz parte da existência. Depois, quando sentem a sensação de vazio ou frustração, sequer têm como culpar algum sistema opressivo, porque tudo foi resultado de escolhas próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser ler a versão completa, está disponível em &lt;a href="http://www.folha.com.br/digital"&gt;http://www.folha.com.br/digital&lt;/a&gt;, edição de 06 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu deveria fazer um comentário sobre o artigo ou, no mínimo, justificar o porquê de algumas partes dele estarem aqui, né? Sei lá. Talvez até houvesse uma intenção inicial nesse post, mas desanimei. Acho que só gostaria de mostrar que não estamos sozinhos nesse sentimento de culpa que nos persegue. Como se libertar dele? A esperta autora não conta no texto. Quem quiser saber vai ter que gastar uma nota preta com sessões de análise - e sem garantia de ter uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse assunto me trouxe à cabeça uma imagem. Há um momento logo no início da missa no qual os fiéis pensam nos pecados cometidos, o padre faz uma oração que todos repetem em coro. É assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento toca uma musica bonita e a gente tem vontade de chorar de tão pesado que o coração fica. Mas quando tudo acaba dá um alívio tão grande que você se sente um recém-nascido, pronto para trilhar um caminho de glória. Bem, isso é o que acontece com um católico que está realmente envolvido por sua crença. Se não for assim, você fica entediado com o blablablá do padre e consulta o relógio umas vinte vezes antes da bênção final, volta para casa com a culpa ainda latejando no peito, se farta no almoço de domingo, passa a tarde toda dormindo e vai dormir com a sensação de que não está vivendo sua vida como deveria. "La vida es dura", já disse o sábio Selton Mello em "O cheiro do ralo". Aliás, esse é um excelente filme, que traduz perfeitamente a bobagem que se é viver hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem conseguir pensar mais nada pela própria cabeça - ô, diazinho! -, encerro com um belo (porém, nada original) "good night, and good luck".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7152216400109149371?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7152216400109149371/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/10/mea-culpa.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7152216400109149371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7152216400109149371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/10/mea-culpa.html' title='Mea culpa'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7106900588215066526</id><published>2009-09-22T00:41:00.017+02:00</published><updated>2010-02-02T04:53:43.037+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>1,80m, 50kg, gordinha de nascença</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para as mulheres magras e penso se elas são mais felizes do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgCe-9doWI/AAAAAAAAAbs/kc4I-WbKNNk/s1600-h/anorexica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384056085841551714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 365px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgCe-9doWI/AAAAAAAAAbs/kc4I-WbKNNk/s400/anorexica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o inverno terminar, tudo ficará bem. As garotas pararão de usar essas horrorosas botas por fora da calça. Só espero que não voltem a usar aquele tipo tijolo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não fosse por esse desvio estético, Curitiba seria uma cidade bem agradável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Para você que não entendeu lhufas, a primeira foto logo abaixo é da bota tosca por fora da calça e a segunda da tijolo.)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgDR4eUmuI/AAAAAAAAAb0/ec_K2juk7k8/s1600-h/bota1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384056960273652450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgDR4eUmuI/AAAAAAAAAb0/ec_K2juk7k8/s400/bota1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgDdVfx-7I/AAAAAAAAAb8/cHhpZdX-UQs/s1600-h/bota2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384057157042961330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 204px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgDdVfx-7I/AAAAAAAAAb8/cHhpZdX-UQs/s400/bota2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de observar as roupas das pessoas que estudam em universidades públicas. Me vem à cabeça a imagem de uma grande orgia: tão horríveis pecados num só lugar. Me dá até um arrepio pelo prazer ilícito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das recordações mais felizes da minha adolescência foi a abertura da Opera Rock na minha cidade. Me maravilhei com os micro-shorts e as camisetas chiquérrimas com rendas, fitas de cetim, xadrezinhos caipiras e Nossa Senhora do Guadalupe cercada de strass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vejo que era muito imatura. Aprendi a valorizar a simplicidade e o comedimento: só uso terninhos Channel. &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384064072658177266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgJv4K7zPI/AAAAAAAAAck/1rsWCv4v5Ww/s400/channel.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;(Aliás, essa aí na foto sou eu em um trabalho que realizei para a marca. Vantagens de cliente VIP, sabe como é...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe me chamou de muquirana só porque eu disse num jantar de família que é um absurdo pagar R$ 1,2 mil em um Yorkshire Terrier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgICGgSNyI/AAAAAAAAAcU/tbcMRTHOTpA/s1600-h/yorkshire.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384062186720212770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 387px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgICGgSNyI/AAAAAAAAAcU/tbcMRTHOTpA/s400/yorkshire.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Oras, se gastar apenas R$ 1,3 mil a mais, você já compra um buldogue inglês, que é no mínimo cinco vezes maior. Pode fazer as contas, a matemática está ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgIWvaonrI/AAAAAAAAAcc/34mvX0NfDzY/s1600-h/buldogue.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384062541299752626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgIWvaonrI/AAAAAAAAAcc/34mvX0NfDzY/s400/buldogue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquete: Quem te viu, quem te vê (ou teu presente te condena)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTES&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgHYrS7C6I/AAAAAAAAAcE/74JgWj2XFwQ/s1600-h/jovem.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384061475041774498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgHYrS7C6I/AAAAAAAAAcE/74JgWj2XFwQ/s400/jovem.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;DEPOIS&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgHlQisMbI/AAAAAAAAAcM/WIgxt-wIJqE/s1600-h/velha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384061691198452146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgHlQisMbI/AAAAAAAAAcM/WIgxt-wIJqE/s400/velha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Vera Fischer ainda é uma musa? Ou o mau uso da água oxigenada, do bronzeamento artificial e do botox consegue apagar as glórias do passado?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7106900588215066526?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7106900588215066526/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/09/180-50kg-gordinha-de-nascenca.html#comment-form' title='16 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7106900588215066526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7106900588215066526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/09/180-50kg-gordinha-de-nascenca.html' title='1,80m, 50kg, gordinha de nascença'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SrgCe-9doWI/AAAAAAAAAbs/kc4I-WbKNNk/s72-c/anorexica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-865659759917801037</id><published>2009-09-11T18:16:00.005+02:00</published><updated>2010-02-23T05:55:20.424+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computador'/><title type='text'>Nomes de filhos hipotéticos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sqp6AhaCRQI/AAAAAAAAAbk/9da1DmTsT4c/s1600-h/criancaderua.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 380px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sqp6AhaCRQI/AAAAAAAAAbk/9da1DmTsT4c/s400/criancaderua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380246854233638146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sqp56N9KGbI/AAAAAAAAAbc/Mo3OiFCo5B4/s1600-h/lixo-eletronico-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sqp56N9KGbI/AAAAAAAAAbc/Mo3OiFCo5B4/s400/lixo-eletronico-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380246745933027762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Não pude evitar a comparação - triste.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse final de semana finalmente comprei um notebook novo. Não que o antigo estivesse tão ruim assim. Ele tinha seis anos de uso, um processador Celeron cheio das vontades, um 1Gb de espaço livre no HD e 256Mb de memória RAM, mas como eu só usava Word, Paciência Spider, Windows Live Messenger e Google Chrome, dava conta do recado. Tive que o trocar, porque preciso de mais espaço e memória, já que no próximo mês estarei diagramando uma revista para o meu trabalho de conclusão de curso. Bem, espero que haja uma revista para ser diagramada – nem comecei a fazê-la ainda –, mas isso já é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, não houvesse essa revista na minha vida, ainda estaria com o velho companheiro Glorfindel. Esse era o nome do meu notebook antigo. Comprei-o em 2003, quando “Senhor dos Anéis” e as demais obras do Tolkien, principalmente “Silmarillion”, eram o que havia de melhor na minha vidinha adolescente. Bom ano aquele, quando havia tempo demais para fazer qualquer coisa. Pena que, quando se é adolescente, nunca passa pela cabeça que esse tempo deve ser bem aproveitado. O futuro só os adultos sabem como é: todo dia atolado em atividades pouco prazerosas e, se não a realizarmos, tornamo-nos vagabundos que não vivem às custas dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, passar tardes inteiras ouvindo Bach e Sarah Brightman foi uma época que de alguma forma deixa saudades. Ah, sim, e também havia o motivo que ajudou a convencer meu pai a me dar o computador de aniversário – afinal, é um presente beeem caro, totalmente fora dos nossos padrões –: eu estava escrevendo um livro. O argumento era que eu precisava de uma ferramenta de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, o livro não saiu. A cada mês que passava, eu ficava um pouco mais madura e via que, embora minha escrita melhorava, eu sempre estava bem abaixo dos grandes escritores. Há tantos livros no mundo, se for para escrever um mediano, melhor nem fazê-lo. Aos 16 anos percebi isso, deixei meu projeto de lado e decidi estudar com afinco para o vestibular. Assim, eu faria uma graduação, teria um emprego convencional e deixava esse negócio de ser artista de lado. Não tenho afinidade com a boemia mesmo, acho que nunca daria certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, Glorfindel continuou sempre ao meu lado. Eu passava as madrugadas com ele, digitando meu finado livro ou simplesmente aprofundando amizades pelo ICQ. Esta foi uma maravilhosa descoberta na internet: a facilidade em se criar intimidade com pessoas que eu encontrava com frequência, mas com as quais nunca conseguia estabelecer uma conversa franca (sim, sou tímida). Ah, também criei um blog na época – meu primeiro – em que eu contava histórias sobre elfos ébrios e gays. E de alguma forma eu mesma acreditava nelas. Eu não as criava, elas existiam desde sempre e se desenrolavam diante de meus olhos. Eu só tinha o trabalho de descrever o que havia presenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de Glorfindel, bom elfo e bom computador. Atualmente lhe falta uma tecla (o M quebrou) e outras, como o E, emperram de vez em quando. Mas a sua cor cinza opaca se mantém bonita como no dia em que eu fui buscá-lo na loja. Fora a indicação das letras nas teclas, agredidas diariamente pelos meus dedos furiosos e lambuzados de comida, nada desbotou. Odeio esses computadores atuais com cores metálicas que em menos de um ano estão riscados e descoloridos. O computador que uso agora é assim. Vamos ver quanto tempo vai levar para eu começar a reclamar dele. Mas não importa, vai ter que durar pelo menos mais seis anos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, este computador ainda é um estranho para mim. Eu venho o tratando simplesmente como “o computador novo”. Mas, há pouco, me ocorreu que deixei o bichinho sem nome. Algo que estará tão presente nos meus feitos mais importantes – escrever, óbvio: é esse meu trabalho – não pode ser mero instrumento. Está na hora de criarmos um vínculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O batizado ocorreu nesta manhã. Enquanto eu tomava café, ruminava nomes. Primeiro me ocorreram nomenclaturas élficas, mas logo vi que essas não funcionam mais. Embora eu mantenha meu pseudônimo Sularien (por hábito e por um vago apego ao passado), essa não é mais a essência de meu modo de vida atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei depois em Rhett, o personagem principal do meu filme favorito, mas também não daria certo. Esse nome remete a um homem sensual, com o peito forte e moreno como o de um pirata e, na cara, estampado o sorriso de um cafajeste. Tenho para mim que um computador é mais um amigo gay do que um amante fogoso, por isso descartei o Rhett e qualquer outro nome que me lembrasse Johnny Depp. Então, vieram-me à mente nomes de escritores que eu admirava. Péssima ideia, pois eu conviveria com a vergonha de ser uma medíocre. O resultado a que cheguei foi um meio termo: Antônio Cândido. Havia um Antônio Cândido entre os intelectuais brasileiros, mas como nunca li nada escrito por ele (não me orgulho disso), o nome não me remete a tal figura e não aviva meu complexo de inferioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis ter uns quatro ou cinco filhos, por isso, há alguns anos venho pensando nos nomes deles. (Ora, nome é coisa séria, a pessoa depois o carregará pela vida toda, não pode ser dado ao léu.) Havia escolhido que Antônio Cândido seria o meu segundo filho homem. Embora não goste de nomes duplos, acho esse bastante harmonioso. Combina um nome forte com outro mais delicado, sugerindo uma personalidade complexa – nem uma coisa nem outra, as duas ao mesmo tempo. Gosto em especial do segundo nome, por causa do romance de Voltaire. Nessa obra, o dr. Pangloss é a figura mais interessante, claro, mas Cândido em sua ingenuidade burra tem algo de muito comovente. Fora isso, adoro o apelido Tonico. Passei horas imaginando como seria chamar “Toniiiico, larga esse livro e vem almoçar, moleque!”. Sim, porque Tonico seria muito nerd, como todos os meus outros filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje penso diferente. Enfim compreendi que os pais não conseguem pré-definir a personalidade dos filhos (e nem têm esse direito). Depois tive a decepção de que meu namorado acha o nome Antônio Cândido muito feio. Por fim, decidi há alguns meses que não terei nenhum filho. Como também acho de péssimo gosto nomear animais como gente, não teria uma pessoa a quem dar esse nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão de não deixar o legado de minha miséria foi bastante racional. Meu futuro salário não conseguiria alimentar tantas bocas e, trabalhando feito uma louca, não conseguiria criá-los direito. É horrível quando crianças gostam mais da babá ou da avó do que dos próprios pais – e isso tem acontecido aos montes. Mulheres, uma coisa é fato: é impossível ser sexy, inteligente, ter uma carreira de sucesso e ser mãe, tudo ao mesmo tempo. Se não quiserem ter filhos revoltados ou serem profissionais frustradas, pensem direito em quais são suas prioridades ou escolham um marido disposto a assumir as obrigações domésticas – existirá algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a vida segue, mas dá uma tristeza pensar que o Antônio Cândido que eu havia imaginado nunca existirá. Mas já está decidido. Eu não teria um bebê só para satisfazer o capricho de ver uma parte bonitinha de mim usando o nome e as roupinhas que eu cuidadosamente escolhi. Isso seria brincar de boneca depois dos 20 anos, né. O pior é que eu imagino que essa é a motivação da maioria das pessoas para ter filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria alguma mais digna para se gerar um novo ser? Ter um suporte na velhice, ter alguém para amar, querer dedicar-se em cuidar de alguém mais frágil? São todos motivos no fundo egoístas. E, mesmo se fossem legítimos, há sempre pessoas abandonadas que precisam de quem zele por elas. Para que colocar mais gente no mundo? Gosto da frase do meu professor de economia: “ter filhos sem ter condições de criá-los é uma forma de depredar o mundo”. Tanta gente faz isso que eu acredito que aqueles que têm uma noção desse problema têm a obrigação de trabalhar para repará-lo. É preciso pensar global para garantir o nosso próprio bem-estar. Para quem convive comigo deve estar saturado desse discursinho, mas não consigo ver uma saída diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao tema central deste post, só queria contar que agora tenho um notebook que se chama Antônio Cândido. Agora vejo que poderia ter feito este post em duas linhas, como acabo de fazer, mas isso seria tão mais chato, não é? Quanto ao Glorfindel, ele está no meu guarda-roupa, e não sei que destino dar a ele. Com uma tecla a menos, acho que não consigo revendê-lo. O que devo fazer para não contribuir para o aumento do lixo no mundo? Mesmo porque Glorfindel não pode, simplesmente porque Antônio Cândido chegou, ser automaticamente transformado em sucata. Esse negócio de lixo eletrônico vai dar muita dor de cabeça, já estou até vendo... Gostaria de um dia ser informada de que já existem opções de reciclar 100%. Alguém pode me dar essa boa notícia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fada do Siso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Tendo sempre um guarda-chuva na bolsa.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compre objetos bons (PC, roupas, panelas etc.) e os mantenha por vários anos. Só os descarte quando realmente não puderem mais ser usados. É importante aprender que quase nunca precisamos de um novo.  É só impulso consumista. Penso nisso quando passo na frente de vitrines multicoloridas, e geralmente me ajuda a não comprar algo de que não preciso. Lixo a menos, tanto melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-865659759917801037?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/865659759917801037/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/09/nomes-de-filhos-hipoteticos.html#comment-form' title='6 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/865659759917801037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/865659759917801037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/09/nomes-de-filhos-hipoteticos.html' title='Nomes de filhos hipotéticos'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sqp6AhaCRQI/AAAAAAAAAbk/9da1DmTsT4c/s72-c/criancaderua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2307512698170740145</id><published>2009-08-25T04:19:00.001+02:00</published><updated>2010-02-02T04:55:46.067+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boxe'/><title type='text'>É tudo uma questão de músculos</title><content type='html'>(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que tem de almoço, mãe?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Músculo. E nem precisa fazer essa cara, menina!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não comia mesmo. Por mais beatinha que fosse quando criança e adolescente, sempre dizia “não” para esse alimento, desprezando o trabalho de minha pobre mãe – já acostumada com tanta ingratidão filial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só adulta colhi o vento que plantei. Hoje, conhecendo o almoço de segunda-feira do RU, tudo o que minha mãe cozinha é um banquete. (Se bem que, após a greve dos servidores da UF**, qualquer comida insossa que me forneça nutrientes é ingerida com gosto se custar R$ 1,30 ou menos.) Além disso, aprendi nesses programas de culinária apresentados por chefs estrangeiros boa-pinta que o músculo é um alimento com alto custo-benefício: barato, rico em proteína e com baixo teor de gordura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é lei: carne de panela tem que ser músculo. Lambo os dedos quando descubro que essa iguaria borbulha em caldo para ser servida no almoço. Se vier acompanhada de batata e cenoura cortadas em grossos pedaços, caio de joelhos, rendida a tanta gostosura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse preâmbulo me ocorreu, porque pretendia falar do campeonato de luta (FC) a que assisti ontem. A relação entre um e outro é simples. Sob tantas tatuagens e peles suadas, lá estavam eles: músculos e mais músculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que perguntem, fui parar nesse evento graças ao Jornalismo. É nessas horas, quando ele me dá a oportunidade de conhecer novos universos e conversar com pessoas que eu nunca encontraria nos lugares que freqüento, que me reconcilio com ele. (Vamos ver até quando essa trégua vai durar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleno domingão à tarde, lá estava eu no meio dos musculosos, tentando me camuflar na plateia. Se eu tivesse deixado os óculos em casa talvez tivesse conseguido. Pensando melhor, as minhas caretas de horror cada vez que um quebrava o nariz do outro iriam me denunciar mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os golpes mais violentos eram os que mais estimulavam o público a urrar e torcer. Ingenuamente, pensei que o objetivo de um campeonato de artes marciais era ver qualidade técnica – chutes que exigem abertura total, sequência de socos que mal podem ser vistos, essa coisa toda. Agora, homens cuspindo sangue ou caindo inconscientes me causam uma sensação semelhante à das cenas críticas de filmes épicos, quando a gente se segura para não cair no choro. Contudo, não foi bem o fato de as pessoas reagirem tão diferente de mim que me espantou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a treinar karatê por alguns meses. Gostava bastante. Acho fantástico você superar seus limites e ir visivelmente evoluindo semana após semana. O que eu não entendi ao acompanhar o FC é por que lutadores profissionais, que treinaram anos a fio, se privando de uma série de coisas para poder atingir o ápice de sua forma física, se submetem à depredação. Eu nem teria moral para criticar, porque pessoalmente depredo o meu corpo comendo doces demais. Mas por que fazer isso de forma tão dolorosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode ser pelo dinheiro, já que a maioria deles sequer ganha bem. E dinheiro seria uma resposta decepcionante. Os grandes homens não são movidos por salário. Fama? Vaidade? Superação? É, sofrer de dor, mal se agüentar em pé e ainda tirar forças sei lá de onde para continuar pode ser algo nobre. Talvez essa seja a explicação para se correr o risco de ter alguma parte do corpo permanentemente danificada. Talvez não. Um atleta certa vez me disse que a melhor parte de competir era encher a cara do oponente caído no chão de porrada. Nesse caso, eu me envergonharia de gastar meu suado dinheiro para assistir a tal selvageria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunamente, loquei hoje “Touro indomável”. Foi uma amiga quem me recomendou, e achei que já era a hora de tapar esse buraco da minha lista de filmes essenciais. Felizmente ainda não vi, caso contrário, este post deveria se resumir a ele (como sempre faço quando vejo um filme bacana). Espero com ele reviver uma boa sensação que tive no campeonato ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu o seguinte. Havia um lutador de boxe que estava fazendo a sua quarta luta, enquanto seu adversário já estava na vigésima. O primeiro me parecia bem humilde, exatamente o contrário do segundo, que chegou com tênis de marca famosa e fazendo performance de campeão antes mesmo de a luta começar. Daí é inevitável: a gente acaba torcendo para o que parece ter menos chances. E não é que este foi crescendo no combate? Por fim, ganhou. Quando percebi, estava toda feliz pelo mérito dele. Essas coisas são até bonitas de se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta ida à locadora, também peguei “Idiocracy” – outra indicação de um amigo. Filme simpático e que é mais interessante sob o ponto de vista moral do que artístico. Conta a história da humanidade em 2 505, quando uma estranha seleção natural leva as pessoas inteligentes à extinção. A lógica é simples: idiotas procriam irresponsavelmente enquanto aqueles que têm “boa cabeça” muitas vezes nem têm filhos. Nesse futuro sombrio, o presidente dos Estados Unidos é Mr. Camacho, lutador profissional e ator pornô. Já que ninguém mais tem cérebro, tudo se torna uma questão de músculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músculos – sempre presentes, eterno retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Silêncio pensativo de quem não tem mais o que escrever após um texto tão inútil.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os nerds de plantão: estou pensando em comprar um notebook da Acer. Alguém sabe me dizer se é uma boa marca?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2307512698170740145?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2307512698170740145/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/08/e-tudo-uma-questao-de-musculos.html#comment-form' title='10 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2307512698170740145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2307512698170740145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/08/e-tudo-uma-questao-de-musculos.html' title='É tudo uma questão de músculos'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-170833800584712661</id><published>2009-08-10T00:05:00.004+02:00</published><updated>2010-02-02T04:56:25.889+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='receita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Conversa de cozinha</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(7h30) Café da manhã: Por que comprar jornal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Argumentos em tópico devido ao desgaste mental causado por monografia + trainee + iniciação científica.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O jornal é o veículo mais antigo e mais tradicional do jornalismo. Em 24h ele é produzido, impresso, distribuído, lido e usado para limpar o xixi do filhote de cachorro. Completar esse ciclo diariamente é fazer uma ode à essência da profissão – apressada, imperfeita, mas ainda confiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Ler jornal nos faz sentir participantes de algo maior do que nossas vidinhas. Domingo, então, é uma bênção; essa prática nos salva da programação ruim da TV e da modorra geral do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Uma vantagem da queda de tiragem que os jornais do mundo todo vêm sofrendo é que eles estão repensando seu conteúdo. Felizmente começam a desistir de competir com os meios eletrônicos. Não queremos saber que o avião caiu – isso já sabemos desde a véspera – mas se houve negligência de alguém, qual era a história das pessoas que morreram e o que será feito para melhorar a segurança do transporte aéreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Há muitas pessoas inteligentes escrevendo em blogs, mas não conheço nenhum site que reúne em um único espaço feras como Elio Gaspari, Ferreira Gullar, Clóvis Rossi, Marcelo Coelho, Marcelo Leite e Mônica Bergamo. Uma única edição da Folha me dá tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Outra coisa que a internet tenta fazer, mas ainda não o tem com qualidade é um espaço para exposição de opiniões – um único lugar que reúna textos bem construídos e com pluralidade de pontos de vista. Existem os fóruns, onde qualquer um é livre para opinar, mas, sem mediação, muitas vezes a discussão acaba supérflua, isso quando não cai na baixaria. Sejamos sinceros, alguém já viu um tópico do orkut onde todos participassem acrescentando algo relevante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Portabilidade é uma das palavras que mais ouço em propaganda de telefonia 3G. Só que eu não conheço ninguém que tenha condições de pagar por esses serviços. Agora, quer coisa mais prática do que pegar o jornal, dobrar em quatro, colocar debaixo do braço e ir para o trabalho? Isso sim é a portabilidade que eu vejo se concretizar no dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Todas as vantagens que eu listei acima poderiam cair por terra diante do comentário “eu leio o jornal pela internet de graça, não preciso comprá-lo” ou “acompanho os portais de notícia”. Meu pai, por exemplo, ficou maravilhado quando descobriu esses dias atrás que a Gazeta do Povo inteira estava no site. “Nunca mais vou precisar gastar um centavo com jornal”, ele disse. &lt;br /&gt;A campanha publicitária mais recente da Folha de S. Paulo responde por mim: quando você assina o jornal, você está contribuindo para que o jornal seja independente. A lógica é bem simples. Um jornal que vende bastante atrai mais anunciantes e pode investir mais no conteúdo. Ao mesmo tempo, pode se dar ao luxo de recusar anunciantes que insistam em palpitar em sua política editorial. Os R$2,50 que você paga na banquinha não custeiam apenas o papel e a tinta, mas toda uma estrutura jornalística. Nos sites de notícia da internet, ainda se têm poucas matérias originais, quase tudo é reproduzido de fontes oficiais ou copiado descaradamente de jornais e revistas. É o jornalista da mídia impressa que investiga e traz a sujeira alheia à tona. É ele que analisa o que os sites contaram em dois ou três parágrafos e a TV em dois minutos. Ou você acha que o jornalista de um site pode tirar mais de um dia para se dedicar a uma matéria? Por isso discordo veemente com Paul Starr quando ele diz que os jornais em breve vão acabar. Se um dia isso acontecer, acabou o bom jornalismo, porque restarão apenas os press releases. Que grande evolução, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sn9IYmIJn5I/AAAAAAAAAbU/79AnUr5V5CU/s1600-h/brownie.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sn9IYmIJn5I/AAAAAAAAAbU/79AnUr5V5CU/s400/brownie.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368088868237713298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(16h) Café da tarde: Brownie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segue abaixo uma receita que eu peguei no site da &lt;a href="http://www.nestle.com.br/cozinha/Home/Default.aspx"&gt;Nestlé&lt;/a&gt; (fantástico!) e fiz nesta tarde. Muito fácil e não custa tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Brownie de Nescau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para estudantes sem renda que não podem pagar por chocolate do padre e cuja fome não permite esperar muito. A receita custa menos de dez reais e fica pronta em 50 minutos (contando preparo e cozimento). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;I) Ingredientes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;200 g de manteiga (sempre uso a margarina própria para culinária, que já vem divida em tabletes de 100g tornando a medida mais precisa)&lt;br /&gt;1 xícara (chá) de Nescau (pode ser qualquer um, no meu caso, usei o light)&lt;br /&gt;1 xícara e meia (chá) de açúcar (cristal é melhor)&lt;br /&gt;4 ovos&lt;br /&gt;1 xícara e meia (chá) de farinha de trigo &lt;br /&gt;1 xícara (chá) de noz picada (substituí por castanha de caju, que estava bem mais barata no mercado)&lt;br /&gt;manteiga para untar&lt;br /&gt;farinha de trigo para polvilhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;II) Modo de preparo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Derreta a manteiga em uma panela e dissolva o Nescau. Reserve. Bata levemente os ovos com um garfo, acrescente o açúcar e misture bem. Acrescente o creme reservado, a farinha peneirada e as nozes picadas, incorporando tudo muito bem. Despeje a massa em uma fôrma retangular (24 x 35 cm) untada e enfarinhada e leve ao forno médio (180ºC) preaquecido, por aproximadamente 25 minutos (no meu forno precisei deixar 35 minutos, por isso, confira se está cozido antes de desligar o fogo). Deixe esfriar e então corte-o em quadradinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Proibido para quem está de regime. Se cortar em 35 quadradinhos, cada um tem em média 100 kcal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-170833800584712661?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/170833800584712661/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/08/conversa-de-cozinha.html#comment-form' title='13 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/170833800584712661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/170833800584712661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/08/conversa-de-cozinha.html' title='Conversa de cozinha'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sn9IYmIJn5I/AAAAAAAAAbU/79AnUr5V5CU/s72-c/brownie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-4946357202870627355</id><published>2009-07-28T04:57:00.010+02:00</published><updated>2010-02-02T04:56:58.714+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Mais uma resenha: a única coisa que sei fazer (e nem isso faço direito)</title><content type='html'>Só o que tenho feito ultimamente, quando não estou no jornal, é requentar. Por isso, lá vai uma resenha que produzi há alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sobre a foto: só falta eu deixar crescer a barba, e vocês não notarão diferença entre mim e este personagem do Russel Crowe.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sm5pmyoX5iI/AAAAAAAAAbM/nEaiNYtUb80/s1600-h/intrigas_de_estado_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 251px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sm5pmyoX5iI/AAAAAAAAAbM/nEaiNYtUb80/s400/intrigas_de_estado_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363340321391896098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(Sobre)vida longa ao jornalismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de crise nos jornais e de uma enxurrada de opiniões especulativas avançando sobre a informação checada, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Intrigas de Estado&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;State of Play&lt;/span&gt;, 2009) é, de certa forma, um consolo. Apesar de o filme dirigido por Kevin McDonald se basear em uma série de televisão, ele defende a superioridade do jornal de papel sobre as mídias eletrônicas. O argumento central é que, em detrimento de seu enfraquecimento comercial, o texto impresso é uma ferramenta poderosa de justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem principal da trama, Cal McAffrey (Russell Crowe), é o típico jornalista-herói que o cinema consagrou – aquele que vai até as últimas consequências para ter a notícia. Ele trabalha sob a pressão direta do conselho editorial, que cobra dele matérias atrativas que aumentem as vendas. Mas, ao mesmo tempo, tem a seu favor aquela malandragem de veterano com uma caderneta repleta de fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do filme, Cal está investigando um assassinato misterioso e simultaneamente se compromete a limpar a imagem de um amigo que está envolvido em um escândalo sexual, o congressista Stephen Collins (Ben Affleck). O problema é que esse último caso estava sendo acompanhado por sua colega Della Frye (Rachel McAdams). A repórter principiante escreve para o blog do Washington Globe e quer levantar informações inéditas sobre a história, sem se importar em preservar o político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse conflito de motivações já se presume que o primeiro contato entre a velha guarda e a nova geração não seria nada amigável. Mas, como Cal e Della descobrem que suas matérias são, na verdade, partes de uma mesma história, eles se veem obrigados a trabalhar juntos. Nessa convivência quase forçada, a dupla encontra a harmonia em nome da boa reportagem. (Essas soluções mágicas não são a cara de Hollywood?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breve parêntese sobre a seleção do elenco. A escolha faz um jogo interessante entre ficção e realidade. Como os atores principais carregam consigo predicados que estão bastante arraigados no imaginário popular, o diretor usa isso a favor da trama. Russell Crowe, por exemplo, já interpretou diversos personagens que colocavam sua profissão acima de si próprios (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gângster&lt;/span&gt;, 2007, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Luta pela Esperança&lt;/span&gt;, 2005). Rachel McAdams, tal qual Della, é quase uma estreante no cinema “sério”. Seus filmes anteriores (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Penetras Bons de Bico&lt;/span&gt;, 2005, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Meninas Malvadas&lt;/span&gt;, 2004) passam uma ideia de imaturidade e, consequentemente, o público não espera que ela faça um trabalho excepcional. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Intrigas de Estado&lt;/span&gt; se apropria dessas imagens preconcebidas sobre os atores para enriquecer seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em uma dupla de jornalistas, um experiente e outro novato, investigando um crime protagonizado por figurões da política, Carl Bernstein e Bob Woodward são os primeiros nomes que vêm à cabeça. De fato, o diretor Kevin McDonald, que também assinou o excelente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Último Rei da Escócia&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Last King of Scotland&lt;/span&gt;, 2006), não esconde a admiração por &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Todos os Homens do Presidente&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;All the President’s Man&lt;/span&gt;, 1976). As referências a esse clássico são constantes e culminam na cena de perseguição em uma garagem – esse era o local onde Bob encontrava Garganta Profunda, a fonte que foi decisiva na solução do Caso Watergate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Intrigas de Estado&lt;/span&gt; tenta repetir algumas lições do bom jornalismo praticado por Bob e Carl – como não publicar a matéria até se terem todas as informações essenciais –, mas, infelizmente, não tem o mesmo brilhantismo de seu predecessor. Apesar disso, a iniciativa de abordar no cinema questões polêmicas do jornalismo não deixa de ser louvável. Além dos pontos que são apenas tangenciados, como a ética (ou sua falta) na obtenção de informações, o principal dilema da trama é o esforço do jornalismo impresso em sobreviver comercialmente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;versus&lt;/span&gt; o desinteresse dos editores em fazer reportagens investigativas e o do público em as ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento do filme, o delegado repreende os jornalistas do Washington Globe por se meter naquela investigação e diz que ele só via aquele tipo de coisa na TV. Cal, então, insinua que era óbvio que o chefe de polícia só visse na TV, porque esse era o único meio de comunicação com o qual tinha contato. Disso vem a dúvida: se a maioria das pessoas não tem o hábito de ler jornal, será que vale a pena tanto esforço para fazer uma boa matéria impressa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão do cinema americano tradicional, o “bem” – e aí se incluem o conhecimento, o engajamento e a justiça extensivos a todos – sempre triunfa. No mundo real, isso não é garantido. Mas, particularmente, ainda acredito que o idealismo de Kevin McDonald não seja tão sem fundamento: o bom jornalismo nunca passa desapercebido. As vendas de diversos jornais importantes podem estar caindo, mas é um alívio saber que, em última instância, as escolhas feitas no dia a dia da redação ainda são o fator determinante no jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trailer:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DD6WW8k2z4A&amp;hl=fr&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DD6WW8k2z4A&amp;hl=fr&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam no próximo post, que só Deus sabe quando sai, "Por que comprar jornal".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-4946357202870627355?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/4946357202870627355/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/07/mais-uma-resenha-unica-coisa-que-sei.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4946357202870627355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4946357202870627355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/07/mais-uma-resenha-unica-coisa-que-sei.html' title='Mais uma resenha: a única coisa que sei fazer (e nem isso faço direito)'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sm5pmyoX5iI/AAAAAAAAAbM/nEaiNYtUb80/s72-c/intrigas_de_estado_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-2553489895139332305</id><published>2009-07-05T00:08:00.002+02:00</published><updated>2010-02-02T04:57:48.474+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Buñuel'/><title type='text'>Pangloss e suas discípulas no cinema</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sk_TOHEHnAI/AAAAAAAAAbE/UqTCF5ZktyE/s1600-h/viridiana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sk_TOHEHnAI/AAAAAAAAAbE/UqTCF5ZktyE/s400/viridiana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354730721334762498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora que terminei de assistir a todas as temporadas de “The Office” disponíveis na minha locadora posso voltar a locar filmes inteligentes e tornar meus finais de semana um pouco mais produtivos intelectualmente. Não que a trama do meu amado escritório seja burra, mas, sendo uma série americana, existe um limite máximo de inovação na dramaturgia. É aquela velha regra da TV: nivelar por baixo, ou melhor, supor que todo o público pensa como uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma afirmação que a gente sempre ouve na faculdade, mas posso dizer que senti sua veracidade na pele. Até os meus dez ou onze anos eu acompanhava fielmente todas as novelas da Rede Globo e algumas do SBT (Fascinação, Chiquititas, Pérola Negra, A Usurpadora e as três Marias-Qualquer-Coisa da Thalia). A partir da adolescência, passei a gostar cada vez menos e hoje, quando assisto, sinto que a programação em geral está me xingando de idiota. No entanto, creio que o cinema fora do circuito hollywoodiano tem um pouco mais de liberdade para fugir dessa regra. Bem, mas antes que você pense que eu sou uma típica estudante de jornalismo que coloca bottons anti-Globo na bolsa, deixo essa divagação de lado e começo de fato a falar daquilo que havia planejado para o post, isto é, do filme a que assisti hoje: “Viridiana”, de Luis Buñuel (1961).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um daqueles filmes cuja importância foi bastante enfatizada pelo meu professor de História do Cinema, mas que eu sempre via na locadora e pensava “qualquer dia pego, não hoje”. Fiquei nessa procrastinação por mais de um ano, mas ontem decidi acabar com isso. Na verdade, esse foi só o primeiro passo de um grande plano: vou amarrar as inúmeras pontas soltas da minha vida. Isso mesmo, hora de ler aquele livro em francês que eu comecei há quatro meses, as piauís de junho e julho, os artigos para o TCC que estão sempre jogados (e intocados) sobre a mesa... enfim, todas essas coisas que eu vim adiando infinitamente. Já disse Snow em 1959: “O perigo é que fomos educados para pensar que temos todo o tempo do mundo. Temos muito pouco tempo. Tão pouco que não ouso sequer imaginá-lo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, assisti à tal da “Viridiana” e me surpreendi – não é que ela tem realmente muitas qualidades? Esse não é como certos os filmes que você sabe de antemão que são excelentes, mas que exigem de você determinação para os ver até o fim sem dormir – quer melhores exemplos do que “2001” e “Solaris”? Pelo contrário, o filme de Buñuel é bem dinâmico, prende a atenção e tem o bônus de estar carregado de simbolismos. Depois que meu professor me ensinou a detectá-los, é uma grande satisfação encontrar algum diretor que use esse recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que é fã de blockbusters não precisa torcer o nariz, pois isso não é uma prática exclusivamente cult. Vários diretores pop de Hollywood também a empregam ou se divertem fazendo referência a algum diretor ou roteirista consagrado. Sabe aquela comédia romântica “De repente 30”? (Em geral, odeio esse gênero de filme, mas essa é tão legal!) No último feriado, estava passando na TV, não resisti e o revi pela segunda ou terceira vez. Então percebi que o diretor, Gary Winick, deve ser muito fã de Martin Scorsese, porque notei duas referências a “Táxi Driver”. Primeiro um pôster desse filme no apartamento do mocinho e depois uma cena em que a protagonista entra no táxi e esse acelera passando por cima de um bueiro e espalhando a fumaça densa que sobe. Viu só, comédias românticas não precisam ser de todo estúpidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram o começo do livro “Lolita” – que por sinal tem uma adaptação maravilhosa para o cinema assinada por Stanley Kubrick – em que Humbert descreve como o nome da garota desliza sensualmente em sua boca? (Não leu? Corra já atrás do prejuízo, é uma obra fundamental para qualquer biblioteca básica e tão gostoso de ler que você termina em uma ou duas sentadas.) Agora idealizem a sensação exatamente oposta. O nome de Viridiana é áspero, sério e não sugere fantasias – “só” para o pervertido de seu tio, o primo urbano-liberal e os mendigos amorais. A protagonista, que dá o nome à história, é boa, sincera e centrada, mas sem qualquer senso prático (a cena da ordenha da vaca explicita isso), fato que a equipara a Cândido e D. Quixote. Que ela queira deixar o convento após a investida e o suicídio de seu tio é até compreensível – afinal, ela estava maculada pelo mundo real e não poderia voltar para a pureza de sua vida anterior –, mas quem em sã consciência levaria para casa uma dezena de mendigos desconhecidos? A Bíblia diz que é preferível, sob o ponto de vista da caridade, convidar para a sua ceia pedintes maltrapilhos em vez de amigos. Só que isso era para ser figurativo, certo? Alguém que faz isso na realidade não está praticando o bem, e sim a insensatez. O comportamento dos mendigos, inclusive, demonstra que eles não querem o tipo de ajuda que a protagonista propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo semelhante ocorre em “Dogville”. Lembrei-me de Grace várias vezes enquanto via “Viridiana”. Diversos elementos são comuns a ambas: a sobriedade, o exercício voluntário do trabalho pesado, o lenço no cabelo simbolizando o pudor, a exploração em vez de gratidão, a fé na bondade dos oprimidos e, por fim, a ingenuidade. Um breve spoiler: não pode ser coincidência que Lars Von Triers tenha dado à personagem de Nicole Kidman um desfecho tão semelhante ao da heroína de Buñuel, ou seja, o sentimento de frustração e, por fim, a desistência de que o lado bom das pessoas triunfará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo divaguei e me perdi do “Viridiana”. Mas isso foi até bom, porque eu pretendia fazer uma análise e dissecar a pobrezinha (mais ainda do que Buñuel já o fez). Pensei melhor e vi que estragaria o prazer daqueles que ainda não assistiram. Então farei o seguinte, deixarei essa sugestão para quem ainda não decidiu o que fazer neste sábado à noite e depois, quem a tiver seguido e estiver afim de conversar, estou à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última observação, para deixar o título bem claro. Pangloss era o mestre de Cândido. Era tão otimista que beirava a ingenuidade e a loucura. Um trecho de “Cândido” que eu amo: “Está demonstrado, dizia ele [Pangloss], que as coisas não podem ser de outra maneira: pois, como tudo foi feito para um fim, tudo está necessariamente destinado ao melhor fim. Queiram notar que os narizes foram feitos para usar óculos, e por isso nós temos óculos. As pernas foram visivelmente instituídas para as calças, e por isso temos calças”. Não poderia haver um mundo melhor do que este. Isso não lhes é evidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Jogando água naquela patricinha que fica uma semana sem lavar o cabelo para manter a escova de sábado – “ops, foi sem querer, claro”.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista ao filme que foi citado umas vinte vezes neste post e entenda por que todos dizem “Eu te amo, Viridiana” e de que forma o fazem. Não quero dar spoiler, mas já adianto que o desfecho é excelente, um dos melhores que já vi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-2553489895139332305?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/2553489895139332305/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/07/pangloss-e-suas-discipulas-no-cinema.html#comment-form' title='7 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2553489895139332305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/2553489895139332305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/07/pangloss-e-suas-discipulas-no-cinema.html' title='Pangloss e suas discípulas no cinema'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sk_TOHEHnAI/AAAAAAAAAbE/UqTCF5ZktyE/s72-c/viridiana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8348309301219279948</id><published>2009-06-27T01:45:00.005+02:00</published><updated>2010-02-02T05:00:07.782+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Jackson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Clique djá!</title><content type='html'>Ei, você aí que está matando seu tempo na internet, faça algo útil na web! Clique &lt;a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?hl=pt_BR&amp;formkey=ck0xWXpNcUczVEVUYnhaSVdMRTlkUEE6MA"&gt;AQUI&lt;/a&gt; e responda a uma pesquisa que a minha amiga Poli está fazendo para o TCC dela. A sua participação contribuirá para a evolução da pesquisa em comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada e volte sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá todo mundo falando de Michael Jackson. O Jornal Nacional foi praticamente temático e o Globo Repórter se virou nos trinta para fazer um programa sobre ele (fechado em 24h de trabalho, uau!). Eu também não poderia postar hoje e simplesmente ignorar o assunto. O ídolo do pop morre aos 50 anos. Foi ontem. E sempre parecerá que foi ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento revolta: por que algumas pessoas têm que morrer? Quando Dercy, Clodovil e Raul Cortez se foram, eu não conseguia acreditar - na verdade ainda não consigo -, mas, sendo racional, eles já eram velhinhos. Por fora, o vigor não deixava transparecer a idade, mas estava lá na carteira de identidade deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson, embora fosse um ser assexuado e atemporal, não estava ainda na lista dos próximos defundos célebres. Mesmo se ele morressem daqui a algumas décadas, seria surreal. Imagine agora então, foi um choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui fã dele, mas Michael Jackson fará falta. Chega de papo. 'Bora pro Youtube rever Thriller e cia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8348309301219279948?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8348309301219279948/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/clique-dja.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8348309301219279948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8348309301219279948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/clique-dja.html' title='Clique djá!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8248816501685416093</id><published>2009-06-23T13:18:00.001+02:00</published><updated>2010-02-02T05:00:35.399+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Não, isto não foi retirado de um filme de máfia</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript" src="http://portal.rpc.com.br/tv/js/player.js"&gt;&lt;/script&gt;  &lt;script type="text/javascript"&gt;   showswf ("http://portal.rpc.com.br/tv/player/player.swf?emissora=paranaense&amp;file=49640&amp;autostart=0&amp;tempoTotal=&amp;seq=&amp;rand=91&amp;videoano=2009&amp;videomes=06&amp;videodia=22&amp;videonome=bomdiaparana", "480", "369");  &lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8248816501685416093?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8248816501685416093/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/nao-isto-nao-foi-retirado-de-um-filme.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8248816501685416093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8248816501685416093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/nao-isto-nao-foi-retirado-de-um-filme.html' title='Não, isto não foi retirado de um filme de máfia'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-6571716002769340834</id><published>2009-06-18T16:32:00.007+02:00</published><updated>2010-02-02T05:01:01.454+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>Luto</title><content type='html'>Isto já deve ter acontecido com todo mundo, acredito, só que por motivos diferentes. Nesta manhã, abri os olhos, espantei-me com tanta claridade e fui ver no relógio do criado-mudo que horas eram. Sete e vinte. Num dia normal, eu pularia da cama para ir ver o Bom Dia Brasil, que começara há cinco minutos – o primeiro bloco é, em geral, o melhor. Mas daí eu lembrei de ontem e desejei mais do que tudo voltar a dormir e não acordar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não levantei. Não queria, não tinha motivos. Que se dane o jornal. Afinal, para que os mortos precisam saber das notícias do dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi mais uma hora, até ver que não havia mais jeito de enrolar. Eu tinha que levantar alguma hora, nem que fosse para ficar assombrando os pobres vivos. Mas eu não parava de pensar: o Palmeiras não vai disputar mais a Taça Libertadores. Nunca mais neste ano. Nem sei se vai no próximo. E se for, vai ter que começar a campanha toda do zero. Passei tanto sofrimento torcendo para acabar nesse vazio? Porque quem acompanhou sabe que não foi fácil ir para a segunda fase (pegamos a chave mais difícil logo no começo!) e nem passar pelo Sport depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa, estamos na metade de 2009 e já não reconheço aquele time que ganhou o Paulistão 2008 e fez uma excelente campanha no Brasileirão passado. Era o time dos sonhos. Só para citar os meus favoritos: os goleirões Marcos e Diego Cavalieri, Gustavo, Henrique, Martinez, Pierre, Alex Mineiro, Valdívia, Kléber, Diego Souza e até o Denílson (por que não? Ninguém esperava, mas ele ajudou, sim, o time). Desses só ficaram três. Tive, então, que aprender a gostar dos novos jogadores, mas não é mais como antigamente, sabe... O próprio Keirrison foi só fogo na palha. Por ora, me contento com os veteranos Diego Souza (arma lindas jogadas), Marcos (há dez anos nunca me decepciona) e Pierre (fidelíssimo), além do calouro Marcão-tiozão (simpático e faz gols de vez em quando). Mas ainda choro a ida da zaga perfeita: Gustavo e Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na partida de ontem, o Palmeiras não jogou mal (veja &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL1198329-9872,00-PALMEIRAS+NAO+SUPERA+O+NACIONAL+E+ESTA+ELIMINADO+DA+TACA+LIBERTADORES.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; o resumo e os melhores lances) – na verdade, estava bem melhor do que o Nacional –, mas o que me entristece é o desempenho geral ao longo deste ano. No Paulistão a gente também estava com uma campanha impecável, até sermos eliminados na semifinal pelo (zebra!) Santos. Começamos mal o Brasileirão, empatando com times como o São Paulo, que está péssimo neste ano, e Barueri. Agora o Palmeiras começa a relembrar como é ganhar – depois das últimas duas rodadas com vitórias, subimos para o terceiro lugar na classificação geral. Mas vamos ver se o time não amarela no final do campeonato como tem feito ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao meu conflito existencial desta manhã. Quando enfim me livrei das cobertas, pensei em pôr uma roupa mais sóbria para externar o luto pelo Palmeiras na Libertadores. Mas quem disse que eu tenho poder de escolha? O blusão de lã verde logo se jogou nos meus braços. Uma vez mulher de malandro, a gente vicia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Alertando você a pegar o guarda-chuva antes de enfrentar um temporal.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só torça pelo Palmeiras se você não tiver um histórico de doenças cardíacas na família. Eu tenho, mas infelizmente não me avisaram isso há quinze anos, quando descobri que minha segunda pele era alviverde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com um momento nostalgia: Paulistão 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQY2ng7oI/AAAAAAAAAa8/u5jX__79B98/s1600-h/palmeiras.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQY2ng7oI/AAAAAAAAAa8/u5jX__79B98/s400/palmeiras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348675895364218498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQSAcgAKI/AAAAAAAAAa0/BivtCa1ESGg/s1600-h/alex.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQSAcgAKI/AAAAAAAAAa0/BivtCa1ESGg/s400/alex.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348675777743290530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQOnUGasI/AAAAAAAAAas/vf9HE7Ju7K4/s1600-h/denilson.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQOnUGasI/AAAAAAAAAas/vf9HE7Ju7K4/s400/denilson.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348675719457565378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQHYuXVwI/AAAAAAAAAak/cbvB55vcyzs/s1600-h/kleber.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQHYuXVwI/AAAAAAAAAak/cbvB55vcyzs/s400/kleber.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348675595282110210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQDabeXcI/AAAAAAAAAac/VLnSgCCAuDs/s1600-h/comemoracao.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQDabeXcI/AAAAAAAAAac/VLnSgCCAuDs/s400/comemoracao.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348675527020273090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-6571716002769340834?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/6571716002769340834/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/luto.html#comment-form' title='5 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6571716002769340834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/6571716002769340834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/luto.html' title='Luto'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SjpQY2ng7oI/AAAAAAAAAa8/u5jX__79B98/s72-c/palmeiras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-701578454728168537</id><published>2009-06-06T06:15:00.008+02:00</published><updated>2010-02-02T05:01:30.086+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>Há humor no humor francês</title><content type='html'>Estava procurando o que fazer na Internet, como se já não tivesse milhares de pendências na vida real, quando, nem me perguntem como (eu mesma não sei), fui parar no site da dupla francesa “La chanson du dimanche”. Conhecem? Pois eu nunca ouvira falar. Assisti a um vídeo sem compromisso, só para descobrir qual era o estilo deles e, de repente, me vi cantarolando junto mesmo sem saber o que cantava – é tão alegre e contagiante! Então, fui atrás da letra e descobri que as músicas são ainda mais interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“La chanson du dimanche” traz um modo novo de se fazer humor. A proposta é simples: dois homens sentados com um violão e um teclado tocam e cantam. Por que achei isso diferente de tudo o que já havia visto? Em primeiro lugar, porque agrega a produção &lt;span style="font-style:italic;"&gt;alla&lt;/span&gt; youtube – caseira, econômica e trash – sem descuidar da qualidade do conteúdo. O segundo fator positivo são justamente as letras das músicas, que fazem críticas a hábitos de vida contemporâneos e aos fatos que estão em evidência no debate público (passa por política, futebol, economia etc). Mas nem de longe são moralistas. Apenas irônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo estou postando o segundo vídeo da primeira temporada deles e, na sequência, a letra da música já traduzida para o português. Espero que gostem da dica. Esta é uma homenagem que faço a todos os meus irmãos nerds (como aquele cara que fica no pc ao fundo e dança junto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! E mais uma observação. Tenho a impressão de que as músicas são paródias, porque todas elas me soam familiares, mas como não tenho um bom ouvido musical, não posso afirmar isso com certeza. Se alguém descobrir quais são as referências para as músicas, avise-me que ficarei feliz de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RXYw-Q78iVA&amp;hl=fr&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RXYw-Q78iVA&amp;hl=fr&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bluetooth&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você passa sua vida, seu tempo, seu dia, a noite sentada diante da tela&lt;br /&gt;Você não precisa de ninguém, você só fala por telefone&lt;br /&gt;Isso economiza tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é rápido, você clica, você joga, você zapeia, você copia-e-cola&lt;br /&gt;E para comer é fácil, entrega a domicílio&lt;br /&gt;Isso economiza tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria apenas de falar com você&lt;br /&gt;Mas você não pode, você está conectado, tem alguma coisa para terminar&lt;br /&gt;Eu gostaria tanto de sair com você&lt;br /&gt;Mas você não responde, o seu celular está cortado, você continua concentrado&lt;br /&gt;E se eu bato à sua porta, se eu insisto para que você saia,&lt;br /&gt;Você grita, você eleva os seus vidros coloridos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se transforma em laptop, você se transforma em desktop&lt;br /&gt;A cada dia um pouco mais míope, às vezes você cai em síncope&lt;br /&gt;Pense em se hidratar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você passa sua vida, seu tempo, seu dia, a noite sentada diante da tela&lt;br /&gt;Amigos você tem às toneladas, principalmente no myspace.com&lt;br /&gt;São os mais divertidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é hábil, você conversa, você está cheio de janelas abertas ao mesmo tempo&lt;br /&gt;Mas a sua está fechada, e cheira a mofo&lt;br /&gt;No seu quarto de estudante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria apenas de ir à piscina&lt;br /&gt;Mas você não pode, você está plugado, você tem um recorde para bater&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria apenas de me tornar sua parceira&lt;br /&gt;Mas você não responde, seu blog está desatualizado, você deve atualizá-lo&lt;br /&gt;se eu bato à sua porta, se eu insisto para que você saia,&lt;br /&gt;Você grita, você eleva os seus vidros coloridos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se transforma em laptop, você se transforma em desktop&lt;br /&gt;A cada dia um pouco mais míope, às vezes você cai em síncope&lt;br /&gt;Pense em se hidratar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você abriu um e-mail que travou o seu Dell&lt;br /&gt;Chame o doutor Norton&lt;br /&gt;Você pegou um vírus que corrompeu o seu Asus&lt;br /&gt;Chame o doutor Norton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se ele estiver ocupado, se ele não puder te ajudar,&lt;br /&gt;Então corra a Fnac, compre o Mac Afee&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se transforma em oito bits&lt;br /&gt;Você se transforma em smile&lt;br /&gt;Você se transforma em sorriso&lt;br /&gt;Você se transforma em wifi&lt;br /&gt;Você se transforma em freebox&lt;br /&gt;Você se transforma em nove séries&lt;br /&gt;Você se transforma em modem&lt;br /&gt;Você se transforma em webcam&lt;br /&gt;Você se transforma em popup&lt;br /&gt;Você se transforma em excel&lt;br /&gt;Você se transforma em 15 polegadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se transforma em bluetooth&lt;br /&gt;E agora você tem os dentes azuis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se transforma em blutooth&lt;br /&gt;E agora você tem os dentes azuis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja mais no &lt;a href="http://www.lachansondudimanche.com"&gt;site da dupla&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas sugestões:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.lachansondudimanche.com/2008/06/08/s03e12-o-barack.html"&gt;Ô Barack&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.lachansondudimanche.com/2007/10/21/s02e05-petit-cheminot.html"&gt;Le Petit Cheminot&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.lachansondudimanche.com/2007/02/18/s01e01-bonne-humeur.html"&gt;Bonne Humeur&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamento do dia: "Todos estão de greves exceto as putas" (La chanson du dimanche).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-701578454728168537?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/701578454728168537/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/ha-humor-no-humor-frances.html#comment-form' title='1 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/701578454728168537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/701578454728168537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/06/ha-humor-no-humor-frances.html' title='Há humor no humor francês'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5891798350496681600</id><published>2009-05-23T04:40:00.003+02:00</published><updated>2010-02-02T05:03:08.505+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drama'/><title type='text'>O bebê santo de Curitiba</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/ShdiU1l-Y2I/AAAAAAAAAaM/4wSFfoUQsZk/s1600-h/bebe+santo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 307px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/ShdiU1l-Y2I/AAAAAAAAAaM/4wSFfoUQsZk/s400/bebe+santo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338843993394275170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chega de enrolar. Vou fazer logo este post antes que ele esfrie demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu tive uma epifania esses dias atrás e não sabia como tratá-la de forma adequada. Tive certeza de que precisaria compartilhá-la, só que havia o medo de cair na leviandade. Bem, o risco continua. O texto ideal ainda não me ocorreu, mas ele precisa ser escrito, então vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou há duas semanas mais ou menos, quando a Folha de S. Paulo me surpreendeu com um ótimo caderno Mais!. Sabe quando todas as matérias e colunas estão boas? Pois é, eu não poderia desejar mais do que aquilo. No entanto, hoje não comentarei todas as matérias – cada uma renderia um texto à parte –, falarei apenas de uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título era “O chique na berlinda” e vinha logo abaixo da foto de um velho urinando – a ironia decorria de que esse vestia uma camisa estampada com a bandeira norte-americana. O texto era uma entrevista com o filósofo Peter Singer, autor do livro “The life you can save”. Transcrevo abaixo uma das perguntas e sua respectiva resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Folha – Segundo a Unicef, 27 mil crianças morrerão hoje. O que devemos fazer a respeito e não fazemos?&lt;br /&gt;Peter Singer – &lt;/span&gt;Essa mortes são evitáveis. Elas são decorrências de situações que podem ser mudadas – ausência de água limpa, falta de postos médicos locais, ausência de redes contra a malária e assim por diante. Acima de tudo, acontecem por conta da extrema pobreza, e isso também pode ser mudado.&lt;br /&gt;Nós deveríamos usar uma parte de nossa riqueza para ajudar a tirar as pessoas da armadilha da extrema pobreza.&lt;br /&gt;É errado gastarmos tanto com coisas supérfluas, enquanto outros não têm o suficiente para comer ou não têm condições de mandar suas crianças para a escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ler toda a entrevista, pensei que era só mais uma celebridade – nesse caso, não do mundo pop, mas do intelectual – sendo hipócrita pedindo fundos para uma campanha da qual ele mesmo talvez não participasse. Tá, ele diz que participa, mas isso não muda nada. Odeio gente que vem pedir o meu dinheiro para o que quer que seja. Criança Esperança, por exemplo, me dá nos nervos. Acontece uma baita propaganda com atores globais, mas duvido que a maioria deles já tenha feito trabalho voluntário ou mesmo olhado bem nos olhos de alguém que precisasse de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: tanta hipocrisia me dá nojo, por isso, mantenho-me afastada enquanto posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos, então, um salto temporal para dois ou três dias depois disso. Eu havia tido alguma aula pela manhã, depois almoçara sozinha no RU – a comida até que não estava ruim: peixe à milanesa e pudim de bolacha de sobremesa – e ia andando para casa. Aquela caminhada incomodava um pouco, eu estava muito cheia, o tempo começava a esquentar (e eu bem agasalhada já suando) e havia uma subida bem íngreme pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que eu o vi. Tantas vezes fechei meus olhos para esquecê-lo, mas sua imagem retorna claramente, mais nítida do que qualquer outra coisa, e não me abandona. No fundo, me sentiria culpada se o esquecesse, significaria que perdi meu restinho de humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada à porta de uma loja, uma mulher ainda jovem aninhava no colo uma criança que, segundo presumi, tinha entre um e dois anos. Um bebê, praticamente. De longe pensei “Que gracinha, tão pequeno e está de capuz feito um rapazinho”. Conforme meus passos me aproximavam dele, eu não conseguia deixar de olhar para o seu rosto, mesmo sabendo que aquilo não era certo e que o meu suco gástrico já estava lá pela altura da garganta (isso não é uma figura de linguagem, infelizmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como descrevê-lo? Talvez fosse loiro, não sei. Tudo o que vi foram as enormes chagas em seu rosto, o qual até achei que estivesse derretendo de tão disforme que as feridas (ou queimaduras ou sei lá o que) o deixavam. Como deve ser acariciar aquele rostinho? Será que a própria mãe tem coragem? Ou será que sequer ela pode demonstrar seu amor (e sangue frio)? O horror não se limitava à pele. Os olhos também tinham algo de medonho. A íris era muito escura, e a parte que deveria ser branca era vermelha. O mais tocante era que, apesar das chagas e dos olhos de sangue, tratava-se de um bebê de traços e proporções bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi muito bebê feio (alguns até deformados) e sequer tive dó. Esse foi o primeiro que mexeu realmente comigo. E vi que não era uma impressão exclusiva minha. A moça que andava à minha frente também não parava de olhar para trás e tinha a cara de quem vomitaria a qualquer momento. O efeito náusea é outro diferencial dessa experiência, porque você tem dó e nojo ao mesmo tempo. Mas você NÃO PODE ter nojo, afinal, é um bebê que está doente e que precisa ser amparado – não desprezado. Ao mesmo tempo, é a reação mais imediata, visceral, egoísta. Você não consegue ser politicamente correto nessas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é tudo. Tenho uma confissão a lhes fazer. Um mês antes, eu havia topado com essa mãe desolada e seu rebento no mesmo local – estavam num ponto de ônibus próximo a um hospital. A sensação foi a mesma que tive da segunda vez – náusea –, só que naquele dia logo consegui esquecê-lo e segui com minhas preocupações egoístas diárias. (Agora lembro que naquele dia também havia peixe no RU, coincidência.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda vez não tive a mesma “sorte”. Até hoje acontece de eu cair em divagações que envolvem aquela imagem. Ontem mesmo, estava lendo “A comunicação científica”. É um livro interessante, eu estava compenetrada, mas não sei em que ponto já não enxergava as palavras, só aquele bebê. E me sentia infeliz. Como alguém pode ser feliz nesse mundo enquanto há gente naquela situação? Que diferença fará para mim mesma ser bonita, rica ou bem-sucedida se o bebê ainda terá aquele rosto? Que diferença fará se eu fizer uma boa ação para um amigo, se aquele bebê ainda estará lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução não seria que ele desaparecesse ou que eu o esquecesse. A solução seria que todos o vissem e sentissem esse amargor que sinto agora. Uma sensação de que nada está certo. Se há por aí bebês como aquele, nada pode estar bem. Não sei explicar direito. Não acredito que sair em missão pelos desamparados do mundo responderia aos meus questionamentos, porque o bebê seria o mesmo, com seu rosto coberto de chagas. Tantos sentimentos ambíguos e nenhuma resolução concreta... por isso hesitei tanto em escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que me parece clara é que o bebê deveria se tornar um monumento à degradação humana. Sim, ser exposto em praça pública. Que todos o vejam e parem de achar que há felicidade e, pior, que esta pode ser comprada junto com um modo de vida higiênico. (Isso lembra alguma letra de Cazuza, que, por sinal, nasceu e cresceu no seio da burguesia, a rejeitou, mas, consolada por ela, morreu sereno.) Quem visse o bebê não perderia mais tardes no shopping center, nem roubaria dinheiro público, nem reclamaria do que quer que fosse. E trabalharia mais. Não para comprar um carro, se casar e viajar para o exterior. Mas trabalharia dia e noite para tentar esquecer essa infelicidade constante que é saber que não existe perfeição. Existe é a desgraça e a ação imatura consequente da ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Peter Singer faz mais sentido para mim, embora ainda o ache um tanto ingênuo, já que ele nunca viu o bebê. Apesar de eu ter cedido um pouco ao ponto de vista do intelectual, ainda não darei o meu dinheiro a causa alguma – porque não o tenho –, mas assumo minha culpa por cada inocente que sofre antes mesmo de conhecer a ventura de estar vivo. Vai ver de fato nem há esse prazer no mundo real. Só na literatura mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Fingindo que não vê quando te flagra chorando e, na surdina, sempre deixando uma caixa de lenços por perto.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do post remete a um filme que eu vi na aula de História do Cinema chamado “O Bebê Santo de Macolm”, de Peter Greenaway. Mexe bastante com as emoções. Recomendável para quem não quer continuar se refugiando no ideal de felicidade e perfeição. É um pouco difícil de encontrar, mas fica a dica para quem tiver a chance.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5891798350496681600?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5891798350496681600/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/05/o-bebe-santo-de-curitiba.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5891798350496681600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5891798350496681600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/05/o-bebe-santo-de-curitiba.html' title='O bebê santo de Curitiba'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/ShdiU1l-Y2I/AAAAAAAAAaM/4wSFfoUQsZk/s72-c/bebe+santo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5820697531755976314</id><published>2009-05-07T05:26:00.005+02:00</published><updated>2010-02-02T05:03:32.180+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>Amar é...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJbJQcxY-I/AAAAAAAAAaE/XYuq4NlDozE/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 231px; height: 314px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJbJQcxY-I/AAAAAAAAAaE/XYuq4NlDozE/s400/3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332925123352683490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJa9UQCD6I/AAAAAAAAAZ8/r67-OzVYXzA/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 281px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJa9UQCD6I/AAAAAAAAAZ8/r67-OzVYXzA/s400/2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332924918214561698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJavOXDhBI/AAAAAAAAAZ0/SDxAO2BpOQw/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJavOXDhBI/AAAAAAAAAZ0/SDxAO2BpOQw/s400/1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332924676115235858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJXpkq5KAI/AAAAAAAAAZs/Zn-JNUvrIe0/s1600-h/amar_e.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJXpkq5KAI/AAAAAAAAAZs/Zn-JNUvrIe0/s400/amar_e.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332921280489924610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vocês se lembram daquelas figurinhas "amar é..."? Sei lá por que me ocorreu essa lembrança, mas, quando ela me veio, ri sozinha. Meu deus, quando criança eu colava nos cadernos escolares e ainda achava o máximo. Colei acima alguns exemplos para quem não conhece essa preciosidade dos anos 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que estou um tantinho mais madura, resolvi apresentar a minha própria versão, já que nunca topei com uma frase realmente legal - tampouco com um desenho bem feito. Segue abaixo para vocês avaliarem o nível de maturidade de uma garota que acabou de assistir a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;X-Men: Origins&lt;/span&gt; e ficou empolgadíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJVITy2wfI/AAAAAAAAAZk/5vMYj0TyyDc/s1600-h/wolverine.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJVITy2wfI/AAAAAAAAAZk/5vMYj0TyyDc/s400/wolverine.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332918510000980466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amar é conhecer um homem moreno, suado, sujo de terra e de sangue, peludo, com garras mortíferas, braços musculosos, pernas musculosas, peito musculoso, bumbum musculoso, virilha musculosa and so go on...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5820697531755976314?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5820697531755976314/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/05/amar-e.html#comment-form' title='8 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5820697531755976314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5820697531755976314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/05/amar-e.html' title='Amar é...'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SgJbJQcxY-I/AAAAAAAAAaE/XYuq4NlDozE/s72-c/3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-1261738570282143455</id><published>2009-04-30T21:22:00.007+02:00</published><updated>2010-02-02T05:04:10.568+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>I muratori di ogni donna</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DEDICATÓRIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico minha tese ao homem que me mostrou o caminho do sucesso e da felicidade. Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sfn6iVzrWdI/AAAAAAAAAZc/rmPcHu2BUZA/s1600-h/pedreirobalao.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 323px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sfn6iVzrWdI/AAAAAAAAAZc/rmPcHu2BUZA/s400/pedreirobalao.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330567101846084050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JUSTIFICATIVA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, dia do jogo Palmeiras vs Colo-colo pela Taça Libertadores da América, vesti minha camisa marca-texto e desfilei pela cidade, tornando-a mais luminosa e bonita. A alguns passos de distância de mim, um pedreiro disse a seu colega:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O Palmeiras é o melhor time do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionada. Era uma baita coincidência do destino encontrar um amigo palmeirense para dividir minha aflição a respeito do jogo – tínhamos a obrigação de ganhar para conseguir passar para a segunda fase. Eu quase esbocei um sorriso de cumplicidade e simpatia, não fosse seu colega, que, por acaso, não havia notado minha aproximação, responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nem tanto, tá meio mal das pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgraçado, fdp, corinthiano! Fechei a cara e, por pouco, não mijei na marmita deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: eu amo pedreiros (mas nem todos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esse episódio, resolvi pegar a pena e debruçar-me no tratado a seguir que apresento à banca do curso de Comunicação Social para obter diploma de bacharel em Jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tratado filológico analisa uma questão intrínseca à mulher pós-moderna: o jogo lingüístico no qual está inserida diante de prédios em construção. Embora outros estudiosos questionem esta afirmação, consideramos que tais senhoras são atores (atrizes?) sociais, sim, porque é inconcebível que, na condição de sujeito (sujeitas?) do discurso presentes no instante de sua concepção, não atuem, mesmo que indiretamente, em sua construção social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partamos do mito presente na sociedade brasileira de que trabalhadores braçais são, nas palavras de alguns entrevistados, todos do sexo feminino, da pesquisa de LÉVI-STRAUSS (2002), “tarados”, “indecentes”, “mal servidos na cama”, “sujos”. Essa amostra revela que todas as senhoras abordadas tiveram pensamentos sexuais diante da menção a pedreiros. Esse é um fato curioso se considerarmos que, nos clubes femininos de dança erótica, as fantasias mais pedidas são, por ordem de preferência, bombeiro, trabalhador rural (vulgo cowboy) e executivos do mercado financeiro (IBGE, 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, de um lado, as mulheres relacionam trabalhadores da construção civil com atos libidinosos e, de outro, exclui-os de suas fantasias mais explícitas, como explicar esse primeiro fato social? Trata-se de um problema de pesquisa complexo que tentaremos solucionar com uma hipótese bastante simples. Ei-a: nas sociedades ocidentais contemporâneas, as pessoas do deuxième sexe (BEAUVOIR, 1949) são obrigadas a desempenhar o papel de líderes dos bastidores (TREVIZAN, 2009), isto é, exercem em tempo integral atividades extremamente laboriosas e que são fundamentais para sustentar o edifício social (MARX, ?), porém, precisam esconder essa árdua missão (SUPERMAN, 1939) dos indivíduos do sexo masculino, pois esses têm gastura de pensar em trabalho pesado; apesar de sustentar toda a estrutura social, a parte forte e trabalhadora dos indivíduos possui uma fraqueza oculta: deseja um dia chegar em casa e não ter que pegar a caixa de ferramentas para consertar o cano da pia que está entupido, ou então, ter um ombro consolador onde se aconchegar quando cai o valor das ações em que investiu 20% de seu fundo de reserva. Neste estado, com o Id (FREUD, 1930) sob tamanha pressão, as mulheres passam em frente a obras e veem aquelas criaturas sob o pó, ali lagarteando embaixo da frágil e inacabada estrutura, sorrindo-lhes de forma ingênua e também inacabada. É um momento de epifania (FITZGERALD, 1936) em que elas se permitem, por alguns instantes, liberar seus instintos mais reprimidos e deixar o fardo de lado, ou, em outras palavras, em que ela acreditam que podem relaxar. Os empregados de obras representam, portanto, uma forma de solidariedade desinteressada a essas exauridas mulheres. Por um breve momento, elas são felizes e, em consequência, pensam em sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a minha hipótese de pesquisa. Como a considero verdadeira a priori, libero-me das formalidades de comprová-la, fundamentá-la, desenvolvê-la e blábláblá. Cara banca, dê-me o dez, os aplausos e o diploma que vou-me já. And so long!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-1261738570282143455?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/1261738570282143455/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/i-muratori-di-ogni-donna.html#comment-form' title='6 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1261738570282143455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/1261738570282143455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/i-muratori-di-ogni-donna.html' title='I muratori di ogni donna'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sfn6iVzrWdI/AAAAAAAAAZc/rmPcHu2BUZA/s72-c/pedreirobalao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-4771779242600410460</id><published>2009-04-25T02:52:00.003+02:00</published><updated>2010-02-02T05:04:35.928+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>Umidificaçãozinha do dia</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1010576&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1010576&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Mais uma ótima indicação da Vanessa. Vejam inteiro, vale a pena, é muito engraçado. Só to triste de não poder votar no Nei Paraíba. Nesse caso, vou fazer uma boca de urna: Lenny (a substituto fajuto do Gustavo Xerifão)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-4771779242600410460?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/4771779242600410460/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/umidificacaozinha-do-dia.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4771779242600410460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/4771779242600410460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/umidificacaozinha-do-dia.html' title='Umidificaçãozinha do dia'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7505915859488691824</id><published>2009-04-22T00:48:00.010+02:00</published><updated>2010-02-02T05:05:36.282+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='série'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Office'/><title type='text'>Séries não tão pop – parte I</title><content type='html'>Nunca imaginei que um dia eu escreveria um post sobre séries, porque, na minha cabeça, havia um grande preconceito contra fãs de séries. Por que centenas de pessoas ficariam horas online esperando a liberação da próxima temporada de uma série? Mas tudo mudou quando nesses dias resolvi locar a segunda temporada de “The Office”. Vi-me tão ansiosa em a assistir toda de uma vez que precisei reconsiderar esse meu julgamento. E então fui puxando a memória e percebi que não há como ter uma infância e uma adolescência feliz sem qualquer vestígio de séries americanas. Não estou dizendo que elas são necessárias para sermos felizes, só que é perfeitamente comum convivermos com elas e termos bons momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era uma inimiga declarada de séries. Afinal, nunca tive TV a cabo e a Internet ADSL, que adquiri há menos de dois anos, me trouxe como único avanço poder consultar meus e-mails na hora em que eu quiser – antes precisava esperar até meia noite para conectar. Só que nem assim eu estava totalmente separada desse universo. Quando criança, vi todos os episódios de “A Família Dinossauro” transmitidos pela Globo. Também acompanhava “The Simpsons” e “Chavez”, que não é americana, mas é extremamente pop – hoje poderia até dizer “cult”. Esporadicamente também via “Buffy” e “Um maluco no pedaço”. Não achava esta tão engraçada, mas por algum motivo simpatizo com Will Smith e sempre acabo assistindo aos trabalhos dele. Já na faculdade, sempre que eu ligava no SBT e estava passando alguma série, eu via. Foi assim que conheci “Friends” (já tinha até acabado nos EUA), “Arquivo morto”, “Eu, a patroa e as crianças” (assisto até hoje, mesmo estando o SBT reprisando pela milésima vez), “As visões de Raven” (essa é muito chata, mas já me roubou várias horas de vida, sabe como é, pouca força de vontade para desligar a TV) e “A vidente” (essa um dia sumiu de repente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessa aparente “vasta” experiência com séries, não se deixe enganar. Eu nunca procurei acompanhar nada, elas é que iam surgindo no meu dia-a-dia. Para você ter noção, fui assistir a “Sex and the City” no cinema com algumas amigas sem nunca ter visto sequer a um episódio. Achei o filme engraçado, um dia, quem sabe, eu loco a primeira temporada. Lembrando disso, descobri uma vantagem em estar minimamente informada sobre as séries mais pop: você saberá o porquê de suas amigas te acharem parecida com a Miranda e poderá discordar dizendo que é muito mais a Samantha. Assim você terá seu direito de resposta e ainda passará por espertinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 2006, tomei contato com uma revolução nas séries que chegavam ao Brasil. Foi quando soube que havia uma parcela mais “inteligente” nesse nicho. Me apresentaram, então, a “House” e “Dexter”, que têm um pouco de humor negro e o roteiro é mais bem elaborado. Deixei meu preconceito de lado e assisti a alguns episódios. Sabe que eu gostei? Estava até pronta para virar fã. Entretanto, depois de um tempo, os capítulos ficaram muito repetitivos, daí comecei a perder o interesse. Além disso, vi que essas séries mais elaboradas eram o que mais estavam em alta naquele momento. Saber que algo está na moda realmente me tira o interesse. Foi o fim dessas duas séries para mim. Por onde elas estarão agora? Imagino que bem prósperas, porque na locadora havia uma porção de temporadas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo ano, li na Folha Ilustrada que a Band havia comprado “The Office”. Nunca ouvira falar, mas como o jornal falava muito bem dessa série – confesso que tenho grande respeito pelos colunistas desse jornal –, resolvi assisti ao primeiro episódio. Foi bem curtinho, durou menos de meia hora. Quando acabou, precisei pensar um pouco para decidir se era muito legal ou se era simplesmente estranho. Eu não estava acostumada com aquele tipo de humor, nunca vira nada igual, por isso precisei usar meu cérebro para fazer um julgamento. E esse é o primeiro ponto positivo. O grande sucesso das séries costuma ser o seu humor fácil (às vezes é a ação que toma o destaque, mas o humor é sempre onipresente), aquele negócio de personagens-tipos e frases de efeito. “The Office” não tem “hot people”, nem efeitos especiais, nem luxo, nem magia, nem mistério, nem violência. A fórmula é bem simples e barata – talvez por isso ninguém pensou nisso antes –: traz histórias ambientadas em um lugar completamente banal, um escritório, mas pitorescas e surpreendentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a audiência da primeira temporada, que tem apenas seis episódios, foi muito baixa, e a Band não comprou ou não quis transmitir a segunda. Não entendo porque não houve sucesso. Deve ser falta de divulgação. É, vai ver foi isso, porque eu pergunto a amigos se eles já viram essa série e ainda não recebi nenhuma resposta afirmativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de conquistar novos fãs para “The Office” e assim ter com que conversar a respeito, farei uma resenha a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes uma ressalva. Devo admitir que continuo não entendendo como há pessoas que podem gostar de “Lost”. Eu até tentei acompanhar, mas, meu Deus, é muito estúpido! Daí vêm aqueles nerds dizendo que há uma porção de referências à filosofia e sei lá mais o que... Mas ainda assim ninguém lá tem uma atuação convincente e o roteiro é tão chato! Também tenho uma posição semelhante a “Smallville”, “Gray’s Anatomy”, “OC”, “Gilmore Girl”, “CSI”, “24 Horas”, “Heroes”, “Gossip Girls” e todas essas séries mais pops. Uma que é emblemática para mim é “Dawnson’s Creek”. Tinha todos os elementos para ser um sucesso: adolescentes de boa aparência, conflitos amorosos de todo tipo, reviravoltas... Mas eu simplesmente odiava. Era só ligar na Globo e ver que estava passando, me dava uma raiva inexplicável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The Office&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5OGpb9K0I/AAAAAAAAAZU/2fEf9MOO3mg/s1600-h/the+office.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5OGpb9K0I/AAAAAAAAAZU/2fEf9MOO3mg/s400/the+office.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327281285335165762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A versão que eu acompanho é americana, mas é uma adaptação da série inglesa criada em 2001 e exibida pela BBC. Por curiosidade, dei uma olhada na original e, se quiserem um conselho, vão direto para o remake, que é muito mais engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais chama a atenção a princípio é a forma de narrativa. O modelo empregado se chama mockumentary, isto é, um documentário fictício. A ideia é bem simples. Uma equipe que está fazendo um documentário sobre o dia-a-dia no escritório de uma empresa. A impressão passada é de que não existe um roteiro, as câmeras vão pegando o que for surgindo no momento. Espontaneidade é a ordem. Em vez de termos uma visão distante e objetiva dos acontecimentos, sabemos o tempo todo que existe um cameraman e um entrevistador ali presentes no escritório. Eles estão flagrando os acontecimentos “ao vivo”, isto é, nada foi ensaiado, os fatos vão se desenrolando de forma imprevista. A câmera pode tremer e virar bruscamente, às vezes até está escondida atrás de uma cortina persiana – deve ser uma equipe de jornalistas, porque muitas vezes eles filmam mais do que a ética permitiria. Mas o interessante é que essa naturalidade ora é visivelmente contida, já que as pessoas na frente das câmeras tentam passar uma boa imagem, ora é escancarada, pois os funcionários da empresa não conseguem disfarçar suas reações o tempo todo – logo explicitarei o porquê. Isso sem contar os impagáveis momentos em que, no meio de uma conversa, uma das pessoas olha para a câmera, como se fosse um confidente e faz uma cara de desprezo ou de tédio pelas costas de seu interlocutor. Essa filmagem mais espontânea é intercalada com depoimentos dos personagens. Esses falam reservadamente, como se estivessem em uma espécie de confessionário, e é nessas horas que se sentem mais a vontade para contar o que realmente sentiram ou pensaram em dado momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritório em questão é a regional de Scranton da empresa revendedora de papéis Dunder Mufflin. Quase toda a ação se passa lá dentro, como se fosse um universo fechado ao qual os funcionários estão presos – só às vezes os lugares variam um pouco: depósito, matriz, estacionamento e algum restaurante. Esse fato é bem importante, porque ele influencia no comportamento de todos os personagens. O gerente regional é Michael Scott (mais detalhes nos perfis abaixo), que inferniza seus empregados não por ser intransigente mas por querer ser amigo demais deles. Há o departamento de vendas, de contabilidade, de controle de qualidade, o RH, a recepção, a matriz e o depósito. Em suas funções, os personagens se relacionam não só profissionalmente – mesmo porque o que eles menos fazem é trabalhar – mas também pessoalmente, unidos para vencer o tédio e sobreviver às brincadeiras sem graça do chefe. Ao longo da série, as rivalidades e os envolvimentos amorosos vão surgindo. Como observei anteriormente, o ambiente de trabalho é tudo para os personagens, parece que eles não conhecem mais ninguém fora desse meio e nem têm perspectivas de saírem dele, por isso, precisam tentar desenvolver uma vida pessoal lá mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o conflito dessa história? Como não há nenhum vilã declarado, os problemas são os que vão surgindo no cotidiano: atritos de convivência entre colegas, idéias malucas do chefe, realização de eventos festivos, cortes no quadro de funcionários etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem os perfis dos quatro personagens principais. Isso é só uma amostra, porque mesmo os secundários têm sua complexidade e são muito engraçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5OCJ1H9-I/AAAAAAAAAZM/53RL9F0fVfI/s1600-h/michael.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 224px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5OCJ1H9-I/AAAAAAAAAZM/53RL9F0fVfI/s400/michael.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327281208131319778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Michael Scott&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Gerente regional da Dunder Mufflin, cerca de 40 anos, solteiro. Faz piadas o tempo todo (“That’s what she said!”) e, assim, causa mais constrangimentos do que riso. Sua principal característica é acreditar que a empresa é sua vida e todos seus funcionários são seus amigos próximos – o problema é que ninguém gosta dele de verdade, exceto Dwigth, que é um amigo que o próprio Michael dispensa. Isso gera situações como: quer discutir a vida pessoal dos funcionários em grupo e no horário de trabalho, não sabe delegar tarefas e nem fazer cortes quando a matriz exige, inventa um milhão de confraternizações, precisa de atenção e mimos dos funcionários quando se sente triste e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5N8SXzxlI/AAAAAAAAAZE/MY6MqmrtW_Q/s1600-h/Dwight.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 261px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5N8SXzxlI/AAAAAAAAAZE/MY6MqmrtW_Q/s400/Dwight.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327281107345065554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dwight Schrute&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Trabalha com vendas, é puxa-saco do gerente (Michael lhe inventou o cargo de Assistente do Gerente Regional, que não significa absolutamente nada), cerca de 40 anos, solteiro, nerd convicto, xerife voluntário, faixa preta em karatê. Tem grande adoração por Michael, porque este é seu chefe e, por ser um homem íntegro, Dwight deve seguir seu líder até a morte. Antes de entender esse motivo, imaginei que eles eram gays. Mas não, Michael só se aproveita de seu funcionário, porque é o único que está sempre à sua disposição. Ele é muito excêntrico e, sendo totalmente inflexível em seu comportamento, torna-se um grande chato. Não consigo descrevê-lo bem. Ele não se compara a nada que eu já tenha visto antes, só assistindo à série mesmo... (Por favor, se conseguirem pensar em algum adjetivo-chave para o Dwight, me digam.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5N2IjddaI/AAAAAAAAAY8/4EFtdEPaVzY/s1600-h/jim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 360px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5N2IjddaI/AAAAAAAAAY8/4EFtdEPaVzY/s400/jim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327281001630365090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jim Halpert&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Trabalha com vendas, cerca de 30 anos, solteiro tem bom senso de humor e é o único no escritório que não tem jeito de fracassado ou de esquisito. Ele sabe que não tem futuro na Dunder Mufflin e que em outras empresas poderia ter uma carreira de verdade, mas algo o prende lá: Pam. A recepcionista, seu amor platônico, topa sempre ajudá-lo a avacalhar Dwight e Michael. Juntos, eles tornam o escritório um lugar mais divertido. No começo, achava-os infantis, mas agora creio são justamente os mais maduros, pois são os únicos que estão conscientes de que é preciso tirar algum prazer da vida, mesmo que esta esteja condicionada ao escritório. Uma característica de Jim que sempre me surpreende é sua humanidade. Mesmo que ele faça todo o possível para tirar sarro de Dwight e Michael, sempre faz algo por eles quando estão na pior. Um exemplo: cantar no karaokê um dueto com o chefe após esse ter ido de bicão a uma festa na casa de Jim e ser recebido com frieza pelos demais convidados. Por que faz isso? Ele mesmo não entende tamanho sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5Nx8Si-DI/AAAAAAAAAY0/FagnG_9g82s/s1600-h/pam.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5Nx8Si-DI/AAAAAAAAAY0/FagnG_9g82s/s400/pam.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327280929618720818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pam Beesley&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Recepcionista, cerca de 30 anos, gosta de desenhar, mas não espera um dia trabalhar com isso, bonita e doce, está noiva. É visível que ela também tem uma queda por Jim, mas prefere acreditar que são só amigos se divertindo. Apesar de esperta e viva, ela é uma pessoa acomodada, aceita passar toda a vida em seu trabalho tedioso e se casar com um cara muito grosso. Maior qualidade: a expressão de “que merda de vida” diante do comportamento de Michael – é um modo silencioso de mostrar para o equipe do documentário que ela sabe que seu chefe é um idiota, mas que lhe faz o favor de fingir o contrário. Tentei pegar uma foto que reproduzisse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar mais para não dar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;spoilers&lt;/span&gt;. Vejam por si próprios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o vídeo de abertura, que eu amo!&lt;br /&gt;Obs: Esse arquivo é bem ruim, porque o autor faz uma baita salada, mas assista só aos 30 primeiros segundos, que mostram a abertura da série, que é muito boa. A música é ótima. Tive que pôr esse vídeo inteiro, porque não achei um único arquivo no youtube que tivesse só a abertura original. Achei, isso sim, várias outras versões, mas uma pior do que a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ES9W927XuxY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ES9W927XuxY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amostra do estilo da série:&lt;br /&gt;Episódio 1 da primeira temporada: Pilot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://widgets.nbc.com/o/4727a250e66f9723/49edd9c80d242e86/4741e3c5156499a7/bea277b3/-cpid/f401f1a1430b11f" id="W4727a250e66f972349edd9c80d242e86" width="384" height="283"&gt;&lt;param name="movie" value="http://widgets.nbc.com/o/4727a250e66f9723/49edd9c80d242e86/4741e3c5156499a7/bea277b3/-cpid/f401f1a1430b11f" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent" /&gt;&lt;param name="allowNetworking" value="all" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver outros clipes de uma fonte segura e sem precisar baixar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;http://www.nbc.com/The_Office/video/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, esse post é “parte I”, porque um dia num futuro não muito distante quero falar de “My name’s Earl”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Dando-lhe uma barra de chocolate e um abraço amigo na sua semana de TPM.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja “The Office”. Se gostou da primeira temporada, que é bem curtinha, veja a segunda, que é hilariante e traz várias novidade... Mas não vou contar, vejam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7505915859488691824?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7505915859488691824/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/series-nao-tao-pop-parte-i.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7505915859488691824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7505915859488691824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/series-nao-tao-pop-parte-i.html' title='Séries não tão pop – parte I'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Se5OGpb9K0I/AAAAAAAAAZU/2fEf9MOO3mg/s72-c/the+office.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-8071071960226216713</id><published>2009-04-16T03:35:00.004+02:00</published><updated>2010-02-02T05:07:24.798+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>Qualche piccolino pensiero</title><content type='html'>Parquinhos me apavoram, pois me lembram pedofilia e assassinatos macabros. Sempre que passo por um, fecho os olhos e deseja que não haja mais ninguém para me pegar no flagra – seja testemunhando minha fraqueza ou a transformando em realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando eu cruzava aquele círculo de areia satânico, havia uma velha sentada na mureta. Trocamos olhares desconfiados por cinco segundos. Percebi que ela mexia bem devagar a mão em direção à sua bolsinha-de-velha. Mais do que veloz, atirei-me atrás de uma caçamba de lixo. Por um triz não viro mistura do RU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velhinhas com lencinho de seda e broche no pescoço estão na mesma categoria de parquinhos. Juntando os dois, só pode se esperar um resultado: merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velhinhas japonesas, ao contrário, são sempre boas. Chapéu de pescador, calças curtas e sapatilhas. Sim, dulcíssimas. E há um quê a mais. Tenho certeza de que todas elas são capazes de ler a nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta tarde, ainda atarantada com o incidente no parquinho, uma dessas senhoras passou por mim. Em meio segundo, ela me examinou por inteiro. Em seguida, um franco sorriso de aprovação. Foi esta a mensagem que ela plantou na minha cabeça: “Vai passar, minha querida, afinal, você é uma boa garota”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Good girl”, repeti. Foi como Cap. Buttler chamou a prostituta Bella Watling. Não, não sou assim. Sou mimada como Scarlett. Sorte a minha que as garotas quase-más é que são desejadas pelos galãs que valem a pena. Azar o meu que essas mesmas garotas acabam sozinhas – talvez até em um parquinho, acompanhada por uma psicopata armada de um três-oitão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Balzac: “A imprensa está morta como será morto um povo: dando-lhe liberdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando possuímos a liberdade em sua plenitude, tornamo-nos gordos e vadios. Descobri que já fomos, sim, totalmente livres. Lá por volta de um ano de idade. É quando já conseguimos andar, grunhir, alimentar-nos (mesmo que seja dos restos encontrados na vasilha do cachorro). E fazemos isso sem qualquer medo, sem seguir moral ou ideologia. Felizmente nos esquecemos dessa curta experiência de vida. Se fosse diferente, não suportaríamos as amarras que ostentamos hoje – criadas pelo instinto de autopreservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com tão pouca liberdade que nos resta, há brechas para atentarmos contra nossa integridade. Como mulher livre, assisti a “Dragon Ball Evolution”. Que merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser Palmeirense é viver entre o paraíso e o enfarto. Nesta última semana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAL 2 X 1 SPO&lt;br /&gt;PAL 1 X 2 SAN&lt;br /&gt;PAL 1 X 1 SPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SeaLZXh3VyI/AAAAAAAAAYc/_ofayF5jAF4/s1600-h/gu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SeaLZXh3VyI/AAAAAAAAAYc/_ofayF5jAF4/s400/gu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325096877341234978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Pagando sua fiança antes que o velho descubra.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca comam frango no RU e nem pastel servido por garçons caolhos - a não ser que você seja um daqueles durões que fritam bacon sem camisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-8071071960226216713?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/8071071960226216713/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/qualche-piccolino-pensiero.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8071071960226216713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/8071071960226216713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/04/qualche-piccolino-pensiero.html' title='Qualche piccolino pensiero'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SeaLZXh3VyI/AAAAAAAAAYc/_ofayF5jAF4/s72-c/gu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-9084160021450020559</id><published>2009-03-31T23:18:00.010+02:00</published><updated>2010-02-02T05:07:56.256+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beyla'/><title type='text'>Yes, we can!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SdKLL18BiNI/AAAAAAAAAXg/b2VN7zfySOk/s1600-h/maro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SdKLL18BiNI/AAAAAAAAAXg/b2VN7zfySOk/s400/maro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319467145451636946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, não posso perder os últimos vestígios da onda Obama para usar essa frase, que acredito será uma das mais lembradas de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso-a neste contexto para fazer merchandising da grife de acessórios para cabelo recém-lançada por minha amiga Thaís Weiller, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Beyla&lt;/span&gt;. O título da postagem faz uma referência dupla. Primeiro ao conceito da marca - a seguir nas palavras da própria Thaís:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A deusa nórdica Beyla é conhecida por sua beleza e graça; por isso quando resolvi criar uma marca que tivesse que destacasse a beleza e romantismo da mulher moderna, a escolha deste nome foi algo natural. A minha Beyla, porém, auxilia mulheres a se tornarem a alcançar uma beleza que é tanto interior quanto exterior, já que, além de belos, todos os acessórios são feitos seguindo fortes padrões ecológicos e sociais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sim, podemos&lt;/span&gt; ter a beleza e a graça (e a força, por que não?) de uma deusa nórdica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, gostaria de lembrar quão raras são as pessoas genuinamente talentosas - e Thaís está nesse seleto grupo. Num mundo de bilhões de medíocres, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sim, podemos&lt;/span&gt; fazer algo bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Entrem lá no site (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;http://beyla.tk/&lt;/span&gt;) e me digam se não foi uma ótima dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: A foto acima mostra um dos produtos da Beyla. Veja outros no site. Belíssimas fotos e... ah! Como não dizer? Essa modelo aí é a Marô lindona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Dizendo para a amiga: "Por favor, não use mais essa calça saruel...")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre no site agora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-9084160021450020559?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/9084160021450020559/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/yes-we-can.html#comment-form' title='5 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/9084160021450020559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/9084160021450020559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/yes-we-can.html' title='Yes, we can!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/SdKLL18BiNI/AAAAAAAAAXg/b2VN7zfySOk/s72-c/maro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7107925929685119162</id><published>2009-03-29T05:55:00.005+02:00</published><updated>2010-02-02T05:09:36.563+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinícius de Moraes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo César Pinheiro'/><title type='text'>Põe um pouco de amor numa cadência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sc7xWZ7P5oI/AAAAAAAAAXQ/CyhFv6kEzKY/s1600-h/vinicius01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 340px; height: 235px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sc7xWZ7P5oI/AAAAAAAAAXQ/CyhFv6kEzKY/s400/vinicius01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318453577189942914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;— Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o retrato do homem passional e cafajeste. Sempre digo que não vou cair na conversa de um desses, mas quem resiste ao Capitão Vinicius de Moraes, poeta e diplomata, o branco mais preto do Brasil? Sim, meu querido, ainda to te esperando no portão, com um olho nas crianças e o outro nas panelas sobre o fogão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas de Estudos de Poesia Brasileira têm sido a coisa mais fantástica deste semestre. Por elas, sinto-me até tentada a abandonar o sonho de ser jornalista – aquela coisa de revelar a verdade para o mundo, fazer justiça aos desfavorecidos e toda a ideologia que os calouros de 17 anos sustentam; tudo no superlativo e em escala global, ô, mania de grandeza! – para passar meus dias lendo, lendo, lendo. Sem propósito nenhum! Só lendo e sentindo prazer nisso. Depois esmiuçar o texto lido, desenvolver um artigo e, pronto, fingir que tenho alguma utilidade para a sociedade. Ah, se me pagassem para fazer isso, eu seria feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, mas como esse blog não é um diário íntimo, não quero entrar nesse mérito da questão. Se sou uma medíocre frustrada, não é da conta de ninguém, não é mesmo? O fato é que as aulas no Departamento de Letras com o Professor E. – grande mestre! – me abriram portas que eu sequer imaginava que existiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira aula. Começamos a ver poesia de tradição oral. Bruscamente, quando me dei conta, já não via a literatura de cordel como um gênero menor. Conheci bons autores, como Leandro Gomes de Barros, Rodolfo Coelho Cavalcante e João Melquíades Ferreira da Silva. Consegui até me comover em alguns trechos, acredita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no finzinho da exposição, entrou um tópico novo: a tradição oral no meio urbano. E um nome se sobressaiu – Paulo César Pinheiro. Recebi-o com antipatia. Achei os poemas dele que o professor projetou na parede muito bobos e previsíveis. Decidi: esse não levo pra casa nem vestido de Johnny Depp!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe como o destino está sempre tramando para a gente, né? Para uma primeira avaliação, o professor E. nos pediu um ensaio e sugeriu quatro propostas de tema. Duas delas eram muito longas, e eu já descartei de cara. Por fim, eu havia escolhido analisar poema de Patativa do Assaré e, com esse objetivo, fui à Biblioteca Pública. Acredita que não havia um único livrinho desse autor? Fui obrigada pelas circunstâncias a mudar o tema. E lá estava ele, ou melhor, aquelas iniciais – PCP, pêcêpê, pespe, pespelhão. Havia livro dele, claro. Na verdade, eram vários, uns cinco volumes da mesma obra. “Atabaques, violas e bambus” é o nome da diaba. Levei-a para casa na marra – e nem tinha a fantasia de Johnny para compensar um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vou fazer esse trabalho por mais amargo que seja! – disse me sentindo a própria Scarlett ao comer a cenoura suja de terra e prometer que nunca mais passaria fome. Heh, eu encaixo essa cena à minha vida com uma frequência absurda. Já banalizei, sim, mas como resistir à oportunidade de ser a musa por um momento e repetir em altos brados: “as God is my witness, as God is my witness, they're not going to lick me”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou um dia inteiro, nem toquei no livro. “I'll think about that tomorrow”. No dia seguinte, a mesma coisa. Ou melhor, quase. Só no finzinho da noite é que movi esses glúteos gordos. Comecei a dar uma olhada nos poemas, já que precisava escolher um para analisar. A mágica se deu no intervalo de poucos minutos. O que era desinteresse tornou-se envolvimento. Eu me detinha em alguns poemas mesmo que não fossem úteis para o trabalho, só pelo prazer de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver se eu consigo escolher um para copiar abaixo. Segue o do meu trabalho mesmo – por favor, coleguinhas, não copiem! – que já tá digitado e, assim, economiza meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Priprioca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piripiri era um ente&lt;br /&gt;Do grande povo Aruaque,&lt;br /&gt;Que aparecia pra gente&lt;br /&gt;Da serra Tumucumaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um perfume mais doce&lt;br /&gt;Que o mel do Irapuã,&lt;br /&gt;E apaixonava quem fosse&lt;br /&gt;Donzela-flor, cunhantã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fêmea, sentindo esse cheiro,&lt;br /&gt;Piripiri perseguia,&lt;br /&gt;Mas o duende matreiro,&lt;br /&gt;No ar, desaparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma moça o prendia,&lt;br /&gt;Hábil nas artes da caça,&lt;br /&gt;Ele, no vento, sumia&lt;br /&gt;Virado nuvem, fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pajé Supi disse a elas&lt;br /&gt;Como fazer pra prendê-lo.&lt;br /&gt;Tinha que atá-lo, as donzelas,&lt;br /&gt;Com fios, seus, de cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, esse ente,&lt;br /&gt;Com seu aroma tão doce,&lt;br /&gt;Adormeceu, de repente,&lt;br /&gt;As cunhantãs, e evolou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu lugar uma planta&lt;br /&gt;Nasceu, do chão, com seu cheiro,&lt;br /&gt;O mesmo cheiro que encanta,&lt;br /&gt;O mesmo olor feiticeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piripiri deu sumiço.&lt;br /&gt;Virou estrela, lampejo.&lt;br /&gt;Deu pra cunhãs o feitiço&lt;br /&gt;De ter, do índio, o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, de amor, se tem sede,&lt;br /&gt;Cunhã já põe priprioca,&lt;br /&gt;Que prende o macho na rede,&lt;br /&gt;E o seu marido na oca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, estão apresentados ao meu querido PCP (que mudança de tratamento, hein!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas aulas seguintes de poesia, começamos uma nova unidade. Estamos vendo agora autores contemporâneos que usam formas fixas, principalmente o soneto. Até agora, conheci Ivan Junqueira e Geraldo Carneiro. Xonei doidada! Especialmente por esse último, que é mais pós-moderno, como caracterizou o sábio Professor E. Mas a minha história com esses senhores fica para uma próxima vez. Por ora, fico apenas com os versos do Vinícius (no título) e lá me vou (andarsine maldito!) assobiando no ritmo da bossa, em paz com minhas emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Passando cola em pleno vestibular.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler um bom autor do qual você nunca ouviu falar até então dá uma emoção fantástica. Como descobrir um continente, ou a cura de uma doença, ou um corte de cabelo que até te deixa com uma cara simpática.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7107925929685119162?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7107925929685119162/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/poe-um-pouco-de-amor-numa-cadencia.html#comment-form' title='4 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7107925929685119162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7107925929685119162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/poe-um-pouco-de-amor-numa-cadencia.html' title='Põe um pouco de amor numa cadência'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/Sc7xWZ7P5oI/AAAAAAAAAXQ/CyhFv6kEzKY/s72-c/vinicius01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-5074132178435957616</id><published>2009-03-19T22:48:00.008+01:00</published><updated>2010-02-02T05:10:17.783+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Quebra de decoro totaaaaal!</title><content type='html'>- Quem quer dinheirooooo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/ScK9pMGaxyI/AAAAAAAAAXI/Fl7rde-ASfQ/s1600-h/deputados.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/ScK9pMGaxyI/AAAAAAAAAXI/Fl7rde-ASfQ/s400/deputados.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315019025571039010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O causo foi o seguinte. Eu estava iniciando a segunda semana de estágio em um grande jornal da cidade. Por acaso (e sorte), caí na editoria de política – a mais inteligente e interessante. O editor, talvez por medo do estrago que eu poderia fazer sozinha, me mandou acompanhar a repórter que cobriria uma votação na Câmara Municipal. Fui um tanto envergonhada do meu All Star furado e do jeans rasgado (recordação de um belo tombo), mas fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, achei que seria expulsa por causa do modo como eu me vestia. As secretárias e assessoras, do alto de seus saltos e dentro de seus terninhos escuros – fazia mais de 30 graus! –, me esnobavam. Tudo bem, finjam que eu sou invisível, afinal, sou só a estagiária, não ganho nada mesmo para estar aqui e ainda tenho que pagar as minhas passagem de ônibus. O fato é que não puderam fazer nada contra minha presença antiestética. Não tiveram o peito de levar seus julgamentos às últimas conseqüências, como aquele juiz que adiou a audiência, porque uma das partes, um trabalhador rural, usava chinelos. Em casos assim, ter coragem não é necessariamente algo bom, melhor manter os preconceitos sob a camada de covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu a hora da sessão, na qual votariam o nome de algumas ruas – tãããão relevante –, só que quase ninguém havia chegado. Alguns minutos de tolerância, e um dos vereadores começou a ler a ata da sessão anterior. Eu até tentei escutar o que era dito, mas foi impossível. Os poucos vereadores que haviam chegado estavam de pé conversando entre si, cumprimentando a torto e direito, rindo em altos decibéis, trocando presentes. Como havia sido o Dia Internacional da Mulher na véspera, o que não faltavam eram flores, chocolates e até bíblias cor-de-rosa circulando por aí. Confesso que não consegui negar o Sonho de Valsa que me ofereceram, mas ainda assim não aprovo esse tipo de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, lugar bonito! Tem uma aura de sólido, de histórico, de nobre. Estou falando da arquitetura interna, né, porque a cena que lá se desenrolava mais parecia a de uma feira livre – ou, imaginando sem as roupas formais, um bordel. Estava claro, límpido, transparente até: os políticos estão mais interessados nos bastidores (articulações e fofocas) do que no trabalho para o qual foram eleitos, isto é, fiscalizar, propor projetos, votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns vereadores lá na frente discursando, os demais falando sem parar e circulando pelo salão feito debutantes excitadas. Foi-me subindo um nervoso tão grande! A última gota d´água caiu no momento em quem o garçom entrou. Sim, um garçom vestido a caráter, com presilha na gravata, bandeja e tudo! Ele gentilmente oferecia água e café (nas opções puro ou com leite) pelas rodinhas de conversa adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim eu tinha a definição exata daquele ambiente: era um boteco, daquele tipo que vive povoado de maridos que não trabalham. Na hora, imaginei o estrago que Jesus não faria ali. Da mesma forma que entrou no templo e chutou as mercadorias que conspurcavam o local, faria – e com razão!– o maior barraco naquela Câmara Municipal. Quem sabe a ficha de alguém não cairia e ao menos esse aprenderia a ter respeito pelo sagrado labor de representar a população?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me achem ingênua, mas nessas horas até que bate um dó por Clodovil ter morrido. O deputado, em seu primeiro discurso, disse: “(...) a única coisa de que tenho medo – já me fizeram muito medo aqui, como estrangeiro que sou nesta Casa – é da expressão decoro parlamentar. Eu não sei o que é decoro com um barulho destes enquanto um deputado fala. Eu não sei o que seria decoro, porque isso aqui parece um mercado! Isso aqui representa o país! Eu não entendo por que há tanto barulho enquanto um orador está falando. Nem na televisão, que é popular, se faz isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em quebra de decoro, na minha opinião, o melhor momento de Clodovil foi quando brigou com a deputada Cida Diogo. Tudo começou com um comentário do deputado de que as mulheres estavam se tornando ordinárias, que trabalhavam deitadas e descansavam em pé. Sua colega se ofendeu, o que resultou em bate-boca. Em entrevista para a TV, ele explicou seu ponto de vista: “Digamos que uma moça bonita se ofendesse porque ela sim pode se prostituir. Não é o seu caso, a senhora é uma mulher feia. Vai ser senhora, mãe de família, não precisa se ofender. Eu tenho culpa de ela ser feia, gente?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Pronto, paguei minha dívida. E mais cedo do que esperávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Guardando lugar para o amigo na fila do RU em dia de strogonoff.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumir alimentos orgânicos é uma prática interessante não só porque faz bem à saúde, mas também por prestigiar o pequeno produtor. É uma forma de distribuição mais justa de renda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-5074132178435957616?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/5074132178435957616/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/quebra-de-decoro-totaaaaal.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5074132178435957616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/5074132178435957616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/quebra-de-decoro-totaaaaal.html' title='Quebra de decoro totaaaaal!'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/ScK9pMGaxyI/AAAAAAAAAXI/Fl7rde-ASfQ/s72-c/deputados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-3534530520304447545</id><published>2009-03-19T01:36:00.006+01:00</published><updated>2010-02-02T05:11:16.772+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>De Bagdá para o SBT</title><content type='html'>Enquanto preparo o jantar, sempre ligo a TV e, dependendo do que estiver passando, assisto um pouco para descansar – daí o problema é que sempre pego no sono e, assim, perco a noite toda. Graças a esse costume, nesta semana, fiz dois achados. Ambos foram no SBT, porque a Globo não pega direito aqui em casa. Só dá para ouvir, mas não vejo nada no meio dos chiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira pérola resgatada foi o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esquadrão da Moda&lt;/span&gt; – terça-feira, às 20h. O programa é apresentado por duas pessoas que supostamente são especialistas no assunto, uma modelo com cara de nojenta e um stilisher gay, que escolhem alguém “sem estilo” para lhe conferirem um. Fazem isso de maneira bastante simplista, isto é, jogam fora todo o guarda-roupa dela, dão algumas dicas em estúdio e concedem 10 mil reais para gastarem nas lojas parceiras – Arezzo, C&amp;A, Triton e outras que não lembro por serem muito alto nível, pois ficam na Oscar Freire (rua onde nunca porei os pés em vida, amém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse só isso, até poderia ser um programa saudável, realizando o sonho de Cinderela que toda mulher ostenta, algo ao estilo de “Um dia de princesa” que havia no Domingo Legal. Afinal, quem nunca quis ir ao shopping e poder comprar TUDO sem perguntar o preço, depois sair de lá com o seu ídolo carregando dezenas de sacolas e ir direto ao salão de beleza? Pois bem, o Esquadrão não se limita a realizar o sonho consumista da participante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de por os 10 mil mangos na mão da participante, os apresentadores a humilham em vários momentos. Primeiro, quando vão buscá-la em sua cidade natal. Chegam com um carro de som, anunciando “Cafona! Cafona! Onde está a... (nome completo da pessoa)?”. Depois reúnem os amigos dela e mostram um vídeo feito por algum falso-amigo que apresenta o guarda-roupa da vítima usando expressões como “gente, olha que coisa horrível!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentada a personagem, a ação começa. Os nojentinhos sabem-tudo-de-moda levam a pobre Gata Borralheira para o estúdio, onde já estão duas araras com as roupas dela. Vão apontando os defeitos de cada peça, que pode ser desde a cor de quindim até algum corte menos convencional. Após o comentário, a peça vai direto para o lixo. A dona, inutilmente, argumenta que se sente bem com aquelas roupas, que têm valor sentimental, que não quer se desfazer delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não há escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tortura segue com uma sala de espelhos, onde a participante entra vestindo suas roupas antigas e dizendo por que gosta delas. Subitamente, os apresentadores invadem o local, que lembra um provador, e gritam “Cafona! Cafona!”. É muita violência gratuita e que só tende a engrossar. O próximo passo são os narizes-empinados mostrar manequins com roupas que são bonitas “de verdade”. "Aprenda como você deve se vestir daqui em diante". “Pois eu achei muito feias, gosto é dessa daqui”. A moça sem-estilo não se rende fácil. O casal explica que é questão de se acostumar, que aquilo é alta costura, logo, sua beleza é incontestável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí? Foda-se! Roupa não é só questão de tendências da moda ou bom senso, há muito sentimento nela. Isso sim é que vale algo e é justamente a única coisa que a gente não leva quando paga R$ 500 por uma camiseta ou R$ 2 mil por um vestido. Não existe falta de estilo e nem há quem possa conceder um estilo a alguém. Depois de uma pedagoga que invade a privacidade das pessoas e ainda lhe diz como criar seus filhos, achei que nada poderia descer mais o nível. Eu estava errada, sempre dá para descer mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo esse conto de fadas, a moça teve que gastar os R$ 10 mil em roupas que eram elegantes, mas que não a agradavam. Tenho certeza de que ela, nesse momento, sente muita falta dos shortinhos e blusinhas que foram cuspidos, rasgados e jogados no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo reality show que me saltou à vista não é novidade para ninguém: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Astros&lt;/span&gt; (ex-&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ídolos)&lt;/span&gt;. Neste ano, há um diferencial em relação aos anteriores. Em vez de mostrar direto os quatro jurados esculachando os calouros, começa com uma competição fake em que os oito participantes mais trash ficaram confinados no Castelo dos Desastros, dentro de um shopping – qualquer semelhança é mera coincidência. Eles disputariam a aprovação do público em provas como dançar funk e cantar uma música de livre escolha, e o vencedor ganharia a produção de um videoclipe musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No episódio de hoje, havia apenas quatro concorrentes. Mas acredita que eliminaram justo a mais engraçada – a Sueko –? Ela cantou algumas palavras de uma música do Roberto Carlos (ela não sabia a letra toda) fazendo cara de nada. Foi lindo, até chorei de rir. E daí foi excluída da casa... De revolta nem quero mais ver esse programinha ordinário! De consolo ficaram as palavras da minha ídolo: “Esse povo sem estudo, sem instrução, não sabe avaliar. Eu quero um júri qualificado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para matar as saudades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WYi069OPyKg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WYi069OPyKg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Dando aquele tapinha amigável na TV que não pega de jeito nenhum.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode acompanhar o trabalho dos deputados federais no site da Câmara. Veja o currículo de cada um, as propostas que eles apresentaram (acreditem, há muita bobagem lá no meio, uma prato cheio para nós, jornalistas), discursos, votos e presença em plenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;http://www2.camara.gov.br/transparencia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Um dia ainda vou ter paciência para sentar na frente deste computador para contar como foi minha experiência como quase-jornalista perdida na Câmara Municipal... Aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-3534530520304447545?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/3534530520304447545/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/x_19.html#comment-form' title='2 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3534530520304447545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/3534530520304447545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/x_19.html' title='De Bagdá para o SBT'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-7452215536077120054</id><published>2009-03-08T00:11:00.005+01:00</published><updated>2010-02-02T05:12:35.830+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regime'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>Querida professora, minhas férias foram ótimas, obrigada por perguntar</title><content type='html'>Março já segue avançado e só agora faço o primeiro post do ano. Espero que entendam essa longa ausência, uma vez que a frequência (agora sem trema, pois adotamos desde janeiro passado as novas regras ortográficas – isso se o Word não nos boicotar, né) deste blog está vinculada ao calendário da UF**.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram três longos meses de férias. Não os aproveitei tanto em prol do intelecto como gostaria, mas tive experiências bem interessantes. Nada de fatos extraordinários, apenas recortes de uma vida à toa no interior. Separei a seguir algumas para compartilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito de Sísifo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sísifo, segundo a mitologia grega, foi castigado pelos deuses a rolar uma grande pedra até o topo de uma montanha. Quando a rocha lá ficasse, ele estaria libertado de sua tarefa. O problema era que, sempre que ele atingia o ponto mais alto, a pedra rolava montanha abaixo e ele tinha que recomeçar todo o árduo trabalho. Dessa forma, a pena de Sísifo se estenderia irremediavelmente pela eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel sugeriu essa história como metáfora para o programa de condicionamento físico a que eu me submeti durante as férias. Achei que ela se encaixava como uma luva, por isso a estou usando agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder alguns quilos e manter o peso é uma missão árdua – pelo menos para quem leva uma vidinha pacata, não dispõe de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;personal trainer&lt;/span&gt; e nem recebe recompensas financeiras pela boa forma (como aqueles cuja profissão é “famoso”). Toda manhã, sem exceção para sábado ou domingo, lá estava eu às 8h correndo no parque, depois fazendo uma série de exercícios localizados. E sequer tinha o consolo da dose diária de açúcar refinado e gordura a que havia me acostumado – de preferência juntos em uma bela barra de chocolate meio-amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras três semanas transcorreram bem, as roupas começaram a folgar e achei que meu suplício se aproximava do fim. Eu ansiava pelo dia quando poderia voltar a comer pastel, pizza, pamonha, sorvete, bolo e tudo o que me desse na telha, sem culpa. Mas daí chegaram aquelas festas prolongadíssimas (Natal-Ano Novo-meu aniversário). Comi tanto, mas tanto, que nem me surpreendi ao ver minha pedrinha rolando ladeira abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por semanas a fio fui rolando a pedra acima e a vendo cair. Inúmeras vezes. No fim das férias, já estava desencanada de voltar ao meu manequim P e só esperava manter uma boa saúde. Assim, conformada com a impossibilidade de chegar ao fim da missão que assumi no início de dezembro, sabe que até acabei emagrecendo? E o fato mais surpreendente disso tudo: em uma semana nesta cidade reconhecidamente fria e nebulosa (literalmente), peguei mais bronzeado estilo caminhoneiro do que em três meses no interior sob o sol diário de 35 graus. Vai entender isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pra você que tá aí de bobeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ficar três meses praticamente sem PC, tive oportunidade de ter contato com três achados virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Wagner e Beethoven: http://www.apostos.com/wagnerebeethoven/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Rafael Sica: http://rafaelsica.zip.net/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um capeta em forma de guri&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CqYvA5mFgWw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CqYvA5mFgWw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2hNthkADAxE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2hNthkADAxE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1_Wqu86tSKE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1_Wqu86tSKE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a cinema, cheguei a assistir a algumas coisas, mas não muitas. Dos concorrentes ao Oscar, só vi um: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O curioso Caso de Benjamin Button&lt;/span&gt;. É um bom filme, mas nada fora do esperado e, na verdade, bem fraco perto do conto em que se baseou. Se esse era o favorito da noite, até desanimei para ver os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E admito sem vergonha que o filme de que mais gostei nessas férias foi &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sim, Senhor&lt;/span&gt;, do Jim Carrey. Sem dúvida vai se juntar aos clássicos do ator, mais o menos no estilo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Mentiroso&lt;/span&gt;. Ri pra valer – principalmente na cena do bar – e até saí com a impressão de que levei algo para a vida. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Blockbusters&lt;/span&gt; também podem ter qualidade. Saí dessa vida de cult, de só seguir conselhos de críticos conceituados. Eu posso avaliar pela minha própria cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pró memória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias, Obama disse: “Em 31 de agosto de 2010, nossa missão de combate no Iraque terminará”. Aguardemos para ver se esse tem palavra, porque Bush, quando invadiu o Iraque, disse que as tropas americanas ficariam só alguns dias – ele até deu o número exato na época, em pronunciamento oficial, mas agora não lembro, só sei que eram poucos. A ocupação perdura até hoje, seis anos depois – e isso nem de longe é pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para concluir, uma nova seção no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Fada do Siso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Ajudando os desmiolados a tomar juízo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho do dia: confira a &lt;a href="http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm"&gt;lista de marcas&lt;/a&gt; (principalmente de cosméticos) que não testam seus produtos em animas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte: Projeto Esperança Animal – PEA)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1934238063904892720-7452215536077120054?l=sularien.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sularien.blogspot.com/feeds/7452215536077120054/comments/default' title='Commenti sul post'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/querida-professora-minhas-ferias-foram.html#comment-form' title='5 Commenti'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7452215536077120054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1934238063904892720/posts/default/7452215536077120054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sularien.blogspot.com/2009/03/querida-professora-minhas-ferias-foram.html' title='Querida professora, minhas férias foram ótimas, obrigada por perguntar'/><author><name>sularien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06246516152812515607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1934238063904892720.post-1689939030081465999</id><published>2008-11-26T18:11:00.008+01:00</published><updated>2010-02-02T05:14:07.100+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Johnny Depp'/><title type='text'>Arizona dream</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Arizona Dream&lt;/span&gt; é um filme protagonizado por Johnny Depp. Foi lançado nos anos 90 – em 1993, para ser mais exata. Eu nunca ouvira falar dele até esse final de semana, quando ganhei o DVD de amigo secreto. Era inaceitável que eu, uma fã incondicional do Mendigo, não conhecesse um filme pós-&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Edward&lt;/span&gt;. Isso me deu uma baita sensação de culpa. Senti-me tão envergonhada por não conhecer toda a filmografia do meu ídolo que fui ao imdb e anotei todos os títulos que eu desconhecia. Eram seis, dois deles existem na minha locadora – os outros eu nem procurei, porque só têm versão VHS. (É triste pensar que, com o BlueRay, eles devem entrar em extinção, e eu nunca os verei.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, graças a esse acesso de culpa, descobri um filme ótimo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Antes do anoitecer&lt;/span&gt; (2000). Embora o protagonista seja Javier Bardem, a breve participação do Johnny, que só acontece por volta de 1h30 e não dura mais do que três cenas, é inesquecível. E eu não estou falando do Bon bon, mas do tenente Victor. Muito, muito sexy. Abaixo estão duas fotos que confirmam o que digo. Na segunda, imaginem esses dois gostosões se beijando... MEODEOS! &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Brokeback Mountain 2&lt;/span&gt;, please, please!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/STHadZcf4yI/AAAAAAAAAW4/s6WiAt0qg98/s1600-h/victor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 289px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/STHadZcf4yI/AAAAAAAAAW4/s6WiAt0qg98/s400/victor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274236837209039650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/STHaX3ETijI/AAAAAAAAAWw/GA_S0151qgE/s1600-h/victor2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/STHaX3ETijI/AAAAAAAAAWw/GA_S0151qgE/s400/victor2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274236742081415730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao assunto central deste post, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Arizona Dream&lt;/span&gt;. Nele, Johnny já tinha 30 anos, mas com carinha e corpinho de 20. A foto abaixo confirma o que disse. Gente, e eu to obcecada ou aí ele tá mesmo parecido com o meu namorado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/STHaRRy6igI/AAAAAAAAAWo/fa4WSm3BHUg/s1600-h/arizona+dream.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 210px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Fl4j9xyOxU/STHaRRy6igI/AAAAAAAAAWo/fa4WSm3BHUg/s400/arizona+dream.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274236628997147138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sobre o enredo, não existe um grande conflito que amarre todo o filme – talvez o maior seja: Axel vai conseguir construir a máquina voadora ou se tornará um
